sábado, 9 de maio de 2009

RESULTADOS DA 1ª JORNADA DO CAMPEONATO REGIONAL - NORTE EQUITAÇÃO DE TRABALHO REALIZADO EM SERNANDE | FELGUEIRAS


Realizou-se nos passados dias 2 e 3 de Maio a primeira Jornada do Campeonato Regional – Norte Equitação de Trabalho, que teve lugar no Centro Hípico Assinatura de Mestre, na Quinta dos Gansos em Sernande.

Os resultados desta prova, organizada pelo Centro Hípico Assinatura de Mestre e tutelada e coordenada pela APSL (Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano), podem ser consultados em:
campeonatoregional1jornadanorte, o Juiz presente foi Mário Pimentel.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

PLACA DE SINALIZAÇÃO REVOLTA POPULAÇÃO NA LONGRA | FELGUEIRAS


A placa colocada ontem (5 de Maio) pela Aenor, em frente à Casa do Povo da Longra, deixou a população revoltada.

Ninguém tem ficado indiferente a esta aberração, que foi colocar tamanha placa, na frente de uma Casa do Povo que, ainda no passado mês completou o seu 70ª aniversário, sempre a prestar um serviço público.

terça-feira, 5 de maio de 2009

15º ANIVERSÁRIO DO RANCHO DA CASA DO POVO DA LONGRA - FELGUEIRAS


Perfaz agora 15 anos que foi criado o Rancho Folclórico da Casa do Povo da Longra.
Assim, na passagem da data jubilar do décimo quinto aniversário de existência do Rancho em apreço, virá também a preceito um vislumbre pelo seu itinerário. O que se apresenta, por esta via, nomeadamente através de ilustrações com fotos da colecção particular do autor, algumas das quais insertas nalguns dos livros entretanto escritos, os quais ficaram guardados na biblioteca da casa; e dos mesmos mais exemplares repetidos, ainda, ficaram patentes no expositor envidraçado para o efeito doado à Associação; enquanto outras, há alguns anos já, também se perpetuaram com cópias fixadas na galeria histórico-fotográfica que o mesmo ofertou à casa.

1994 – Grupo pioneiro, dos elementos iniciais do Rancho da Casa do Povo da Longra, aquando da estreia oficial

Este Rancho, inicialmente infantil e depois infantil e juvenil, foi instituído a 5 de Maio de 1994, sendo seus fundadores Armando Pinto e Deolinda Sampaio.

Desde logo ficou o próprio fundador a presidir ao agrupamento, em acréscimo à então função de Vice-presidente da Associação Casa do Povo da Longra, mantendo depois a respectiva presidência do Rancho após ter passado, em Dezembro de 1996, a Presidente da Direcção da mesma A C P L.

Entretanto, ainda em 1994, depois de recolhas e levantamentos atinentes à recriação fiel das raízes etnográficas da região, de permeio com captações de elementos, realização de ensaios (precisamente no mesmo mês de Maio), aquisição de instrumentos e angariações de materiais, mais confecção dos iniciais trajes, além de adereços e toda a panóplia de simbologia identificativa, o Rancho teve estreia na Festa de Natal da Casa do Povo, em Dezembro desse mesmo dianteiro ano.

No decurso do tempo, houve a necessária continuidade e consolidação – sendo desnecessário descrever todo o seu historial, pois está escrito nos livros alusivos que, todos os anos, o autor escreveu e foram publicados nos dez primeiros Festivais organizados internamente, ou seja até aos doze anos da correspondente existência.

Sequência de (três) imagens da composição do Rancho em 2000 – pose conjunta do agrupamento e grupos separados de rapazes e raparigas dos jovens desse tempo.

Como tal, importa recordar algo do passado entretanto decorrido, na linha do norte sempre traçado, por meio de imagens fotográficas que falam por si – dando a reter fisionomias de antigamente, notando que a maioria dos elementos iniciais mais jovens hoje até já têm suas famílias constituídas, por exemplo, bem como outras sucessivas transformações que foram emergindo, pelos tempos fora.

Passados estes quinze anos, data jubilar das primeiras bodas importantes de qualquer contagem cronológica, apraz registar o cunho desta existência que, em seu tempo de criação, reabriu as portas da sala de espectáculos da Casa do Povo e restituiu à localidade suas razões tradicionalistas de capital cultural.

Pois então, porque há imagens que valem muitas palavras, lega-se o seguinte “filme” impresso, referente à existência deste institucional Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, nesta ocorrência que deverá ser motivo de reflexão de todos os que se importam com valores dignos de registo.

Clique para aumentar o Slide

© ARMANDO PINTO

segunda-feira, 4 de maio de 2009

RANCHO DA CASA DO POVO JÁ FESTEJOU O 15º ANIVERSÁRIO

O Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, antecipou o seu aniversário, e festejou ontem, domingo, 15 anos de Vida.

As comemorações realizaram-se na Quinta da Porta, freguesia da Pedreira, onde decorreu o almoço de aniversário, que contou com a participação de cerca de duas centenas de pessoas, proporcionando um dia de convívio e animação, tendo sido ainda, projectado alguns imagens do Rancho.

Já na passada sexta-feira, tinha-se iniciado os preparativos para este aniversário, com a tradicional matança do Porco.

Associaram-se a estas comemorações o Padre Abílio Barbosa, o Padre Manuel Joaquim, os presidentes da Junta de Rande e Sernande, os coordenadores dos vários Grupos da Casa do Povo da Longra, bem como, familiares e amigos dos membros do Rancho.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CASA DO POVO DA LONGRA COMEMOROU O SEU 70º ANIVERSÁRIO


Foram três dias de intensa actividade cultural os que assinalaram – de sexta-feira até domingo último – a passagem do 70.º aniversário da Casa do Povo da Longra (CP Longra), prestigiada instituição do concelho, criada em 26 de Abril de 1939 por despacho ministerial, nos alvores do Estado Novo.

A população da Vila da Longra aderiu às comemorações e a todo aquele ambiente de festa, bem como pessoas do resto do concelho e outras de fora de Felgueiras. Por exemplo, o “Círculo de Arte e Recreio”, de Guimarães, fez-se representar nos eventos comemorativos, expressando, assim desta forma, o seu apreço e solidariedade para com a associação da Longra, que vai fazendo as suas actividades, segundo os seus dirigentes, praticamente, sem apoios oficiais, a não ser as três juntas de freguesia que compõem aquela Vila – Rande, Pedreira e Sernande. A nível de apoio particular para estas comemorações, a Casa contou com um patrocínio da Caixa Agrícola, bem como a colaboração da Associação José Afonso (AJA), mercê de um protocolo, do Conservatório de Música de Felgueiras e da Escola ArtMusic (Lixa), entre outras entidades.

Adão Coelho e Gonçalo Magalhães, presidentes da Direcção e da AG, respectivamente, referem ao nosso jornal: “felizmente, foi possível levarmos a efeito estas comemorações com o esforço e sacrifício dos mais de 100 agentes culturais da Casa, bem como de entidades particulares e associativas do concelho e outras até a nível nacional. Por termos pouco dinheiro, somos obrigados a gerir a promoção dos eventos com inteligência e sentido de partilha de ideias e de iniciativas. Mesmo assim, as entradas para os espectáculos foram gratuitas”.

Assim sendo, as comemorações tiveram início na sexta-feira, à noite, com uma sessão cultural em que intervieram a Escola ArtMusic e o PésnaLua.teatro. No sábado, houve lugar a um espectáculo, alusivo ao 25 de Abril de 74, “O Canto de Intervenção”, em que actuaram um grupo musical da AJA, composto por Gabriela Marques, Ana Afonso, Paulo Esperança, Ana Ribeiro, Miguel Marinho, Fernando Lacerda, Paulo Veloso e Eduardo Pinheiro. Intervieram ainda, neste espectáculo, o cantor Tino Flores, com Luís Almeida e Paulo Rodrigues.

No domingo, logo pelas 9,30 horas, houve lugar, na igreja de Rande, a uma homenagem aos associados da Casa já falecidos, com a celebração de uma missa, seguindo-se sessões de ginástica ao ar livre no largo da Junta de Freguesia. A festa foi retomada pelas 15 horas, na Sala de Espectáculos, em que actuaram as mais diversas valências e entidades colaboradoras da associação (folclore, teatro, fados, cavaquinhos, dança, entre outras). Joaquim Santos Pinho falou da história da CP Longra no contexto social, político e económico do surgimento das Casas do Povo na primeira metade do século XX. Tendo ali sido lembrado Camilo Fonseca, antigo dirigente da Casa, entre 1962 e finais dos anos 70, já falecido, o acto contou com a presença e a intervenção da sua filha, Fátima Fonseca, que agradeceu o gesto sentido de homenagem. Intervieram ainda os párocos Manuel Joaquim Ferreira e Abílio Barbosa, bem como os presidentes da Junta de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande. A todos, foi-lhes entregue a medalha do septuagenário da associação, bem como a todas as entidades que colaboraram e aos responsáveis das diversas valências e grupos protocolados.

ABRE DIA 1 DE MAIO A BARRAQUINHA DO SÃO JOÃO EM SERNANDE | FELGUEIRAS


terça-feira, 28 de abril de 2009

1ª PROVA DO CAMPEONATO REGIONAL DE EQUITAÇÃO NA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS


A 1ª Prova do Campeonato Regional, Norte Equitação de Trabalho vai realizar-se no próximo fim-de-semana na Quinta dos Gansos, em Sernande, Vila da Longra.

Esta é uma prova organizada pelo Centro Hípico Assinatura de Mestre e tutelada e coordenada pela APSL (Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano), tem o seguinte programa:

Dia 2 de Maio, pelas 17h00 horas, Prova de Ensino
Dia 3 de Maio, às 11h00 horas, Prova de Maneabilidade e, às 17h00, horas a Prova de Velocidade.

A entrada no Centro Hípico Assinatura de Mestre em Sernande, é gratuita.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

70 ANOS DA CASA DO POVO DA LONGRA – FELGUEIRAS

Ocorrendo por estes dias a passagem da data jubilar de 70 anos de existência da Casa do Povo da Longra, virá a preceito uma “vista de olhos” pelo seu passado e, sobretudo, ao próprio significado – o que se apresenta, por esta via, inicialmente por uma resenha histórica, e depois através de uma crónica memorial. Com ilustrações de fotos da colecção particular do autor, algumas das quais insertas nalguns dos livros entretanto escritos, e outras, há alguns anos já, também com cópias colocadas na galeria histórico-fotográfica que o mesmo ofertou à casa em apreço.

Historial Resumido da Instituição
ora septuagenária:

Instituição criada por Despacho Ministerial de 26 de Abril de 1939, esteve sempre sediada na freguesia de Rande, à povoação da Longra, actual área central da Vila da Longra, no concelho de Felgueiras.

Esta instituição derivou de anterior existência de uma outra colectividade, a Associação Pró-Longra, existente desde 1928 até à sua substituição pela Casa do Povo.

Inicialmente desenvolveu a Casa do Povo da Longra actividade relacionada com corporativismo do sector rural, cumulativamente com vertente recreativa de lazer para os associados. Em 1941 criou um Posto Médico, primeira unidade de saúde ambulatória que existiu no concelho, daí derivando o Centro de Saúde da Longra ainda existente.

O grande mentor da criação da Casa do Povo: José Xavier Pereira da Costa (1882-1957)

Poeta e Activista cultural António Sousa Gomes – um dos obreiros da instalação da CPL

Galeria de antigos presidentes e outros dirigentes (em pormenor visual dum painel integrante da exposição alusiva aos 60 anos da instituição, em 1999).

Ao longo dos anos esta instituição exerceu forte influência na vivência das populações das redondezas, havendo servido de mesa de votos nas eleições do antigo regime, para as freguesias circundantes, a par com actividades culturais e formativas. Incluiu diversas versões de grupos de teatro, englobou uma formação da prática desportiva de basquetebol, proporcionou sessões de cinema, ministrou cursos de formação, etc. Após o 25 de Abril e instauração da democracia, sentiu as derivadas transformações sociais, sendo actualmente, após revitalização efectuada em 1994 e oficialização de 1996, uma Associação de fins socioculturais.

Presentemente possui um Grupo Folclórico, o Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, fundado em 1994; mais um Grupo de Teatro, criado em 1996; Grupo de Cavaquinhos, desde 2002; Grupo de Fados, fixado em 2004; e Grupo-Associação de Cicloturismo de Felgueiras, inserido em 2005. Além de outras valências, embora sem vínculo, presentemente, como aulas de aeróbica e ensino de danças, entre diversos casos.

Uma ilustração passada do Rancho da Casa do Povo da Longra

Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo da Longra (fundado em 2004) – pose de conjunto, em versão de 2006.

Uma das actuações do Grupo de Teatro da Associação Casa do Povo da Longra, no momento de representação no âmbito do programa comemorativo dos 60 anos da instituição-sede, em 1999.

Já teve esta Casa do Povo da Longra um museu etnográfico, em duas amplas salas, criado em 1999 e existente até Dezembro de 2006, mas entretanto desactivado parcialmente, ficando reduzido a um pequeno espaço. Enquanto a mesma Associação esteve na fundação de algumas mais-valias locais, como foi a organização pioneira do Carnaval da Longra e a criação da Feira da Longra, continuando depois nessas e outras organizações, em colaboração com realizações autárquicas e de representatividade local, desenvolvendo parceria na organização actual da Feira da Vila da Longra, no Carnaval da Longra, etc. e organiza espectáculos e outras actividades de índole diversa.
Casa do Povo da Longra:
Um Ex-Líbris local e do concelho

De sentido original, na locução latina, significando dentre os livros (e por extensão se ter generalizado como modo pelo qual o dono de um livro dava a entender que ele lhe pertencia), o termo ex-líbris associa-se a coisa de significado próprio, um identificativo pertence de marca respeitante a algo colectivo.
Em Felgueiras, concelho, e na região local em torno da Longra, há também gente a sentir o que identifica a sua unidade através do que nos revemos.

Antigas feições arquitectónicas do edifício-sede da Casa do Povo da Longra

Largo da Longra – Aspecto do centro da antiga povoação, na década dos anos 40, do séc. XX (ainda em tempos bucólicos da passagem de carro de bois pelas estradas). Vendo-se ao fundo o edifício da Casa do Povo, nas suas antigas feições.

Aspecto do exterior, com as atenções centradas em actividade num dia de festa na casa

Visão interior, de pioneiro aspecto da sala de espectáculos, em dia de cinema

Assim sendo, não será descabido considerar-se que entre os ex-líbris locais se possa contar a Casa do Povo da Longra, a mais antiga do género em Felgueiras, como instituição de apreciável existência e de acção relevante a nível concelhio. Cuja acção comunitária se repercutiu em boa dose do território, num mérito de que ainda beneficiam as freguesias vizinhas dessa Associação mítica de várias gerações.

Agremiação esta até agora com a soma de sessenta anos já ultrapassados, evento pela primeira vez comemorado em 1999, e na actualidade a completar setenta anos, cuja efeméride é então comemorada de 24 a 26 de Abril de 2009, no decurso da história da mesma instituição. A qual por tudo faz bem jus ao reconhecimento público pelo seu historial e valioso património cívico.

Vista ainda recente do edifício da C. P. L.

Ora, se recordar é (re)viver, vem a talhe relembrar uns salpicos de toda a riqueza humana que a mesma aspergiu ao longo dos anos, com saliência para as benesses da previdência rural e geral prestada a numerosa população, sem necessidade de se quantificarem os momentos altos presentes na memória colectiva, para que haja justeza ao sentimento que não deixa indiferente uma população orgulhosa da sua solidária longevidade.

Uma imagem identificativa da representatividade de CPL no panorama concelhio ao longo dos tempos: Sessão solene, em 1957, que contou com os então Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Felgueiras, respectivamente Dr. José de Castro Leal de Faria e sr. Antero Teixeira da Cunha, em primeiro plano - ao canto direito da fotografia, ou seja, pela ordem referida, terceiro e quarto personagens a contar da esquerda. Tratando-se de evento dedicado a entrega pública de agasalhos e géneros alimentícios a pessoas necessitadas, em tempo do chamado Estado Novo, a cujo acto esteve presente um Deputado da Nação (Dr. Santos Bessa, ladeado por individualidades locais, de um lado pelos referidos titulares municipais e do outro pelo presidente da Casa do Povo da Longra nesse tempo, Dr. Maltez).

Em traços gerais, podem aludir-se realizações lúdicas, de congregação popular, até iniciativas altruístas, sempre com horizontes diversificados, tendo influenciado sobremaneira o modo de viver do povo da região e quiçá até mentalidades. Quem desconhecer a sua folha de serviços poderá admirar-se desta certeza, mas não quem sentiu a sua vitalidade. A título de exemplo poderá referir-se que a casa proporcionou sessões de cinema, aos sócios e familiares, quando o povo apenas conhecia a galena e a rádio se começava a implantar. Desenvolveu actividade desportiva de alternativa ao trabalho, criou um Posto Médico local em época ambulatória cingida aos então dois estabelecimentos das Misericórdias do concelho (sabendo-se que existiram hospitais do Unhão e Felgueiras, relembre-se). Isto apenas em referências dadas de relance, havendo pormenores não menos capazes de vincar zelo, desde distribuição de significativas quantidades de géneros alimentares e agasalhos, a par com distracções, de que sabe bem recordar espectáculos de teatro, facultação de cursos à população, enfim, chegando ao ponto de ter havido dotação de aparelho televisivo, para visionamento público, quase desde o surgimento daquela “caixa mágica” que ao tempo ainda demorou muito a ser moda.

Recordação (cartão de desportista) da existência da secção de basquetebol na Casa do Povo – documento oferecido, pelo próprio antigo dirigente e atleta, ao autor.

Além de característica representativa da memória e dos interesses da região, tendo existido em suas instalações um museu etnográfico da área circundante, expondo raridades e testemunhos de outras eras da vida local; como preservava as recordações próprias através de galeria foto-documental que exibia (tendo essas molduras, depois, sido distribuídas a decorar alguns compartimentos, a partir de 2007), sendo casa com muita História; tal qual tem vitrina de exposição bibliográfica de obras apresentadas na instituição; e tem tido posições de representatividade, conforme tomadas de posição e apelações entretanto oficiadas a entidades, visando salvaguarda de direitos das populações. Etc. etc. Enquanto institucionalmente foi vivendo sempre do carolismo de aficionados, sem recursos monetários capazes de provocar outra dinâmica.

De relevar ainda as inúmeras iniciativas que tiveram lugar na casa, com retaguarda dos interesses locais, como a 1ª Exposição da Memória Etnográfica da Longra, em 1995, a Semana Cultural / Mostra Filatélica e Documental, em 1995, a Exposição da Memória Fotográfica de Rande, em 1996, a Exposição do 60º aniversário da Casa do Povo, em 1999, outra comemorativa do 7º aniversário do Rancho, em 2001, etc.


Vista parcial da 1ª exposição filatélica realizada no concelho de Felgueiras – Mostra da Casa do Povo da Longra/95

No dia da Abertura da I Mostra Filatélica da Longra – chegada, à Casa do Povo, do cortejo etnográfico a recrear a Mala-Posta (relacionando ao tempo da abertura da Estação do Correio da Longra, a que respeitava uma das comemorações paralelas). Ao canto superior esquerdo da foto ficou obliterado o respectivo carimbo comemorativo, editado na ocasião.

... E concentração popular, em frente ao edifício, para ver um voo simbólico, quando depois, conforme programado, uma avioneta sobrevoou a Longra, relembrando a viagem pioneira do personagem que estava também a ser homenageado, no centenário de Francisco Sarmento Pimentel.

1997 - Recepção oficial, com elementos directivos de todos os órgãos e secções, na recepção ao Bispo-Auxiliar da diocese do Porto, em visita à instituição.


D. João Miranda Teixeira, no descerramento de lápide que ficou a assinalar honrosa visita à Associação Casa do Povo da Longra, em Abril de 1997, no âmbito da também Visita Pastoral a Rande que decorreu nessa época.

Dois aspectos de uma desfolhada tradicional, recreada pelo Rancho da Casa do Povo da Longra, em 2003


Desfolhada particular, no caso numa propriedade de um antigo elemento do Rancho, com gente do Rancho e do Teatro da Casa do Povo da Longra.

Desfile de Carnaval da Longra, em 2000, num dos anos iniciais, à quarta edição, ainda com organização de iniciativa da Associação Casa do Povo da Longra.

Conjunto de membros do Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, em representação alusiva, como participantes no Desfile da Noite das Bruxas, pela Longra, na passagem de 31 de Outubro para 1 de Novembro – em 2002.

Algumas alfaias (como antigo carro de semeadura, arado de abrir valeiras, de que se vislumbra apenas silhueta, na foto) e artefactos (sarilho, dobadoura, fusos, tomentos, roca, etc.) do ciclo do linho – conforme parcialmente se podia ver no antigo espólio do museu memorial e etnográfico na Casa do Povo da Longra

A importância identificativa dos típicos espigueiros, quanto à representatividade da região, fica patente em diversos grupos o considerarem emblemático, como acontecia com o Rancho da Casa do Povo da Longra, conforme pose de conjunto em que se fez questão de fixar à posteridade um “retrato de família” junto ao espigueiro que, enquanto esteve em funções a respectiva gerência fundadora, existiu no museu da colectividade…

Recreação da antiga matança, com trajes típicos da lavoura de épocas passadas, feita alegoricamente em 2004 pelo Rancho da Casa do Povo da Longra, através de respectivo pessoal do coro e tocata (naturalmente, visto o mesmo agrupamento ser infanto-juvenil).

Sequência de imagens da exposição comemorativa do Sexagenário da CPL, em 1999

A efeméride do Sexagenário, referência assinalável da respectiva existência, ficou para sempre perpetuada em medalha comemorativa cunhada para a ocasião e por publicação de pequeno livro editado em 1999 (“Associação Casa do Povo da Longra-60 Anos ao Serviço do Povo”), a assinalar a passagem do evento, à posteridade – e a historiar tudo o que lhe é relacionado.


Desta feita, conforme programa delineado, os setenta anos são igualmente comemorados, dentro da orgânica vigente.
Resumindo e concluindo, passada além das sete dezenas de anos a existência desta instituição, é a ocorrência motivo de reflexão de todos os que se importam com valias do espírito.


Descerramento (pelo palestrante Cón. Dr. Ângelo Alves, na companhia do Presidente em Exercício da Câmara de Felgueiras e pelo Presidente da Associação organizadora), da lápide alusiva, que ficou a assinalar a primeira conferência realizada na Casa do Povo da Longra, dedicada a um personagem ilustre natural da região Padre Luís Rodrigues, na mais representativa Associação local – Novembro de 2004.

Mesa da Conferência sobre o Padre Luís Rodrigues, na Casa do Povo da Longra: O conferencista, Dr. Ângelo Alves, no uso da palavra, ladeado pelo então presidente da instituição, pelo pároco de Rande, mais o Presidente da Câmara em exercício e o presidente da Junta de Rande.

Bolo comemorativo dos 60 anos da CPL

©ARMANDO PINTO

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA DIRECÇÃO E DA AG, A PROPÓSITO DOS 70 ANOS DE INSTITUIÇÃO

Casa do Povo da Longra já é IPSS e tem muitos projectos em mente

Adão Coelho e Gonçalo Magalhães

Semanário de Felgueiras (SF) - Diz-se que a CP Longra é uma espécie de “CBB” do Concelho. Apesar de ser um rasgado elogio, é, também, uma responsabilidade acrescida. Quer comentar?
Adão Coelho (AC) - É um epíteto que nos atribuíram que, de certa forma, não é mais do que uma forma simpática de valorizar o trabalho desenvolvido. Contudo, não embarcamos em vaidades e, sempre com a mesma humildade, continuaremos a trabalhar para fazer mais e melhor.

SF – As comemorações do 70.º aniversário vão ser feitas dentro do “magro orçamento” da associação, recorrendo, em paralelo, os protocolos e parcerias com diversas entidades culturais, já que, a nível oficial, os apoios são quase nulos. Podem explicar melhor?
A
C - Efectivamente, os apoios oficiais têm sido muito escassos. Por força da crise que se vive actualmente, o Ministério da Cultura deixou de conceder apoios para a organização de eventos. Da Câmara Municipal, recebemos apenas um subsídio, no âmbito dos apoios generalizados oferecidos aos ranchos do concelho.
As Juntas de Freguesia, da região, por sua vez, vão fazendo o que podem. Com apenas umas milésimas do que gastam algumas entidades públicas, conseguiríamos fazer coisas grandiosas. Perante este cenário de dificuldades, temo-nos socorrido das parcerias com outras associações amigas que, numa lógica de permuta, têm ajudado a Casa do Povo a promover uma oferta cultural tão vasta. Contamos também com o apoio da Caixa Agrícola, que tem sido um parceiro importante, um bom exemplo de apoio ao abrigo do mecenato.

SF - Actualmente, talvez mercê desses protocolos e parcerias, a Casa do Povo da Longra aborda temáticas e figuras não só a nível local (da Vila da Longra), mas também a nível concelhio e do país. Não há, nisso, um certo risco de descaracterização cultural da Casa em relação ao seu meio?
Gonçalo Magalhães (GM) – O nosso trabalho centra-se, no essencial, na preservação das nossas raízes culturais, a divulgação dos nossos costumes e tradições. De qualquer modo, quando promovemos eventos sobre temas ou figuras de outras localidades também estamos a homenagear, de certa forma, aqueles que fundaram esta Casa e todos aqueles que, ao longo destes 70 anos, foram construindo um vasto património cultural e quiseram fazer da Longra um local de desenvolvimento sócio cultural. Já por aqui passaram, desde há muitas décadas, grandes figuras nacionais das artes e do espectáculo.
Alguns desses eventos que temos vindo a realizar têm surgido como um aproveitamento de oportunidades postas à nossa disposição. Foi através da nossa filosofia de parcerias que conseguimos trazer ao nosso palco artistas como Vitorino, Carlos Alberto Moniz, Manuel Freire, Francisco Fanhais, Tino Flores, Luanda Cozeti e Norton Daiello (dos Couple-Coffee), os grupos “Erva de Cheiro” e “Cantaremos Adriano”, os Hyubris, entre outros. Foi também dessa forma que, em conjunto com os paroquianos da Lapa e da Trindade, no Porto, entre outros amigos, prestamos uma brilhante homenagem ao Padre Luís Rodrigues, um filho de Rande.
Com a Associação de Cicloturistas de Felgueiras (com sede na nossa Casa), temos desenvolvido diversas actividades. Entre as muitas actividades como, por exemplo, a Etnografia, a Dança, o Carnaval da Longra, as Feiras do Livro, a Feira Tradicional e Popular, a parceria com o Cicloturismo –, o Encontro de Teatro tem registado um assinalável êxito. Neste momento, é o único do concelho.

SF - Pretendem mantê-lo, nos próximos anos?
AC - O Encontro de Teatro será para manter, pelo menos enquanto estes órgãos sociais estiverem em funções. Outra coisa não podia deixar de ser, face ao estrondoso sucesso das anteriores edições. À semelhança do que aconteceu no ano passado, vamos incluir, de novo, no programa uma mostra de Teatro das escolas do concelho.

SF - A “melhor prenda” que a Casa recebeu neste aniversário foi o reconhecimento como IPSS. Depreende-se que há, então, em paralelo com a parte cultural, um projecto social. Podem revelá-lo?
GM - Finalmente, depois de uma longa maratona burocrática para obter esse estatuto, já estamos em condições de avançar com o nosso projecto social. Surgiu, precisamente, no mês do septuagenário da Casa do Povo, o que pode ser considerado uma boa prenda.
Desde o início deste mandato que os planos de actividades da Casa do Povo da Longra prevêem a implementação de medidas de cariz social, como decorre, aliás, do objecto social dos seus estatutos.
A Vila da Longra e as outras freguesias abrangidas estatutariamente pela associação, Lordelo e Unhão, carecem de respostas sociais que urge encontrar, não só ao nível da terceira idade como no apoio à população mais carenciada.
Oportunamente apresentaremos candidaturas para financiamento de equipamentos sociais. Estamos a trabalhar para fazer algo de útil para a nossa população, sendo que a nossa concepção de apoio social, tanto à terceira idade como em outras respostas, é um pouco diferente do convencional.
Pretendemos associar as nossas valências culturais a esse tipo de serviço. Queremos que as pessoas se sintam activas e úteis, depois de uma vida de trabalho ou porque por qualquer motivo não podem ter uma vida igual ao seu próximo.

SF - Nota-se que o edifício da Casa do Povo está precisar de uma remodelação, principalmente na sua Sala de Espectáculos. Isso vai acontecer?
AC - Ao longo deste mandato, temos vindo a fazer algumas pequenas beneficiações do nosso edifício-sede. Mas, esta casa precisa de obras infra-estruturais de grande profundidade, as quais não se conseguirão sem a ajuda de outras entidades públicas e da própria população.
Tal como para a área social, vamos candidatar-nos a eventuais comparticipações financeiras do Estado para realizarmos algumas obras. Não podemos almejar uma obra que resolva, de uma só vez, todas as necessidades do edifício. Estamos a trabalhar nisso. A prioridade irá para a melhoria do conforto das suas divisões, em especial da sala de espectáculos, bem como a modernização dos equipamentos e meios técnicos da Casa, como a biblioteca, os camarins, salas para guardar instrumentos e guarda-roupa, etc.

SF – Querem aproveitar a oportunidade e fazer algum apelo às gentes da Longra e até do concelho, bem como a eventuais mecenas?
GM -
O nosso apelo vai no sentido de pedir à população da Longra que nos apoie e que participe nas actividades da Casa do Povo, acarinhando os nossos elementos que, diariamente, trabalham para o desenvolvimento sociocultural da nossa terra e dignificam os seus antepassados.
Para levar por diante alguns dos nossos projectos, contaremos com o indispensável apoio das forças vivas da região da Vila da Longra, e não só.
Por fim, não posso deixar de manifestar o desejo de ver Felgueiras seguir o exemplo que nos é dado por outros concelhos vizinhos, onde as colectividades têm uma forte preponderância nas respectivas agendas culturais.

Semanário de Felgueiras - Jornal de 24-04-2009