quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

SERNANDE É A FREGUESIA EM DESTAQUE NO PRÓXIMO DOMINGO NA RF

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O programa da Rádio Felgueiras “Roteiro das Freguesias” que tem dado a conhecer a vida, os anseios e os projectos das Freguesias da região, vai ter como destaque no próximo domingo, a Freguesia de Sernande e a Associação Casa do Povo da Longra.

Neste programa dedicado a Sernande, haverá uma parte com a Associação Casa do Povo da Longra, que foi incluída em Sernande uma vez que esta entrevista dispunha de mais tempo livre, ao contrário da de Rande onde foi dado o destaque ás obras da Igreja.

“Roteiro das Freguesias” é um programa de informação, com Carla Ferreira e Maria Santos, que passa na Rádio Felgueiras ao domingo das 9h00 ás 11h00.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

CINEMA DE VOLTA À CASA DO POVO DA LONGRA

"Traffic - Ninguém Sai Ileso"

Inserido no circuito de cinema do INATEL e após cerca de 30 anos a Casa do Povo da Longra volta a ter cinema.
Assim sendo, arranca no próximo sábado, dia 2, pelas 21h30, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Circuito de Cinema INATEL com o filme "Traffic - Ninguém Sai Ileso".

Entrada livre .



"Traffic - Ninguém Sai Ileso" é um filme sobre o tráfico de drogas, do produtor ao consumidor, dos generais dos cartéis aos chefes de família através de três diferentes histórias sobre responsabilidade, evolução e honra.
Com um elenco de luxo e esplendidamente protagonizado por Benicio Del Toro, siga as influências e pressões de Washington, a corrupção das forças policiais mexicanas, a dificuldade de quem se debate nesta área e o dia a dia dos consumidores, das famílias e dos métodos de recuperação.
Uma obra abrangente sobre a actualidade e o futuro deste grande flagelo, mas acima de tudo um guia para a responsabilidade de quem educa, o empenho de quem combate, e o conhecimento de todos.

Realizador- Steven Soderbergh
Intérpretes- Michael Douglas - Don Cheadle - Benico Del Toro - Luis Guzman - Dennis Quaid - Catherine Zeta-Jones . Steven Bauer

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

JOSÉ FERNANDO MOREIRA, EM ENTREVISTA AO SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

"Este é o pior executivo municipal de todos os tempos"

Na freguesia da Pedreira existe um grande descontentamento em relação á postura "autoritária" da Câmara de Felgueiras que apenas "dá uns trocos" ás freguesias. Segundo o Presidente da Junta. José Fernando Moreira, a edilidade para além de não dar apoios financeiros, não dialoga com as Juntas de Freguesias...

Como é que está a decorrer o actual mandato autárquico?
Muito mal por dificuldade de relacionamento com a autarquia. Isto não é por culpa da Junta da Pedreira nem das restantes 31 Juntas de Freguesia mas sim da Câmara Municipal.
Troque lá isso por miúdos…
Falo por nós, Junta de Freguesia da Pedreira, que tínhamos um manifesto eleitoral com as obras prioritárias para a freguesia, como acessibilidades, ampliação do cemitério, extensão da rede de água, iluminação pública, parque de merendas, entre outros, que não foi possível executar na totalidade no primeiro mandato, mas que pensávamos concretizar neste mandato porque temos a mesma forma e garra, mas, com a falta de apoio da Câmara, tal não foi possível até ao momento. Neste segundo mandato temos sentido a falta completa de apoio por parte da Câmara de Felgueiras.
Não houve qualquer apoio para essas obras?
Não e posso mesmo considerar, e penso ser recíproco ao meu executivo, que a Câmara arrecada impostos e taxas aos fregueses e depois não faz a respectiva distribuição pelas freguesia, o que é injusto. Sendo assim, nós, Juntas de Freguesia, não temos qualquer hipótese de fazer investimento.
Pediu alguma obra em especial?
Elaboramos o nosso manifesto, há seis anos, com as obras urgentes, necessárias e prioritárias. Mas, se no primeiro mandato fizemos algumas obras, com o actual executivo tal não tem sido possível. Reivindicamos repetidamente através de ofícios diversas obras mas nem resposta temos. Para responder em concreto à sua questão, a obra mais urgente é a ampliação do cemitério que está a ficar sem espaço.
É uma obra urgente, portanto?
Sim. O cemitério paroquial tem apenas oito espaços disponíveis. Estatisticamente, morrem anualmente dez pessoas, pelo que urge avançar para a concretização desta obra. Temos terreno e projecto, agora falta o apoio financeiro para que seja realidade.
A Câmara tem conhecimento da situação?
Inequivocamente, porque tem sido a nossa principal preocupação nos últimos dois anos.
Mas há mais necessidades?
O alargamento e pavimentação do caminho de Carvalhais à Barra, um caminho centenário, é uma prioridade urgente. Há outros caminhos mas este é dos mais urgentes. Para além de outras obras em áreas diversas como educação e ambiente. Mas só será possível equacionar devidamente a sua resolução com a colaboração da autarquia. Tem de existir abertura.
E a famosa curva do CM 1171 onde existe uma ravina onde se verificam acidentes graves, continua na mesma?
Continua. Já mandámos 15 ofícios a pedir que seja resolvida a situação. A única coisa que foi feita foi a colocação de sinalização vertical. Mas o perigo continua. Se o anterior executivo estivesse na Câmara, aquele problema estaria resolvido. O actual não tem vontade de resolver nada que diga respeito aos problemas das pessoas. Há perrice da Câmara e falta de vontade.
Como está o processo de revisão do PDM no que concerne à Pedreira?
Fizemos um trabalho sério e rigoroso, mas o que vemos passados três anos é que está tudo parado. Não temos conhecimento de nenhum avanço. O que sabemos é que a freguesia é essencialmente agrícola e que não há condições para as pessoas se fixarem cá. Têm de sair da freguesia para construir.
O que espera dos últimos dois anos de mandato?
A esperança é sempre a última coisa a morrer. Mas, pelo andar da carruagem nada se perspectiva de bom para as Juntas de Freguesia. Falta vontade de transferir competência para as Juntas acompanhadas pelo respectivo suporte financeiro. Não se vê vontade política.
Falando do cenário político local. Que soluções define para Felgueiras sair daquilo que muitos dizem ser um marasmo?
A actual situação política de Felgueiras é da exclusiva responsabilidade da presidente da Câmara. De mais ninguém. Se existem problemas foram criados por ela e pela sua ex. família política. Nós somos completamente alheios a esses problemas. Se a presidente não tem tempo para decidir, por causa da defesa do processo, que tente encontrar uma solução. As populações não se compadecem com a falta de investimento e de obras, mas não nos podem ser assacadas responsabilidades. Têm de ser pedidas a quem gere a Câmara Municipal. As Juntas, neste processo, são o elo mais fraco. Organicamente, são eleitas pelo povo, mas depois ficam dependentes das Câmaras Municipais para realizar obras. E se não houver disponibilidade dos executivos camarários em ajudar, não é possível resolver os problemas das populações, meta para a qual as Juntas foram eleita, como é o nosso caso. Acho que as pessoas devem olhar para o trabalho que tem sido feito pelo PSD, pela sua Comissão Política, composta por jovens que não estão à espera de nada, apenas trabalham para que Felgueiras seja um concelho melhor. Devem dar oportunidade a uma nova geração, a uma nova forma de estar na política.
Em 2009 haverá, na sua perspectiva mudanças na Câmara?
Este executivo e a sua presidente não têm projecto. Aliás, o projecto está esgotado. Não serve Felgueiras. Penso que a mudança seria algo de positivo para o concelho. Nós não captámos ninguém. Estamos riscados do mapa.

O executivo da Junta composto por José Fernando Morerira (Presidente), Vera Alves (tesoureira) e Manuel Quintela ( secretário), queixa-se da falta de apoios da Câmara de Felgueiras


É um dos autarcas que tem levantado a voz na Assembleia Municipal contra a falta de apoios da Câmara às Juntas de Freguesia. Outros nem falam no assunto. Não considera que o silêncio dos seus colegas é prejudicial no sentido de não haver pressão sobre a presidente da Câmara para mostrar o descontentamento dos autarcas das freguesias?
Sou uma voz crítica. Tenho manifestado a minha opinião nas Assembleias e na comunicação social porque não há apoios às Juntas de Freguesia. Não é só em relação à minha. É em relação a todas. Considero isso de muito mau tom, porque o concelho de Felgueiras é composto por 32 freguesias. Sendo assim, do meu ponto de vista, o concelho deveria funcionar como uma família, ou seja, deveria existir diálogo para a resolução dos problemas que são comuns. Mas isso não acontece.
Como reagem os seus fregueses à não resolução dos problemas da freguesia no capítulo das obras prioritárias e que todos sabem são necessárias?
Sabemos que há uma franja da população que não consegue compreender bem o que se passa. Da nossa parte fazemos passar a mensagem de que a nossa equipa é a mesma, a nossa vontade, entrega e dedicação é a mesma, só que por falta de apoio financeiro e até mesmo de diálogo por parte da Câmara não nos é possível fazer mais. Se houvesse pelo menos diálogo tudo seria mais fácil. Mas nem isso há.
Ao dizer que nem há apoios financeiros nem diálogo com os presidentes de Junta infere-se que os autarcas de freguesia não são tidos nem achados?
Infelizmente é isso que se passa. Não há nem uma coisa nem outra, nem apoios nem diálogo. Com esta postura todos ficamos a perder. É Felgueiras e as suas gentes que perdem. Isto não afecta os presidentes de Junta em termos particulares mas sim as pessoas nas carências com que se debatem no dia-a-dia.
As Juntas, na sua opinião, não são parceiras da Câmara no desenvolvimento concelhio?
Olhe, acho que as Juntas se devem considerar desprezadas pela Câmara. As Juntas de Freguesias mereciam muito mais apoio e respeito porque são órgãos eleitos directamente pela população para defender os seus interesses. Mas em Felgueiras só temos as verbas do Fundo Financeiro das Freguesias, para a gestão corrente, e as míseras receitas dos canídeos. Como podemos com estas verbas fazer obras sem o apoio financeiro da Câmara que arrecada o dinheiro nas freguesias em impostos, licenças e taxas? Não podemos, de forma alguma. Andamos a receber migalhas nos últimos anos que não dão para corresponder aos anseios das populações.
Como classifica o desempenho do actual executivo municipal?
De muito mau. Mas lá virá o dia em que a população do concelho de Felgueiras se aperceberá que a aposta no actual executivo camarário foi um fracasso. Posso mesmo considerar que este é o pior executivo camarário de sempre. Porquê? Porque não olha, nem sente os problemas básicos que existem na nossa e nas outras freguesias. O poder da presidente é autoritário e cego. O executivo camarário concentra o poder na pessoa da sua presidente de forma absoluta, o que está em desuso num país democrático e integrado na Europa, mas que em Felgueiras é a realidade.

Notícia - Semanário de Felgueiras

http://www.semanariofelgueiras.pt/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ROJOADA NA PEDREIRA




No passado Domingo dia 20 de Janeiro de 2008 o Grupo de Casais da Paróquia de Santa Marinha de Pedreira organizou uma vez mais a tradicional Rojoada, no Salão Paroquial de Pedreira.

Este acontecimento é mais uma prova de que a freguesia, ou mais concretamente, a Paróquia de Pedreira, continua a ter actividades que proporcionam às pessoas momentos de encontro, trabalho, reflexão mas ao mesmo tempo de confraternização diante de uns deliciosos rojões acompanhados com um magnífico verde quinta do ferro.

A organização deste evento no meu entender assim como no entender de todos aqueles que o manifestaram está de Parabéns, pois apesar de ter servido 190 almoços às pessoas que participaram conseguiu prestar um óptimo serviço assim como manter a qualidade na confecção dos rojões e em todos os alimentos servidos.
Como todos sabemos é de louvar este grupo de pessoas que se entrega a este tipo de causas, um reconhecido obrigado ao Grupo de Casais da Paróquia de Pedreira e a todos os que de algum modo estiveram a eles ligados na realização deste evento.
Não poderia deixar de louvar a sua entrega e dedicação, mesmo doentes, com familiares doentes, com muito trabalhos em casa foram capazes de largar tudo por esta causa sem interesses económicos.
O fruto deste trabalho é para por ao serviço da Comunidade Paroquial por isso podemos e devemos estar-lhes gratos pois quando ninguém quer fazer as coisas porque dá trabalho eles estão lá e mostram que mesmo tendo trabalho não desanimam e fazem as coisas com muito sucesso.

Um bem-haja a todos e aguardamos mais momentos como este. Estamos convosco, não desanimem lancem-se nesta aventura da entrega, pois a critica só é válida de quem for capaz de fazer mais e melhor... não aceitem criticas de quem fala para não estar calado....


NUNO MACEDO

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A PEÇA DE TEATRO "O NOVIÇO" SOBE DE NOVO AO PALCO

O Grupo de Teatro da Paróquia de Santa Marinha de Pedreira vai no próximo dia 26 de Janeiro (sábado), pelas 21H00 no salão Paroquial de Pedreira levar ao palco mais uma vez o seu último trabalho intitulado "O Noviço" de Martins Pena.

Esta peça visa tratar um aspecto da nossa história, assim como os interesses de costumes, é uma comédia de ver, rir e chorar por mais, nós elementos do Grupo de Teatro não temos a menor duvida que é o nosso melhor trabalho até ao momento.

Os bilhetes já se encontram à venda por 2.5 Noviços para adultos e 1 Noviço para crianças até aos 16 anos. Para reservas contactar Nuno Macedo 914188402 ou então qualquer elemento do Grupo de Teatro.

Para aqueles que de algum modo não possam assistir neste dia vamos ter uma nova repetição no mesmo espaço e com as mesmas condições no próximo dia 2 de Fevereiro de 2008.
NUNO MACEDO

domingo, 20 de janeiro de 2008

ESFAQUEADOS NO CAFÉ POR CAUSA DE UM PORCO

Dois homens foram esfaqueados na madrugada de ontem (sexta para sábado) por um amigo, na sequência de uma discussão no interior de um café da freguesia de Rande, em Felgueiras. Desentendimentos em torno do preço de um porco provocaram uma troca acalorada de insultos, que acabaram por gerar uma cena de violência.

http://www.correiomanha.pt/

Ao que foi possível apurar, os confrontos ocorreram por volta das 02h00, quando o café Breias estava cheio de clientes. Os três amigos conversavam há já algumas horas sobre a compra de um porco para matança, que deveria acontecer na manhã seguinte.

De acordo com clientes do café – apresentado como “habitualmente pacato”–, a conversa começou a azedar quando os amigos, que “já tinham bebido bem”, começaram a falar do preço do animal. No entanto, nenhum dos 30 clientes suspeitava do desfecho final. António Freitas, de 38 anos, e Francisco Sousa, de 31 anos, foram esfaqueados com uma navalha pelo amigo.

Os clientes apartaram os contendores e assistiram as vítimas. “Ouvimos garrafas a cair no chão e deparámos com duas pessoas a sangrar”, adiantou Mário Martins, que emprestou o telemóvel para ligar às forças de segurança.

O alegado agressor, um homem de 43 anos, saiu do café e entregou-se à GNR.
As vítimas foram transportadas para a unidade de Penafiel do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, encontrando-se livres de perigo.

BEBIDA CAUSA INSTABILIDADE

O homem que alegadamente esfaqueou os companheiros é conhecido das autoridades e da comunidade local por provocar desacatos e desordem pública. Em Felgueiras, onde reside – a cerca de dez km do café de Rande – o alegado agressor já protagonizou vários desacatos em cafés e os amigos apontam o álcool como causa da instabilidade. “Ele é um pouco instável, mas não é um homem mau, passou por vários problemas pessoais recentemente que o desestabilizaram ainda mais”, explicou ao CM uma amiga, que preferiu manter o anonimato. O homem terá passado recentemente por uma separação amorosa, por culpa da bebida.
Notícia - Correio da Manhã

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

MEMÓRIA DO CARNAVAL DA LONGRA

No próximo dia 5 de Fevereiro vai ter continuidade o já famoso Carnaval da Vila da Longra, em mais uma edição que dará sequência à organização que ganhou foros de tradição local e concelhia.
Efectivamente, foi no ano de 1997 que começou a ser organizado o chamado Carnaval da Longra, através de desfile do Corso Longrino e demais números do programa, desde concurso de figurantes, velório, enterro do entrudo, leitura do testamento e cremação alusiva.

Virá a talhe, a propósito, um rememorando de memória, pois que o tema merece uma retrospectiva, para enquadramento.
Recuando a tempos anteriores, então, era deveras diferente o panorama: Antigamente, de ligação às diversas tradições de Entrudo, havia pequenas amostras carnavalescas espontâneas, sobretudo por meio de passeios de mascarados, individualmente e em grupos, por quase todas as terras da região, pelo menos as localidades mais importantes do concelho. A nível organizado, de quando em vez surgiam de tarde, no próprio dia, minúsculos cortejos populares e por norma, ao findar o dia, havia habitualmente o enterro, por iniciativas particulares mas sempre com grande entusiasmo público.

Corso Carnavalesco de 1997


Na evolução dos tempos, a partir de meio dos anos oitenta, do século XX, começou a haver na então vila de Felgueiras pequenos cortejos com crianças de estabelecimentos de ensino oriundos de diversas freguesias do concelho; até que em finais dessa década de oitenta passou a ser organizado oficialmente o chamado Corso, cortejo em estilo de marchas alusivas, com alguns carros alegóricos alugados e outros enfeitados por iniciativa de associações e entidades de algumas freguesias. Desfile esse que, organizado por comissão vinculada à Câmara Municipal, de ano para ano foi evoluindo e aumentando, ao ponto de nalguns anos ter inclusive metido escolas de samba contratadas.


Carnaval de 1998



Na Longra, onde desde 1997 houve organizado desfile, através de iniciativa de Isabel Costa e Armando Pinto, em colaboração com outros membros da Associação Casa do Povo da Longra (sendo assim oficialmente dado o título organizativo à mesma instituição), o Corso era feito no Domingo Gordo, de modo a que não colidisse com o da cidade de Felgueiras. Com o qual a organização Longrina colaborava anualmente, indo todos os anos uma forte representação da Longra engrossar o Carnaval de Felgueiras. Contudo o entusiasmo e poderio económico Felgueirense decresceu repentinamente, realizando-se o último Corso de Felgueiras em 2002, até agora, e nesse ano já quase só graças à participação de representações da Longra e Jugueiros... Assim, tendo em 2003 deixado de se fazer o Carnaval da cidade de Felgueiras (com excepção de passeios carnavalescos de crianças das escolas, na sexta-feira anterior), ainda nesse ano se fez na Longra o referido desfile no domingo antecedente, ao passo que em Jugueiros foi já realizado no dia próprio, embora à escala local.

Carnaval de 2003



Ora, atendendo à falta do Corso de Felgueiras, logo em 2004 o Desfile Carnavalesco de maior impacto teve lugar na Longra, então já vila, na própria terça-feira de Carnaval, passando a ter organização, ainda, da Casa do Povo da Longra mas já em parceria com duas das Juntas e uma outra Associação das Freguesias da área da vila. Até que, depois, passaram a ser três Juntas incluídas na responsabilidade organizativa, em anos seguintes.

Para a história ficou, sobremaneira, o Carnaval de 2004, por ser o primeiro da Longra como vila, com organização conjunta de representantes das Forças Vivas da área e especialmente pelo sucesso obtido, publicamente. Ora, nesse ano e no próprio dia, contrariando o tempo cinzento que se fez sentir, sem contudo meter água de chuva no aspecto meteorológico nem de responsabilidade própria, e suplantando até a falta de realizações festivas nos maiores centros urbanos do concelho, houve efectivamente Carnaval em Felgueiras, por via do surpreendente e muito concorrido Carnaval da Longra/2004. Acontecimento colorido e animado para milhares de pessoas que se aglomeraram ante a passagem do extenso desfile carnavalesco Longrino, tal qual depois para a multidão que também incorporou o nocturno percurso folgazão.



Carnaval da Vila da Longra 2004

Com efeito, foi uma autêntica revelação o Carnaval da Vila da Longra, ocorrido em pleno dia de Entrudo. A mais jovem vila do concelho de Felgueiras, desse modo, teve durante esse dia uma das maiores afluências humanas. A Longra sem qualquer ponta de dúvida foi então o centro de confluência das gentes de Felgueiras.
Numa organização conjunta da Associação Casa do Povo da Longra, Juntas das Freguesias de Rande e da Pedreira, mais Associação Cultural e Recreativa de Sernande, houve oportunidade, com tal realização, de demonstrar o quanto a região é capaz de se manifestar, positivamente. E, sobretudo, de vincar o ponto fulcral que a Longra representa, de como a Longra é polo de convergência, núcleo importante de movimento e acção como é, sendo a Longra núcleo de interesse e afinidade, merecendo bem o título que o Carnaval da Longra mereceu na comunicação social concelhia como cabeça de cartaz no concelho de Felgueiras.
Só se viam cabeças, no dizer de muita gente, tal foi a assistência que se amontoou para presenciar o surpreendente corso ao longo do seu percurso, naquela tarde. Surpreendendo assim quem julgava tratar-se de coisa simples, ao modo como foi menosprezada pelas forças de segurança a necessidade de corte e desvios do trânsito automóvel (a pontos de se ter verificado estranho caos no ordenamento viário e consequente fluidez na evolução do desfile), bem como outros tratamentos para com peripécias próprias da ocasião. Porque, nesse ano, o Carnaval da Longra, sendo algo feito para brincar, naturalmente, já não foi brincadeira nenhuma. Teve sim mística muito a sério, no sentido de realização oficial e natural. Ficando, com tudo isso, aviso à navegação para o futuro, de forma a que não sejam subvalorizadas organizações públicas da Longra, inclusive com maior interesse de entidades concelhias a quem não basta marcar presença pontual, quando calha ou convém...


Carnaval de 2005



Por estas e outras o Carnaval da Vila da Longra/2004 transformou-se num evento histórico, quer de tarde com o desfile tradicional, como de noite no velório, enterro do Entrudo (em que se notou a já há muito verificada falta de iluminação pública condizente...), até à leitura do testamento e encerramento pirotécnico, conforme a praxe, revelando-se instrumento de ligação populacional derivada do aconchego local, tamanho o fluxo de gente que concentrou, marcando época do primeiro ano da Longra como vila. Na senda de anteriores organizações, que desde 1997 tiveram lugar por iniciativa da Associação Casa do Povo da Longra (nalguns anos organizado pelo respectivo Grupo de Teatro e noutros pela Direcção da mesma Associação), cuja sequência, a partir do Carnaval de 2004, depois da criação da Vila da Longra, teve horizontes mais vastos, alargada a responsabilidade organizativa a entidades de três das freguesias da nova vila, com excepção de Varziela (...). Na continuidade, porém, a Junta de Sernande também se afastou em 2006 (embora, no mesmo ano, retornasse à parceria na responsabilidade da comemoração do aniversário da vila, organização de seguintes feiras e, naturalmente, do Carnaval de 2007 e, agora, de 2008 obviamente); enquanto a de Varziela, apesar da mudança verificada de pessoas nos cargos, continuou quieta e calada. Factos que só a História poderá explicar melhor no futuro...

Carnaval de 2005


Carnaval de 2006

Carnaval de 2007

Interessando fixar o dinamismo entusiasta da iniciativa, volta-se à ideia mestra. Acção essa, da realização referida, que, além da parte recreativa e cultural, faz emergir a importância do ponto estratégico que simboliza a Longra na área sul do concelho, sacudindo a indiferença com que, por exemplo, é desleixada premência da vila começar a sentir efeitos de limpeza regular, falta notada sistematicamente (e ainda mais nos despojos do Corso, como noutras ocasiões obviamente), sem esquecer esperadas dotações institucionais. Tudo porque o sítio em apreço, que como se sabe teve saliência maior em tempos idos e apenas recebeu justo reconhecimento já tardiamente, poderá não ser agora um centro mais desenvolto, por inércia antiga do poder de decisão, mas certamente deverá vir a sê-lo se receber devidas compensações para acertar o passo ao progresso. Pois, como escreveu Garrett nas “Viagens da Minha Terra”, sobre um outro vale e que aqui se ajusta perfeitamente, «não há ali nada de sublime, mas um equilíbrio...»
Nos anos seguintes tem-se mantido, entretanto e para já, a tradição do Carnaval da Longra, organizado pelas Juntas de Freguesia de Rande, da Pedreira, de Sernande e pela Associação Casa do Povo da Longra.
Confirmada assim a apetência da Longra em servir de chamariz entusiasta, urge dotá-la de melhores condições, atendendo ao significado do coração verdadeiro da nova vila, o Largo da Longra que sempre desempenhou afirmativo e identificativo local de encontro da antiga povoação. Que bem justifica uma intervenção urbana no centro da nova vila, consoante as tradições e os direitos históricos lhe fazem jus. Como de resto as artérias circundantes e tudo o mais que clama por um programa de requalificação urbanística. Objectivo que bem merece um irmanado esforço das verdadeiras Forças Vivas locais, em chamadas de atenção, projectos e programas conjuntos, a olhar mais para os interesses da terra.


A Longra precisa de mais acção, de trabalho em prol do seu progresso efectivo, pois as lacunas persistem e não é com acções voltadas para outros horizontes que a situação melhora. Isto e o mais, quando se escrevem estes considerandos, mas teme-se que se continue a aplicar muito depois, neste andar, infelizmente.
É que se no Carnaval ninguém leva a mal, já não será bem assim depois, quanto mais no aproximar de futuras decisões, olhando ao que estiver mal e continue na mesma...!

- © Armando Pinto = bibliografia:
livros “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (1997) e “Elevação da Longra a Vila” (2003), mais jornal “Vila da Longra” (2006) =

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CARNAVAL DA VILA DA LONGRA


Já lá vão 11 anos desde do primeiro cortejo carnavalesco da Longra. E parece que após anos de trabalho e dedicação anónima por parte de muitos que se dedicaram para fazer deste nosso Carnaval o principal do concelho, eis que surge um novo conceito de Carnaval na nossa Vila.
De algo publico impulsionado pela Associação da CPL e respectiva Juntas de Freguesia ( Rande, Sernande e Pedreira), passamos a ter um novo conceito. Eis que o cartaz, que serve de meio de publicidade deste evento, se torna algo particular cuja reprodução é passível de autorização do autor ou entidades. Onde isto vai parar… Será que já não há quem colabore nestas iniciativas sem protagonismos ? Será que não deveríamos apostar numa forte publicidade para trazer cada vez mais gente ao nosso Carnaval?

Uma vez que não posso divulgar o cartaz, divulgo deste simples modo o mais importante, o Carnaval na Vila da Longra, que se irá realizar no próximo dia 5 de Fevereiro, com a saída do corso carnavalesco pelas 15h00 (saída do Pólo industrial), á noite o testamento e enterro do Entrudo pelas 20h00 (Casa do Povo).

Não deixe de participar, só assim poderemos fazer com que o Carnaval da Vila da Longra seja cada vez mais o melhor do concelho, como tem acontecido em anos anteriores.

domingo, 13 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

RANDE É A FREGUESIA EM DESTAQUE NO PRÓXIMO DOMINGO NA RF

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O programa da Rádio Felgueiras “Roteiro das Freguesias” que tem dado a conhecer a vida, os anseios e os projectos das Freguesias da região, vai ter como destaque no próximo domingo, a Freguesia de Rande.
Para dar a conhecer um pouco mais desta freguesia, foram já gravados entrevistas com o Presidente da Junta da Freguesia de Rande, Pedro Ribeiro, com os responsáveis da Associação Casa do Povo da Longra e com o responsável da Paróquia de Rande, o Pároco Manuel Joaquim.
“Roteiro das Freguesias” é um programa de informação, com Carla Ferreira e Maria Santos, que passa na Rádio Felgueiras ao domingo das 9h00 ás 11h00.

“CANTARES DOS REIS” PARÓQUIA DE RANDE

Como em anos anteriores, a Paróquia de Rande, não deixou de passar a quadra natalícia para andar novamente, de porta em porta a cantar os Reis.
Apesar do frio e da chuva, são muitos os tocadores e cantores, que tem colaborado nesta iniciativa, onde mais que tudo, é o ambiente familiar que se gera à volta dos cânticos natalícios, enchendo de alegria cada casa por onde passam.
Esta campanha dos Cantares dos Reis tem como propósito, recolher donativos para as obras da Igreja, tal como tinha sido anunciado, através de um boletim informativo, que foi entregue pessoalmente em cada casa desta Freguesia.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

RANCHO INFANTIL E JUVENIL DA CASA DO POVO DA LONGRA PARTICIPA NO 8ª ENCONTRO DE CANTADORES DE REIS


O Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra vai participar na 8º edição de Encontro de Cantadores dos Reis do Concelho de Felgueiras, na próxima sexta-feira, 11 de Janeiro, numa iniciativa promovida pela Câmara de Felgueiras.
Como habitualmente, vão actuar diversos agrupamentos do concelho.
Esta iniciativa está prevista para as 21h30, na escadaria exterior dos paços do concelho.

O evento contará com as seguintes participações:


Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra
Rancho Infantil e Juvenil do Bairro João Paulo II

Rancho Folclórico de Lavradeiras da Lixa
Rancho Folclórico de Passarias e Real
Rancho Folclórico de Pegadinhas do Ribeiral
Rancho Folclórico de St.º André de Friande
Rancho Folclórico de St.ª Luzia de Airães
Rancho Folclórico de S. Martinho de Penacova
Rancho Folclórico de Varziela
Rancho Folclórico de Macieira da Lixa
Grupo Folclórico de St.ª Maria de Pombeiro
Grupo Folclórico de S. Pedro de Torrados

domingo, 6 de janeiro de 2008

ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE MARGARIDE ABRIU INSCRIÇÕES PARA APOIO EM PRODUTOS ALIMENTARES

Poderão ser concretizadas até ao próximo dia 28 de Janeiro

A Associação para o Desenvolvimento Social de Margaride tornou público a necessidade de todas pessoas ou famílias carenciadas do concelho de Felgueiras procederem, até ao próximo dia 28 de Janeiro, às suas inscrições, para efeitos de apoio em produtos alimentares, ao abrigo do PCAAC.O local das inscrições é a Rua de D. Dinis, número 181 (na Quinta do Património e próximo do Estádio Dr. Machado de Matos), entre as 9h00 e as 12h30.Para a coordenadora da Associação de Desenvolvimento Social de Margaride, Orquídea de Carvalho, "terminada a campanha da entrega de alimentos, do passado mês de Dezembro, inicia-se de imediato o registo das famílias para a campanha de 2008, estando prevista uma primeira entrega alimentar já nos próximos meses de Junho e Julho. "Presentemente temos registos para mais de uma centena de famílias, com direito aos produtos alimentares, totalizando mais de 400 pessoas", explica.O cabaz normalmente disponibilizado pela União Europeia e Estado Português "é composto de arroz, massa, bolachas, manteiga, queijo, farinha, açúcar, leite em pó, sobremesas".Todas as famílias com necessidades efectivas de apoio alimentar deverão trazer fotocópias dos documentos que comprovem as despesas, rendimentos e composição do agregado familiar.

Notícia Expresso de Felgueiras