quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

sábado, 27 de dezembro de 2008

REPORTAGEM | CASA DO POVO DA LONGRA É REFERÊNCIA INCONTRONÁVEL NA CULTURA DO CONCELHO


A associação felgueirense completa 70anos no próximo dia 26 de Abril


A Casa do Povo da Longra (C.P.L.) parece estar a viver momentos felizes.
Criada em 1939, sob os desígnios corporativistas do Estado Novo, a associação completa 70anos no próximo dia 26 de Abril. Sendo uma respeitada instituição – que ao longo de boa parte do século XX se destacou na acção cultural, desportiva, de assistência médica e de previdência social - , nos últimos anos as suas múltiplas iniciativas relançaram-se para lugar elevado a nível concelhio.

Ora em sintonia com as várias valências da Casa, ora também em colaboração com as entidades com as quais tem, protocolos, ao todo, são mais de cem colaboradores os que a associação conta regularmente: dois grupos de teatros, folclore, grupo de fados, duas escolas de dança, literatura, exposições, concertos, homenagens, debate de ideias, cicloturismo e, entre outros eventos, a colaboração com as Juntas de Rande, Pedreira e Sernande na realização do Carnaval da Longra, da trimestral Feira Popular e Tradicional e das comemorações da Vila. A meta seguinte da associação, já projectada, é a recuperação da vertente social. Mas afinal nem tudo são rosas…

Os actuais dirigentes – empossados há dois anos, cujo mandato é de três – queixam-se da falta de apoios oficiais; que Casa ainda não foi ressarcida pela cedência gratuita do terreno para a construção do Centro de Saúde, parcela que era da C.P.L. Por outro lado, elogiam a envolvência assídua dos mais de cem agentes culturais; só assim lhes é possível contornar dificuldades.

A nossa redacção quis conhecer os anseios e projectos desta Casa. Adão Inácio Coelho (A.I.C.) e Gonçalo Magalhães (G.M), presidentes da direcção e da AG, respectivamente, concederam-nos a presente entrevista.

Pelos vistos, tem sido positivo o balanço das actividades da Casa
AIC – é extremamente positivo. Propusemo-nos logo de início, a relançar a associação no panorama concelhio, na defesa e promoção dos costumes e tradições. Isso passou por uma reorganização de processos e da estrutura da associação, com critérios assentes no rigor e na disciplina organizacional. Os resultados são visíveis. Mas isso não invalida que queiramos mais e melhor.

Como foi feita essa reorganização de processos da estrutura da associação?
AIC – Melhorámos a imagem da Casa, que não era dignificada pelo aspecto do edifício. Como tal, refrescámos algumas divisões, ajustámos os espaços às necessidades; recuperámos o salão nobre; mudámos a localização e o aspecto de uma sala museológica; realizámos obras no bar; criámos uma biblioteca para mostrar um espólio bibliográfico que, até então, estava acondicionado em caixas. Instalámos internet com acesso gratuito; na sala de espectáculos, fizemos alterações, já que num passado recente, tinham feito modificações que atentavam contra a sua estética.

A casa rege-se por uma estrutura comum ou por secções?
AIC – até ao início do nosso mandato, vigorava um modelo de autogestão das várias valências baseado no seccionismo, em que ninguém assumia as despesas correntes, o que colocava em perigo a viabilidade financeira da Casa. Hoje, todas as valências (teatro, folclore, etc…) têm coordenação, apresentam suas propostas em reunião de órgãos sociais e as mesmas são aceites. Não cortámos as pernas a ninguém. Hoje, temos uma estrutura comum, com contabilidade e organização administrativa rigorosas.



Vocês têm apostado numa filosofia de parcerias…
GM – e tem sido muito importante! Baseia-se na entreajuda e solidariedade das partes, porque, sozinhos, não conseguiríamos fazer o que temos feito. Foi através do protocolo com a Associação José Afonso que conseguimos trazer à nossa Casa, a Felgueiras, artistas como por exemplo, Vitorino, Carlos Alberto Moniz, Manuel Freire, Francisco Fanhais, os “Couple-Coffee”, os “Erva de Cheiro”, os “Cantaremos Adriano”. Tudo a custos muito reduzidos. Os eventos de homenagem de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira levaram o nome da Longra a todo o país, falados até na TV. Outro espectáculo de rara beleza foi a homenagem ao musicólogo Padre Luís Rodrigues, natural de Rande e destacado musicólogo português. Temos contado também com a colaboração da Academia de Dança de Felgueiras, o Conservatório de Música de Felgueiras, dos grupos de dança da professora Cristina Lopes, da Associação de Cicloturistas de Felgueiras (com sede na C.P.L), do Teatro PésnaLua, que ensaia e actua aqui. A organização, este ano, do III Encontro de Teatro – que contou com a colaboração do Teatro PésnaLua, do Grupo da Paróquia da Pedreira e das Escolas D.Manuel Faria e Sousa e Secundária de Felgueiras -, foi uma experiência gratificante, que mobilizou muita gente, especialmente as escolas envolvidas. Aderimos a Inatel e, por isso, temos beneficiado de algum apoio, inclusive a nível de cinema. Recentemente celebrámos um protocolo com a Associação de Naturais e Amigos de Chancungo, da Guiné, a favor da qual acabamos de lançar uma campanha de bens e equipamentos, destinados ás escolas daquela cidade.

Estão a falar, praticamente, de apoios logísticos. E os financeiros?
G.M – Financeiramente, só temos contado com pequenos apoios. O Ministério da Cultura comunicou-nos que em 2008 não nos daria subsidio, não por falta de mérito da Casa, mas pelas drásticas restrições do Governo. As Juntas de Rande, Sernande e Pedreira vão fazendo o que podem. A Câmara apenas subsidia a parte do folclore, no âmbito dos apoios generalizados oferecidos aos ranchos do concelho. E muito pouco, diga-se! Uma insignificância face à dimensão da obra feita. Esperávamos muito mais da autarquia. Estamos convictos que se estivéssemos em alguns concelhos vizinhos teríamos beneficiado muito mais. Quanto custaria toda esta actividade a uma empresa municipal? Muito naturalmente. Mas o nosso Orçamento ronda os 26 mil euros. Vamos contando com os patrocínios pontuais do sector empresarial. Sem desconsiderar outras empresas, não pudemos de deixar de referir a Caixa Agrícola.

Qual o vosso programa cultural para 2009?
AIC- Em traços gerais (porque ainda estamos a fazer diligencias) na linha do que vem sendo feito nos dois anos transactos. Vamos dar especial atenção as comemorações do 70º aniversário da Associação bem como ao 30º aniversário da morte do Padre Luís Rodrigues. Vamos manter o Encontro de Teatro, o Festival de folclore, sem esquecer as diversas festas que temos vindo a fazer, para alem do Carnaval, das feiras Tradicionais e da comemoração do 7º aniversário da Vila da Longra, iniciativas em parceria com as três Juntas.

Este é um património grande e valioso mas a precisar de obras…
GM- Sim. Esta casa precisa de obras infra-estruturais de fundo, mas tal não será possível sem a ajudas das entidades públicas e da própria população. Não pudemos almejar uma obra que resolva, de uma só vez, todas as necessidades do edifício. A prioridade irá para a melhoria do conforto das suas divisões, em especial da sala de espectáculos, bem como modernização dos equipamentos e meios técnicos da Casa, como a biblioteca, os camarins, sala para guardar instrumentos e guarda-roupa, etc. Entretanto vamos fazendo pequenas remodelações, sabe Deus com que sacrifício. A última intervenção de fundo foi a 40 anos.

No o terreno que a CPL cedeu para a construção do centro de saúde (inaugurado em 2004) não vos trouxe contrapartidas financeiras ou infra-estruturais?
GM- A Casa ainda não ganhou nada com isso, monetária ou materialmente. Houve um acordo de cedência, via Junta de Rande, no pressuposto de que existiria uma contrapartida: a construção, pela câmara, de um pavilhão gimnodesportivo, o qual ficaria sobe a administração da Casa do Povo. A ideia até podia ser interessante, mas certo é que, até hoje, o pavilhão nunca chegou a ser feito, e o terreno onde se previa a sua construção foi recentemente expropriado pelas “ Estradas de Portugal”, para a passagem da variante à EN207. Penso que, na altura, deveria ter sido melhor acautelado, preto no branco, as condições e os timings para a sua concretização.

Pensão ainda ser ressarcida por esta cedência?
GM – estamos convictos de que chegaremos a uma plataforma de entendimento. A autarquia não será insensível, até porque teve necessidade de adquirir, pagando, terrenos para a construção de outros equipamentos semelhantes, como foi o caso de Jugueiros, de Regilde, e creio, em Barrosas. Em Macieira da Lixa, a Câmara financiou as obras no edifício da nossa congénere de Marco de Simães, como contrapartida pela cedência do espaço destinado àquele Centro de Saúde. Certo é que, no nosso caso, o terreno ainda está registado em nome da Casa do Povo e, obviamente, no caso do Centro de Saúde. Por qualquer motivo, mudar para outro local, o equipamento terá de reverter a nosso favor. Torna-se premente que sejamos ressarcidos pela cedência do terreno, tanto mais que temos um projecto social para a Vila da Longra.

Podem-nos falar desse projecto?
GM – já fazemos parte da Rede Social de Felgueiras e já pedimos equiparação a IPSS, cujo despacho da Segurança Social deverá estar para breve. Foi pena que se deixasse caducar esse estatuto, que a Associação já possuiu, o que nos tem obrigado a um série de burocracias.
A Vila da Longra e as freguesias abrangidas estatutariamente – Rande, Pedreira, Sernande, Varziela, Lordelo e Unhão -, carecem de respostas sociais, não só a nível da 3ª idade como no apoio à população mais carenciada. A C.P.L é a entidade melhor posicionada para o efeito, até pela sua tradição de assistência social. Já se perdeu muito tempo sem que nada fosse feito. Certamente que as seis juntas de freguesia do perímetro geográfico da Longra não deixarão de comungar da mesma opinião e possamos fazer um grande equipamento social. A nossa concepção de apoio social é um pouco diferente do convencional. Pretendemos associar as nossas valências culturais a esse tipo de serviços. Queremos que as pessoas se sintam humanizadas, activas e úteis, depois de uma vida de trabalho porque alguns desvios lhes alteraram o trajecto normal das suas vidas



Joaquim Mendes – Grupo de Fados da Casa do Povo
“Com a saída de dois jovens promissores, ficamos cinco elementos. Precisamos de mais um elemento masculino e um segundo feminino. O pelouro da Cultura da Câmara devia apoiar mais quem trabalha a este nível. Esta Direcção recebe muito bem quem gosta de trabalhar; a casa tornou-se mais digna, mais limpa e mais atraente. É a alma da cultura do concelho, mercê do trabalho intenso dos seus dirigentes e colaboradores em regime voluntário.”


Eugénia Guimarães e Hélder Pinto – Rancho Folclórico e Infantil e grupo de Cavaquinhos
“2008 foi o ano de grande actividade etnográfica nesta Casa. Fomos a muitas partes do país e uma ao estrangeiro, cumprindo, assim, o calendário de convites e permutas de festivais de folclore. Somos mais de 50 elementos (35 infanto-juvenis e 15 adultos). Precisamos de renovar o guarda-roupa, mas isso implicaria um orçamento muito caro.”


Jorge Sousa – Grupo de teatro
“o nosso trabalho tem sido do agrado das pessoas. Somos 16 elementos. Precisamos de mais. Apelo a todos que estejam interessados, da vila ou não, que se inscrevam neste grupo. Temos feito uma peça por ano e participado em outros eventos da Casa; se tivéssemos mais pessoas poderíamos alargar os projectos de cariz teatral.


Cristina Rodrigues – Teatro PésnaLua
“o protocolo assinado entra a CPL e o PésnaLua tem como objectivo principal fomentar a participação da população na actualidade artística. Através do teatro, o nosso maior desafio centra-se no desenvolvimento da utilização do palco como um espaço de potenciação da vida”


Carlos Martins – Associação de Cicloturistas de Felgueiras
“Nós, os “cicloturistas”, encontrámos, há três anos, nesta Casa, um espaço para a nossa sede, graciosamente, numa altura em que mais ninguém o cedeu em Felgueiras. Portanto, este é um protocolo com gente de bem. Neste momento, estamos a precisar de uma carrinha nova, para transportar os atletas (somos 20), mas não temos os 20 mil euros necessários. A que temos está a cair de podre”


Cristina Lopes – Grupo de dança da Longra e Barrosas
“Temos um protocolo com esta Casa para ensaios e actuações. Temos cerca de 40 elementos, repartidos pelo hip-hop, dança do ventre, danças de salão, aeróbica e pilates. Temos enchido a casa de assistência, em sequência do bom entendimento entre este grupo e a Direcção da Casa, que acolhe maravilhosamente as pessoas.”


Fonte - Expresso de Felgueiras

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ASSOCIAÇÃO DA CASA DO POVO LONGRA PROMOVEU FESTA DE NATAL


Decorreu no passado dia 19 de Dezembro, a festa de Natal da Associação Casa do Povo da Longra, uma festa pensada especialmente para as crianças. Esta festa contou com:

· Música tradicional; interpretada pelo Rancho de Folclore, Grupo de Cavaquinhos e por fim o Grupo de Fados;
· Dança, com a actuação dos grupos de dança hip-hop.
· Teatro, levado a palco pelo grupo de teatro da CPL.

Pelo meio foi contado um conto pelo “primo do pai natal” (como o próprio fez referência). Este bem tentou animar os mais novos mas… estes queriam mesmo era o Pai Natal.

Como não poderia deixar de ser, para encerrar a noite em grande (e que o digam os mais pequeninos) chega o Pai Natal carregado de prendinhas para distribuir por todas as crianças presentes.

É de notar, que esta festa foi toda ela levada a palco com o trabalho dos grupos da Casa.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

NATAL DE ANTIGAMENTE DA LONGRA / RANDE – FELGUEIRAS


No fecho do ciclo anual, quando mais um ano caminha para o fim do calendário, chega a quadra natalícia que aconchega os ânimos, amenizando o natural tempo soturno de Inverno. Uma época própria das características de Dezembro, mês que (nos adágios populares desta área geográfica) prognostica o tempo que se segue, como estabelece a sabedoria popular na contagem dos “temperilhos e remedilhos” e diversos mais ditados da tradição oral da região interior do distrito do Porto, por terras do concelho de Felgueiras mais propriamente.

Dezembro é especial, pois é o mês de Natal, feliz festa que enche corações e mexe com sensibilidades, desde o significado especial da espiritualidade subjacente, contando a mensagem que dá ser a todo o carácter festivo da época, até às manifestações derivadas, quando se fazem votos de futuro ansiado e se contabilizam balanços de tempos passados, qual lágrima da saudade, projectando o porvir no relance da candura das crianças e desejos de paz nas consciências.

Presépio de tempos passados, numa casa da antiga povoação da Longra


Na actualidade, porém, o consumismo tem ganho meças ao sentido mais espiritual e afectivo da festividade anual de tão forte sortilégio, no apego de tal encantamento, como se nota no caso dos símbolos profanos deterem primazia, notoriamente em ter sido uma bebida americana a impor a figura do chamado Pai Natal com roupas da própria cor mercantilista, como da árvore iluminada, numa grande parte das casas e estabelecimentos, ter suplantado a antiga recreação do Presépio, ou seja, por exteriorizações que alteraram a fisionomia tradicional, neste canto à beira-mar plantado e, também, extensivamente por estas paragens do Douro Litoral...

Desenho (em esboço, do próprio autor) do Presépio construído pelo sr. Góis na igreja de Rande, durante anos da década de 60, do séc. XX (conf. livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”)


O Natal, apesar de tudo, mantém ainda muitas das antigas tradições locais, como é a Ceia da Consoada, reunindo-se as famílias em torno da mesa patriarcal para comer o bacalhau com batatas, ficando a mesa posta noite dentro para união mental com ente-queridos já desaparecidos, enquanto se vai à Missa do Galo (onde isso ainda existe) com cerimónia de Beija-Menino, entre típicas comemorações possíveis, mercê dos laços da tradição.

Presépio da igreja de Rande, nos anos 80 – séc. XX (foto inserta no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”)


Antigamente, ainda há coisa de algumas décadas, por estes nossos sítios, o Natal era vivido com outro deleite e, sobretudo, com mais arreigo às tradições que dos avoengos já vinham.

Dias antes só se viam “moços” a andar nas matas à cata de musgo e ramalhadas, para o efeito. Depois vinha o resto…

Outra versão de um presépio numa casa da Longra… há alguns anos atrás.


Na antiga povoação da Longra, por exemplo, havia presépios tradicionais em muitos estabelecimentos públicos – sendo construídos com autêntico esmero, juntando porções adequadas de musgo e papel sarapintado, a imitar montes e encostas graníticas, por baixo de uma árvore decorada, na qual se exibiam velas de cera a servir de enfeites, em castiçais que, por sua vez, se prendiam por mola apropriada com que terminavam nas pontas… Assim como na maioria das casas, quer com mais estilo, numas, ou simplicidade, noutras, havia presépios, feitos pelo chefe de família ou pelos filhos mais velhos, para gáudio dos mais pequenos… E, por essa altura, então, andavam por fim as crianças de casa em casa a ver os presépios, uns dos outros, e nas lojas e demais estabelecimentos, sendo famoso o presépio que havia na farmácia do Dr. Abreu, tal como era mesmo “bem feito” o da Padaria, entre diversos mais, assim como até nalgumas tascas, como na Loja da Ramadinha, havia um pequeno espaço com musgo para os “bonecos” de barro… Bem como na igreja de Rande, ainda, cujo presépio era afamado, tendo, entretanto, ficado famoso o que durante anos foi construído pelo sr. Góis…

Presépio da igreja paroquial de Rande, há poucos anos, antes das obras recentes.


Mas isso são recordações que cada um guardará para si, conforme seu tempo. E, como algumas dessas e outras lembranças estão registadas em livro, da História local, mais valerá deixá-las no ponto de rebuçado em que jazem na memória colectiva!

Nestes tempos, ainda se mantêm algumas tradições, nalgumas casas, pelo menos, na linha da habituação advinda da casa dos pais… não faltando as rabanadas e os formigos, mais o pão-de- de Margaride, para além de diversa doçaria mais genérica, por assim dizer.

Presépio doméstico de uma casa da Vila da Longra.


Na ligação ao mundo local, há ainda enquadramento a tal quadra mágica no sentimento popular, porque neste torrão, de transição do Entre Douro e Minho, o tempo de Natal possui tamanha essência especial. Nomeadamente, no quadro ambiental do afecto humano, com a junção familiar do ritual da consoada, na evidência dos costumes muito entranhados na alma das pessoas mais ou menos tradicionalistas da região. Apegos provindos de sabores bem guardados desde a infância e como tal fazendo emergir o subconsciente da criança que sempre houve em quase toda a gente, como que transpondo a realidade nos sonhos das fantasias natalícias.


Presépio feito na Casa do Povo da Longra no Natal de 1999


Ao Natal estão indelevelmente associados produtos e hábitos. Cuja amplitude nunca será totalmente possível de compreensão, através de qualquer descrição contada ou escrita, apenas podendo ser entendida quando sentida. Basta aludir as cenas que transportam ao imaginário, como o referido presépio, nas casas de família onde ainda persiste, o quadro terno de felicidade conjunta à mesa de Natal na ceia, na noite das noites, mais as prendas ansiadas pelos mais pequenos, tão ao gosto dos adultos, e depois o almoço familiar no dia propriamente, o dia seguinte, na companhia da doçaria tradicional de rabanadas, formigos, aletria, leite-creme, bolo do tronco-de-natal, barriga-de-freira, quase tudo com sabor a canela do Oriente onde surgiu a Estrela anunciadora do nascimento de Deus-Menino


Vista geral e pormenor de um presépio doméstico… de uma casa da Vila da Longra.


Na roda do ano, como se diz vulgarmente, o Natal é com efeito uma festa-mor, a época que mais fala e toca à crença e sentimento do povo, entre crentes ou não, conservadores ou desapegados, enfim dizendo sempre alguma coisa a toda a gente. Inserida no tempo das Festas Felizes, passando depois pela noite de S. Silvestre da passagem de ano, e com o início de novo ano de seguida vêm os cantares de Janeiras e Reis...


Presépio da igreja paroquial de Rande 2oo8

© ARMANDO PINTO

sábado, 20 de dezembro de 2008

JOVENS DO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE FELGUEIRAS DERAM CONCERTO DE NATAL NA LONGRA


Decorreu na passada sexta-feira (12 de Dezembro) o tradicional Concerto de Natal dado pelos alunos e professores do Conservatório de Música de Felgueiras.

Numa noite fria, mas que foi aquecida pelas vozes quentes e a música apropriada à quadra que vivemos – O NATAL. Um concerto que fez as delicias do publico, na maioria pais e familiares dos jovens músicos
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sábado, 13 de dezembro de 2008

FESTA DE NATAL DOS IDOSOS | S. VICENTE DE PAULO DAS PARÓQUIAS DE RANDE E SERNANDE | FELGUEIRAS

A conferência de S. Vicente de Paulo das Paróquias de Rande e Sernande, continuam a sua acção de bem-fazer ás pessoas idosas destas duas freguesias, aproveitando a Quadra Natalícia para presenteá-lo com uma Festa Convívio.

Este convívio realizar-se-á no próximo 20 de Dezembro, no salão de festas do Café Juventude em Sernande, pelas 14,30 horas, que este ano conta com a animação do Rancho de Nogueira, concelho de Lousada.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

“NASCIMENTO DO SALVADOR” | GRUPO DE TEATRO MACPIREMO | 11 DE JANEIRO NA CASA DO POVO DA LONGRA | FELGUEIRAS

Depois do sucesso com a peça “ Paixão de Cristo”, o Grupo de Teatro MacPiremo , das paróquias de Macieira da Lixa, Pinheiro, Moure e Refontoura, volta a subir aos palcos com o “Nascimento do Salvador”, um musical escrito pelo Padre André Ferreira e Luís Carlos Silva.

Esta relata o acontecimento que marcou a história da humanidade católica, o nascimento do Salvador (Menino Jesus). A estreia está marcada para o próximo sábado, 13 de Dezembro na Igreja de Moure. Fechando-se o 1ºciclo de representações desta peça a 11 de Janeiro aqui na Vila da Longra.

Representações

Auto do Nascimento do Salvador

13 de Dezembro, às 21h, na Igreja de Moure
14 de Dezembro, às 21h, na Igreja de Pinheiro
19 de Dezembro, às 21h, na Igreja da Refontoura
21 de Dezembro, às 21h, na Igreja de Macieira da Lixa
23 de Dezembro, às 21h, no Cais da Cultura de Caíde de Rei (Junto à Estação CF)
26 de Dezembro, às 21h, na Cripta da Igreja da Lixa
27 de Dezembro, às 21h, no Salão Paroquial de Vilela
2 de Janeiro, às 21h, na Igreja de Outeiro, Cabeceiras de Basto

11 de Janeiro, às 15h, na Casa do Povo da Longra, Felgueiras

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE FELGUEIRAS DÁ CONCERTO DE NATAL NA CASA DO POVO DA LONGRA | 12 DE DEZEMBRO

Realiza-se na próxima sexta-feira (12 de Dezembro), pelas 21 horas, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Concerto de Natal do Conservatório de Música de Felgueiras.

Um concerto de Natal, onde poderá partilhar na companhia de alunos e professores do conservatório, bons momentos musicais.

Entrada gratuita
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

FESTA DE NATAL PARA OS IDOSOS DE RANDE | 8 DE DEZEMBRO


A Junta de Freguesia de Rande e pelo seu Presidente, Pedro Ribeiro, promove na próxima segunda-feira a Festa/Convívio de Natal para os idosos (mais de 65 anos).

Este convívio, com início marcado para as 15h00, começa com a actuação da Tocata do Rancho da Casa do Povo da Longra, depois, será servida uma refeição quente, confeccionada pelo restaurante TASCARÉCA que, vai contar com a colaboração de cerca de sete alunos da Turma CEF (serviço de mesa) da escola EB2/3 de Idães para servir á mesa os idosos e não só.