sábado, 25 de abril de 2009

70 ANOS DA CASA DO POVO DA LONGRA – FELGUEIRAS

Ocorrendo por estes dias a passagem da data jubilar de 70 anos de existência da Casa do Povo da Longra, virá a preceito uma “vista de olhos” pelo seu passado e, sobretudo, ao próprio significado – o que se apresenta, por esta via, inicialmente por uma resenha histórica, e depois através de uma crónica memorial. Com ilustrações de fotos da colecção particular do autor, algumas das quais insertas nalguns dos livros entretanto escritos, e outras, há alguns anos já, também com cópias colocadas na galeria histórico-fotográfica que o mesmo ofertou à casa em apreço.

Historial Resumido da Instituição
ora septuagenária:

Instituição criada por Despacho Ministerial de 26 de Abril de 1939, esteve sempre sediada na freguesia de Rande, à povoação da Longra, actual área central da Vila da Longra, no concelho de Felgueiras.

Esta instituição derivou de anterior existência de uma outra colectividade, a Associação Pró-Longra, existente desde 1928 até à sua substituição pela Casa do Povo.

Inicialmente desenvolveu a Casa do Povo da Longra actividade relacionada com corporativismo do sector rural, cumulativamente com vertente recreativa de lazer para os associados. Em 1941 criou um Posto Médico, primeira unidade de saúde ambulatória que existiu no concelho, daí derivando o Centro de Saúde da Longra ainda existente.

O grande mentor da criação da Casa do Povo: José Xavier Pereira da Costa (1882-1957)

Poeta e Activista cultural António Sousa Gomes – um dos obreiros da instalação da CPL

Galeria de antigos presidentes e outros dirigentes (em pormenor visual dum painel integrante da exposição alusiva aos 60 anos da instituição, em 1999).

Ao longo dos anos esta instituição exerceu forte influência na vivência das populações das redondezas, havendo servido de mesa de votos nas eleições do antigo regime, para as freguesias circundantes, a par com actividades culturais e formativas. Incluiu diversas versões de grupos de teatro, englobou uma formação da prática desportiva de basquetebol, proporcionou sessões de cinema, ministrou cursos de formação, etc. Após o 25 de Abril e instauração da democracia, sentiu as derivadas transformações sociais, sendo actualmente, após revitalização efectuada em 1994 e oficialização de 1996, uma Associação de fins socioculturais.

Presentemente possui um Grupo Folclórico, o Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, fundado em 1994; mais um Grupo de Teatro, criado em 1996; Grupo de Cavaquinhos, desde 2002; Grupo de Fados, fixado em 2004; e Grupo-Associação de Cicloturismo de Felgueiras, inserido em 2005. Além de outras valências, embora sem vínculo, presentemente, como aulas de aeróbica e ensino de danças, entre diversos casos.

Uma ilustração passada do Rancho da Casa do Povo da Longra

Grupo de Cavaquinhos da Casa do Povo da Longra (fundado em 2004) – pose de conjunto, em versão de 2006.

Uma das actuações do Grupo de Teatro da Associação Casa do Povo da Longra, no momento de representação no âmbito do programa comemorativo dos 60 anos da instituição-sede, em 1999.

Já teve esta Casa do Povo da Longra um museu etnográfico, em duas amplas salas, criado em 1999 e existente até Dezembro de 2006, mas entretanto desactivado parcialmente, ficando reduzido a um pequeno espaço. Enquanto a mesma Associação esteve na fundação de algumas mais-valias locais, como foi a organização pioneira do Carnaval da Longra e a criação da Feira da Longra, continuando depois nessas e outras organizações, em colaboração com realizações autárquicas e de representatividade local, desenvolvendo parceria na organização actual da Feira da Vila da Longra, no Carnaval da Longra, etc. e organiza espectáculos e outras actividades de índole diversa.
Casa do Povo da Longra:
Um Ex-Líbris local e do concelho

De sentido original, na locução latina, significando dentre os livros (e por extensão se ter generalizado como modo pelo qual o dono de um livro dava a entender que ele lhe pertencia), o termo ex-líbris associa-se a coisa de significado próprio, um identificativo pertence de marca respeitante a algo colectivo.
Em Felgueiras, concelho, e na região local em torno da Longra, há também gente a sentir o que identifica a sua unidade através do que nos revemos.

Antigas feições arquitectónicas do edifício-sede da Casa do Povo da Longra

Largo da Longra – Aspecto do centro da antiga povoação, na década dos anos 40, do séc. XX (ainda em tempos bucólicos da passagem de carro de bois pelas estradas). Vendo-se ao fundo o edifício da Casa do Povo, nas suas antigas feições.

Aspecto do exterior, com as atenções centradas em actividade num dia de festa na casa

Visão interior, de pioneiro aspecto da sala de espectáculos, em dia de cinema

Assim sendo, não será descabido considerar-se que entre os ex-líbris locais se possa contar a Casa do Povo da Longra, a mais antiga do género em Felgueiras, como instituição de apreciável existência e de acção relevante a nível concelhio. Cuja acção comunitária se repercutiu em boa dose do território, num mérito de que ainda beneficiam as freguesias vizinhas dessa Associação mítica de várias gerações.

Agremiação esta até agora com a soma de sessenta anos já ultrapassados, evento pela primeira vez comemorado em 1999, e na actualidade a completar setenta anos, cuja efeméride é então comemorada de 24 a 26 de Abril de 2009, no decurso da história da mesma instituição. A qual por tudo faz bem jus ao reconhecimento público pelo seu historial e valioso património cívico.

Vista ainda recente do edifício da C. P. L.

Ora, se recordar é (re)viver, vem a talhe relembrar uns salpicos de toda a riqueza humana que a mesma aspergiu ao longo dos anos, com saliência para as benesses da previdência rural e geral prestada a numerosa população, sem necessidade de se quantificarem os momentos altos presentes na memória colectiva, para que haja justeza ao sentimento que não deixa indiferente uma população orgulhosa da sua solidária longevidade.

Uma imagem identificativa da representatividade de CPL no panorama concelhio ao longo dos tempos: Sessão solene, em 1957, que contou com os então Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Felgueiras, respectivamente Dr. José de Castro Leal de Faria e sr. Antero Teixeira da Cunha, em primeiro plano - ao canto direito da fotografia, ou seja, pela ordem referida, terceiro e quarto personagens a contar da esquerda. Tratando-se de evento dedicado a entrega pública de agasalhos e géneros alimentícios a pessoas necessitadas, em tempo do chamado Estado Novo, a cujo acto esteve presente um Deputado da Nação (Dr. Santos Bessa, ladeado por individualidades locais, de um lado pelos referidos titulares municipais e do outro pelo presidente da Casa do Povo da Longra nesse tempo, Dr. Maltez).

Em traços gerais, podem aludir-se realizações lúdicas, de congregação popular, até iniciativas altruístas, sempre com horizontes diversificados, tendo influenciado sobremaneira o modo de viver do povo da região e quiçá até mentalidades. Quem desconhecer a sua folha de serviços poderá admirar-se desta certeza, mas não quem sentiu a sua vitalidade. A título de exemplo poderá referir-se que a casa proporcionou sessões de cinema, aos sócios e familiares, quando o povo apenas conhecia a galena e a rádio se começava a implantar. Desenvolveu actividade desportiva de alternativa ao trabalho, criou um Posto Médico local em época ambulatória cingida aos então dois estabelecimentos das Misericórdias do concelho (sabendo-se que existiram hospitais do Unhão e Felgueiras, relembre-se). Isto apenas em referências dadas de relance, havendo pormenores não menos capazes de vincar zelo, desde distribuição de significativas quantidades de géneros alimentares e agasalhos, a par com distracções, de que sabe bem recordar espectáculos de teatro, facultação de cursos à população, enfim, chegando ao ponto de ter havido dotação de aparelho televisivo, para visionamento público, quase desde o surgimento daquela “caixa mágica” que ao tempo ainda demorou muito a ser moda.

Recordação (cartão de desportista) da existência da secção de basquetebol na Casa do Povo – documento oferecido, pelo próprio antigo dirigente e atleta, ao autor.

Além de característica representativa da memória e dos interesses da região, tendo existido em suas instalações um museu etnográfico da área circundante, expondo raridades e testemunhos de outras eras da vida local; como preservava as recordações próprias através de galeria foto-documental que exibia (tendo essas molduras, depois, sido distribuídas a decorar alguns compartimentos, a partir de 2007), sendo casa com muita História; tal qual tem vitrina de exposição bibliográfica de obras apresentadas na instituição; e tem tido posições de representatividade, conforme tomadas de posição e apelações entretanto oficiadas a entidades, visando salvaguarda de direitos das populações. Etc. etc. Enquanto institucionalmente foi vivendo sempre do carolismo de aficionados, sem recursos monetários capazes de provocar outra dinâmica.

De relevar ainda as inúmeras iniciativas que tiveram lugar na casa, com retaguarda dos interesses locais, como a 1ª Exposição da Memória Etnográfica da Longra, em 1995, a Semana Cultural / Mostra Filatélica e Documental, em 1995, a Exposição da Memória Fotográfica de Rande, em 1996, a Exposição do 60º aniversário da Casa do Povo, em 1999, outra comemorativa do 7º aniversário do Rancho, em 2001, etc.


Vista parcial da 1ª exposição filatélica realizada no concelho de Felgueiras – Mostra da Casa do Povo da Longra/95

No dia da Abertura da I Mostra Filatélica da Longra – chegada, à Casa do Povo, do cortejo etnográfico a recrear a Mala-Posta (relacionando ao tempo da abertura da Estação do Correio da Longra, a que respeitava uma das comemorações paralelas). Ao canto superior esquerdo da foto ficou obliterado o respectivo carimbo comemorativo, editado na ocasião.

... E concentração popular, em frente ao edifício, para ver um voo simbólico, quando depois, conforme programado, uma avioneta sobrevoou a Longra, relembrando a viagem pioneira do personagem que estava também a ser homenageado, no centenário de Francisco Sarmento Pimentel.

1997 - Recepção oficial, com elementos directivos de todos os órgãos e secções, na recepção ao Bispo-Auxiliar da diocese do Porto, em visita à instituição.


D. João Miranda Teixeira, no descerramento de lápide que ficou a assinalar honrosa visita à Associação Casa do Povo da Longra, em Abril de 1997, no âmbito da também Visita Pastoral a Rande que decorreu nessa época.

Dois aspectos de uma desfolhada tradicional, recreada pelo Rancho da Casa do Povo da Longra, em 2003


Desfolhada particular, no caso numa propriedade de um antigo elemento do Rancho, com gente do Rancho e do Teatro da Casa do Povo da Longra.

Desfile de Carnaval da Longra, em 2000, num dos anos iniciais, à quarta edição, ainda com organização de iniciativa da Associação Casa do Povo da Longra.

Conjunto de membros do Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, em representação alusiva, como participantes no Desfile da Noite das Bruxas, pela Longra, na passagem de 31 de Outubro para 1 de Novembro – em 2002.

Algumas alfaias (como antigo carro de semeadura, arado de abrir valeiras, de que se vislumbra apenas silhueta, na foto) e artefactos (sarilho, dobadoura, fusos, tomentos, roca, etc.) do ciclo do linho – conforme parcialmente se podia ver no antigo espólio do museu memorial e etnográfico na Casa do Povo da Longra

A importância identificativa dos típicos espigueiros, quanto à representatividade da região, fica patente em diversos grupos o considerarem emblemático, como acontecia com o Rancho da Casa do Povo da Longra, conforme pose de conjunto em que se fez questão de fixar à posteridade um “retrato de família” junto ao espigueiro que, enquanto esteve em funções a respectiva gerência fundadora, existiu no museu da colectividade…

Recreação da antiga matança, com trajes típicos da lavoura de épocas passadas, feita alegoricamente em 2004 pelo Rancho da Casa do Povo da Longra, através de respectivo pessoal do coro e tocata (naturalmente, visto o mesmo agrupamento ser infanto-juvenil).

Sequência de imagens da exposição comemorativa do Sexagenário da CPL, em 1999

A efeméride do Sexagenário, referência assinalável da respectiva existência, ficou para sempre perpetuada em medalha comemorativa cunhada para a ocasião e por publicação de pequeno livro editado em 1999 (“Associação Casa do Povo da Longra-60 Anos ao Serviço do Povo”), a assinalar a passagem do evento, à posteridade – e a historiar tudo o que lhe é relacionado.


Desta feita, conforme programa delineado, os setenta anos são igualmente comemorados, dentro da orgânica vigente.
Resumindo e concluindo, passada além das sete dezenas de anos a existência desta instituição, é a ocorrência motivo de reflexão de todos os que se importam com valias do espírito.


Descerramento (pelo palestrante Cón. Dr. Ângelo Alves, na companhia do Presidente em Exercício da Câmara de Felgueiras e pelo Presidente da Associação organizadora), da lápide alusiva, que ficou a assinalar a primeira conferência realizada na Casa do Povo da Longra, dedicada a um personagem ilustre natural da região Padre Luís Rodrigues, na mais representativa Associação local – Novembro de 2004.

Mesa da Conferência sobre o Padre Luís Rodrigues, na Casa do Povo da Longra: O conferencista, Dr. Ângelo Alves, no uso da palavra, ladeado pelo então presidente da instituição, pelo pároco de Rande, mais o Presidente da Câmara em exercício e o presidente da Junta de Rande.

Bolo comemorativo dos 60 anos da CPL

©ARMANDO PINTO

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA DIRECÇÃO E DA AG, A PROPÓSITO DOS 70 ANOS DE INSTITUIÇÃO

Casa do Povo da Longra já é IPSS e tem muitos projectos em mente

Adão Coelho e Gonçalo Magalhães

Semanário de Felgueiras (SF) - Diz-se que a CP Longra é uma espécie de “CBB” do Concelho. Apesar de ser um rasgado elogio, é, também, uma responsabilidade acrescida. Quer comentar?
Adão Coelho (AC) - É um epíteto que nos atribuíram que, de certa forma, não é mais do que uma forma simpática de valorizar o trabalho desenvolvido. Contudo, não embarcamos em vaidades e, sempre com a mesma humildade, continuaremos a trabalhar para fazer mais e melhor.

SF – As comemorações do 70.º aniversário vão ser feitas dentro do “magro orçamento” da associação, recorrendo, em paralelo, os protocolos e parcerias com diversas entidades culturais, já que, a nível oficial, os apoios são quase nulos. Podem explicar melhor?
A
C - Efectivamente, os apoios oficiais têm sido muito escassos. Por força da crise que se vive actualmente, o Ministério da Cultura deixou de conceder apoios para a organização de eventos. Da Câmara Municipal, recebemos apenas um subsídio, no âmbito dos apoios generalizados oferecidos aos ranchos do concelho.
As Juntas de Freguesia, da região, por sua vez, vão fazendo o que podem. Com apenas umas milésimas do que gastam algumas entidades públicas, conseguiríamos fazer coisas grandiosas. Perante este cenário de dificuldades, temo-nos socorrido das parcerias com outras associações amigas que, numa lógica de permuta, têm ajudado a Casa do Povo a promover uma oferta cultural tão vasta. Contamos também com o apoio da Caixa Agrícola, que tem sido um parceiro importante, um bom exemplo de apoio ao abrigo do mecenato.

SF - Actualmente, talvez mercê desses protocolos e parcerias, a Casa do Povo da Longra aborda temáticas e figuras não só a nível local (da Vila da Longra), mas também a nível concelhio e do país. Não há, nisso, um certo risco de descaracterização cultural da Casa em relação ao seu meio?
Gonçalo Magalhães (GM) – O nosso trabalho centra-se, no essencial, na preservação das nossas raízes culturais, a divulgação dos nossos costumes e tradições. De qualquer modo, quando promovemos eventos sobre temas ou figuras de outras localidades também estamos a homenagear, de certa forma, aqueles que fundaram esta Casa e todos aqueles que, ao longo destes 70 anos, foram construindo um vasto património cultural e quiseram fazer da Longra um local de desenvolvimento sócio cultural. Já por aqui passaram, desde há muitas décadas, grandes figuras nacionais das artes e do espectáculo.
Alguns desses eventos que temos vindo a realizar têm surgido como um aproveitamento de oportunidades postas à nossa disposição. Foi através da nossa filosofia de parcerias que conseguimos trazer ao nosso palco artistas como Vitorino, Carlos Alberto Moniz, Manuel Freire, Francisco Fanhais, Tino Flores, Luanda Cozeti e Norton Daiello (dos Couple-Coffee), os grupos “Erva de Cheiro” e “Cantaremos Adriano”, os Hyubris, entre outros. Foi também dessa forma que, em conjunto com os paroquianos da Lapa e da Trindade, no Porto, entre outros amigos, prestamos uma brilhante homenagem ao Padre Luís Rodrigues, um filho de Rande.
Com a Associação de Cicloturistas de Felgueiras (com sede na nossa Casa), temos desenvolvido diversas actividades. Entre as muitas actividades como, por exemplo, a Etnografia, a Dança, o Carnaval da Longra, as Feiras do Livro, a Feira Tradicional e Popular, a parceria com o Cicloturismo –, o Encontro de Teatro tem registado um assinalável êxito. Neste momento, é o único do concelho.

SF - Pretendem mantê-lo, nos próximos anos?
AC - O Encontro de Teatro será para manter, pelo menos enquanto estes órgãos sociais estiverem em funções. Outra coisa não podia deixar de ser, face ao estrondoso sucesso das anteriores edições. À semelhança do que aconteceu no ano passado, vamos incluir, de novo, no programa uma mostra de Teatro das escolas do concelho.

SF - A “melhor prenda” que a Casa recebeu neste aniversário foi o reconhecimento como IPSS. Depreende-se que há, então, em paralelo com a parte cultural, um projecto social. Podem revelá-lo?
GM - Finalmente, depois de uma longa maratona burocrática para obter esse estatuto, já estamos em condições de avançar com o nosso projecto social. Surgiu, precisamente, no mês do septuagenário da Casa do Povo, o que pode ser considerado uma boa prenda.
Desde o início deste mandato que os planos de actividades da Casa do Povo da Longra prevêem a implementação de medidas de cariz social, como decorre, aliás, do objecto social dos seus estatutos.
A Vila da Longra e as outras freguesias abrangidas estatutariamente pela associação, Lordelo e Unhão, carecem de respostas sociais que urge encontrar, não só ao nível da terceira idade como no apoio à população mais carenciada.
Oportunamente apresentaremos candidaturas para financiamento de equipamentos sociais. Estamos a trabalhar para fazer algo de útil para a nossa população, sendo que a nossa concepção de apoio social, tanto à terceira idade como em outras respostas, é um pouco diferente do convencional.
Pretendemos associar as nossas valências culturais a esse tipo de serviço. Queremos que as pessoas se sintam activas e úteis, depois de uma vida de trabalho ou porque por qualquer motivo não podem ter uma vida igual ao seu próximo.

SF - Nota-se que o edifício da Casa do Povo está precisar de uma remodelação, principalmente na sua Sala de Espectáculos. Isso vai acontecer?
AC - Ao longo deste mandato, temos vindo a fazer algumas pequenas beneficiações do nosso edifício-sede. Mas, esta casa precisa de obras infra-estruturais de grande profundidade, as quais não se conseguirão sem a ajuda de outras entidades públicas e da própria população.
Tal como para a área social, vamos candidatar-nos a eventuais comparticipações financeiras do Estado para realizarmos algumas obras. Não podemos almejar uma obra que resolva, de uma só vez, todas as necessidades do edifício. Estamos a trabalhar nisso. A prioridade irá para a melhoria do conforto das suas divisões, em especial da sala de espectáculos, bem como a modernização dos equipamentos e meios técnicos da Casa, como a biblioteca, os camarins, salas para guardar instrumentos e guarda-roupa, etc.

SF – Querem aproveitar a oportunidade e fazer algum apelo às gentes da Longra e até do concelho, bem como a eventuais mecenas?
GM -
O nosso apelo vai no sentido de pedir à população da Longra que nos apoie e que participe nas actividades da Casa do Povo, acarinhando os nossos elementos que, diariamente, trabalham para o desenvolvimento sociocultural da nossa terra e dignificam os seus antepassados.
Para levar por diante alguns dos nossos projectos, contaremos com o indispensável apoio das forças vivas da região da Vila da Longra, e não só.
Por fim, não posso deixar de manifestar o desejo de ver Felgueiras seguir o exemplo que nos é dado por outros concelhos vizinhos, onde as colectividades têm uma forte preponderância nas respectivas agendas culturais.

Semanário de Felgueiras - Jornal de 24-04-2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

ASSALTANTE DA IGREJA DE SERNANDE DETIDO

Foi detido o assaltante da Igreja de Sernande, trata-se de um homem de 32 anos, residente na Pedreira.

Este individuo já com cadastro e bem conhecido das gentes da Vila da Longra, foi apanhado em flagrante delito a arrombar a porta da Igreja de Santa Quitéria, em Felgueiras, com o mesmo intuito do que aconteceu na Igreja de Sernande, assaltar a caixa de esmolas.

O sujeito foi surpreendido por uma patrulha da GNR, pelas 23h20, quando tentava arrombar a porta principal da igreja de Santa Quitéria, utilizava um pé-de-cabra e um martelo para forçar a abertura da porta, método que, terá utilizado na Igreja de Sernande, podendo também, estar envolvido no assalto ao Nicho de Rande e das Alminhas da Piedade.

O detido passou a noite nas instalações do posto da GNR de Felgueiras e vai ser presente ao Tribunal de Felgueiras para primeiro interrogatório.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

TEMPLOS RELIGIOSOS DE RANDE E SERNANDE ASSALTADOS


A igreja de Sernande foi assaltada na última madrugada, por meio de arrombamento. Segundo dados recolhidos, não houve valores furtados, ao contrário dos prejuízos provocados pelos “amigos do alheio” que danificaram a porta e parede da Sacristia, bem como a porta do Sacrário, onde estavam duas píxides com hóstias, mas que não foram profanadas.

No local estiveram as autoridades de investigação criminal que, recolheram algumas provas, da qual um pé-de-cabra deixado ali pelos assaltantes.


Caixa de esmolas do Nicho de Rande

Alminhas da Piedade

Também na madrugada anterior (segunda para terça), o Nicho de Rande e as Alminhas da Piedade em Sernande foram assaltados.

Ao que pudemos apurar, no Nicho de Rande, não foi levado qualquer dinheiro (uma vez que a recolha do mesmo se tem feito todos os dias), ficando os prejuízos pelos danos materiais. Nas Alminhas das Piedade, não são visíveis grandes estragos, tendo os larápios levado algumas das esmolas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

LEANDRO E LARA | GÉMEOS DA VILA DA LONGRA EM ENTREVISTA AO SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS


Leandro e Lara são gémeos.
Curiosamente, ao contrário do que é habitual, Lara é a mais irrequieta.
Leandro quer ser Chefe de Cozinha e tem grande talento para o desenho.
Lara que ser cantora quando for grande.
Passam praticamente o tempo juntos, na escola e em casa.
Encaram o facto de serem gémeos mas de sexo diferente de forma natural e nem os amigos prestam grande atenção a isso...

O que é que mais gostam de fazer?
Leandro – Desenhar.
Lara – Cantar.

E de estudar gostam?
Leandro – Mais ou menos.
Lara – Eu gosto de estudar.

E quais são as disciplinas que gostam mais e menos?
Leandro – Eu gosto de Língua Portuguesa. Não gosto muito de Matemática.
Lara – Gosto de Gramática. Detesto Estudo do Meio.

E as notas como são?
Leandro – Considero boas. Podiam ser melhores se me aplicasse mais.
Lara – Também acho que são boas. Sou é um bocado distraída.

O que é que os vossos amigos pensam de serem gémeos?
Tecem comentários sobre isso?

Leandro – Sabem que somos gémeos mas não há grandes comentários.
Lara – Não me lembro de terem falado alguma vez sobre isso.
Olham mais para nós como irmãos e não como irmãos gémeos.

E vocês o que pensam de serem gémeos?
Leandro – Por vezes é chato.
Lara – Eu acho que é fixe.

Como costumam brincar?
Leandro
– Gosto muito de jogos.
Lara – Também gosto de jogos, mas gosto mais de correr.

Quem é o mais malandro?
Leandro – É ela. Ela é mais traquina.
Lara – Não, não. Ele é o mais malandro.

Ao nível da personalidade, quais são as diferenças entre vós?
Leandro – Eu sou calmo. E mais responsável.
Lara – Sou mais agitada. Mais irrequieta.

Qual foi a prenda que mais gostaram de receber até hoje?
Leandro
– A Playstation.
Lara – Um estojo de pintura com desenhos.

Qual é o vosso prato preferido, assim, a comida que gostam mesmo muito?
Leandro – Adoro Feijoada à Transmontana.
Lara – Eu também.

Que profissão gostariam de ter quando forem grandes?
Leandro – Chefe de Cozinha.
Lara – Cantora.


Bilhete Identidade:

Nomes: Leandro e Lara
Data nascimento: 09/08/2000
Idade: 8 anos
Naturalidade: Sernande
Primeiro a nascer: Lara
(cinco minutos antes do irmão
Leandro)
Profissão: Estudantes
Passatempos preferidos:
Leandro - Desenhar, jogar Playstation
Lara - Correr, pintar

domingo, 19 de abril de 2009

24/25/26 DE ABRIL | COMEMORAÇÕES DO 70º ANIVERSÁRIO DA CASA DO POVO DA LONGRA | FELGUEIRAS


A Casa do Povo da Longra completa 70 anos de existência no próximo dia 26. Sete décadas de actividade cultural, desportiva, de assistência médica e de protecção social, mercê do trabalho voluntário de sucessivas gerações, que a tornaram mítica e a mais emblemática na larga região da Longra. Actualmente, considerada como uma espécie de “CCB” do concelho – epíteto de elogio face pelas múltiplas actividades levadas a efeito –, a CP Longra alberga várias valências (grupos de teatro, folclore, dança, fados, cavaquinhos, entre outras) desenvolvidas por cerca de 100 agentes culturais, desde os 5 até aos 70 anos de idade. O Carnaval da Longra, o maior do concelho, e a trimestral Feira Popular e Tradicional da região têm sido coorganizados pela associação com as juntas de freguesia locais.

A etapa seguinte, a muito breve prazo, incidirá na recuperação da vertente social da Casa, virada para a população da Vila, especialmente no tocante à 3.ª idade mas em interacção com as gerações mais novas.
E o certo é que a colectividade acaba de receber aquilo a que os seus dirigentes designam como a melhor “prenda de aniversário”: o reconhecimento de IPSS.

Os dirigentes da Casa, em entrevista ao SF (reproduzida na próxima edição), consideram-se felizes, por um lado, e amargos, por outro. Felizes, pelo trabalho desenvolvido; amargos, porque, queixam-se eles, a instituição não tem tido a atenção das entidades oficiais, nomeadamente na área cultural, tanto por parte do Ministério da Cultura como da Câmara Municipal.

Daí que as comemorações do 70.º aniversário vão ser feitas mediante a habitual agilização de protocolos e parcerias com outras entidades culturais (como, por exemplo, a Associação José Afonso – AJA Norte, e o Conservatório de Música de Felgueiras), com um patrocínio da Caixa Agrícola e com a colaboração das juntas de freguesia de Rande, Pedreira e Sernande.

Programa:

Dia 24 - sexta-feira, pelas 21,horas, na sala de espectáculos, com o Sarau Cultural “Era uma vez… 25 de Abril (de 1974)”, composto por música, teatro e poesia. Intervirão a Escola ArtMusic (Lixa), os alunos da Escola EB1 de Varziela, o Conservatório de Música, entre outros.

Dia 25
- dia da Revolução dos Cravos –, pelas 21,30 horas, está marcado um grande concerto musical, denominado “O Canto de Intervenção”, em que actuarão oito elementos da AJA Norte (Gabriela Marques, Ana Afonso, Paulo Esperança, Ana Ribeiro, Miguel Marinho, Fernando Lacerda, Paulo Veloso e Eduardo Pinheiro), bem como o conhecido cantor de intervenção Tino Flores (viveu o Maio de 68), com Luís Almeida e Paulo Rodrigues. Antes do concerto, pelas 19,30 horas, haverá lugar ao Jantar “Conviver em Liberdade”, no Restaurante Juventude, na Longra, convívio, este aberto a toda a gente, mediante inscrição prévia.

Dia 26 - pelas 9,30 horas, será prestada uma homenagem na igreja de Rande aos associados da CP Longra já falecidos.
Pelas 10,30 horas, haverá lugar a ginástica ao ar livre, orientada pela Professora Cristina Lopes.
De tarde, a festa prossegue pelas 15 horas, com uma breve conferência sobre a história da Casa, com a intervenção do docente Santos Pinho e de Fátima Fonseca (filha de um antigo presidente da associação), seguindo-se uma festa com todas as valências da Casa do Povo.

A festa de aniversário terminará com um grande bolo de aniversário, onde serão apagadas 70 velas que simbolizam os anos que esta associação concelhia já viveu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

‘LOVE! AMOR UNIVERSAL’ É O TÍTULO DO LIVRO DE MANUEL AIRES

» O felgueirense Manuel Magalhães Aires, vai lançar no dia 25 de Abril o livro “Love! Amor Universal”.

Colaborador da Caixa Geral de Depósitos desde 1981, reside em Sendim.

Desde a infância que se dedica ao estudo e aprendizagem. As primeiras histórias e lições da vida escutou-as da avó materna e simultaneamente madrinha. Manuel Aires é o primogénito de sete irmãos. Na escola teve “uma professora excepcional, D. Adelina”, que o ensinou “sempre a não decorar mas a usar a inteligência para descobrir e compreender o porquê das coisas, entender como tudo acontece e perceber a finalidade da nossa vida”.

No Seminário Vicentino de S. José em Lagares, Felgueiras, adquiriu o verdadeiro hábito e método de estudo.

Cursou no liceu Nacional Alexandre Herculano, no Porto, e mais tarde Ciências Sociais na Universidade do Minho, em Braga. Esteve matriculado no curso de Medicina na Universidade do Porto mas o entusiasmo pelas Ciências Sociais foi a sua escolha.

A ideia de escrever um livro nasceu cedo mas só agora foi possível concretizar. “Na Universidade do Minho descobri que algo urgia fazer: a ciência e técnica evoluíram de tal modo que já foi possível a viagem espacial até à Lua. E aqui na nossa Terra, tantos problemas para solucionar: O fosso entre pobres e ricos cada vez mais acentuado e escandaloso. Agora pagamos todos as favas com a crise financeira e económica para desgraça de todos nós.

Darwin advogou a luta pela sobrevivência e a prevalência do mais forte. Marx fez a apologia da luta de Classes. Freud acabou com o tabu sexual e a castração psicológica do celibato. Mas o que nos distingue a todos nós seres humanos, não é a dialéctica, a contradição e a luta de classes, mas, sim a nossa vivência humana e civilizada como seres sociais: a colaboração, a cooperação, o empreendimento e trabalho para o bem comum. Por outro lado surge a questão ecológica vital para a nossa sobrevivência como espécie viva à face da Terra”, explica.

Quanto à essência do seu livro “Love!Amor Universal” “é um alerta para a nossa ligação à natureza como espécie viva que somos.

É uma nova Ética, nova filosofia para a nossa vida e o incentivo a uma nova atitude humana perante os desafios que hoje se nos deparam neste nosso mundo global”, assevera.

O que o levou à escolha do título “Love! amor universal”? Manuel Aires explica: “Love! Amor Universal, é um grito bem forte. Descartes escreveu: Penso, logo existo. Eu digo: Ama a Vida. E serás feliz.

De que vale à espécie humana dominar todo o mundo a ponto de pôr em risco e em causa a sua própria sobrevivência como espécie viva que é? Só contribuirá para construirmos o nosso próprio cadafalso. Amar é uma necessidade humana vital tão ou mais importante que pensar. Nós podemos fazer e construir o mundo melhor.

Esta é a razão de ser deste livro: Love! Amor Universal”.

O livro, frisa, “é um trabalho maduro, amadurecido e sempre jovem, não é contra nada nem contra ninguém. É um grito de alerta positivo. É um hino à natureza, à vida e à nossa humanidade. É uma nova filosofia baseada na auto-estima pela nossa própria saúde pessoal e colectiva. Tem como base a amizade e entreajuda. É um hino ao amor e à alegria tão parcos e escassos nestes nossos dias. O amor é o alimento da nossa alma. A razão da nossa vida. O contínuo milagre da terna e eterna juventude”.

Lamenta a falta de apoio da Câmara e agradece o apoio dado pelas Juntas de Margaride, Idães, Lagares, Pedreira, Refontoura e Sendim.

“Love! Amor Universal” vai ser lançado em primeira-mão no próximo dia 25 de Abril, pelas 17h30, no auditório do Semanário de Felgueiras


quarta-feira, 8 de abril de 2009

PÁSCOA NA REGIÃO SUL DE FELGUEIRAS | COMPASSO PASCAL DE RANDE E NA VILA DA LONGRA


Estamos na época da Páscoa. Sendo esta uma época que muito diz ao sentimento comunitário, é plena em sinais de vivência espiritual e de religiosidade popular, particularmente em contornos consubstanciados no apogeu que representa o tradicional Compasso Pascal.

Do inerente sortilégio, além dos passos da Paixão e tocantes cerimónias da Semana Santa, efectivamente é no dia de Aleluia, quando a comunidade paroquial é honrada e se ufana com a tão enraizada Visita Pascal, que mais ressoam imagens perenes em tal apego comum.

Incidindo atenções à nossa área própria, retenha-se assim uma visão do resistente costume da ida da cruz, enfeitada a preceito e com honras, às casas dos paroquianos, nesta zona sul do concelho de Felgueiras.

Do facto, por entre o muito possível de ser vincado, naturalmente melhor que mais palavras valerão diversas imagens que se juntam. Aliás, quanto a descrição das antigas tradições e costumes que ainda perduram, já se registou algo alusivo em texto apresentado aqui há um ano, em artigo / “post”
colocado neste “blog” no devido espaço de 21 de Março de 2008, antecedente à Páscoa / 2008 – no qual se apresentaram algumas fotografias, das quais, desta vez se repete apenas a mais antiga e agora juntamos algumas outras (do material que possuímos, motivo que leva a não poder incluir mais, sobretudo de outras freguesias da área da actual Vila da Longra), num simples intento de anotar ainda e sempre mais parcelas históricas da cronologia retrospectiva da nossa memória local.

Compasso de Rande, em tempo da 1ª República (década dos anos 20), presidido pelo pároco Padre Augusto Correia.


Compasso da paróquia de Sernande, a passar pelo centro da Longra (como na época era habitual) – reportando ao ano de 1972, quando presidiu ao trajecto, em representação do então pároco Padre João, um seminarista da Ordem dos Capuchinhos.


Compasso de Rande, em 1992 – ano em que andou com o Compasso um então “Noviço” dos Carmelitas da Mata – conforme fotos da chegada e visita a uma casa da então (ainda) Povoação da Longra.

Cruzes paroquiais, engalanadas para o Compasso, a postos para os dois itinerários respectivos em Rande no ano de 1998.

… Em cujo ano (1998) o Compasso esteve a cargo do Grupo Coral de S. Tiago de Rande (como serve de recordação a pose de conjunto, à saída do Compasso, no final da missa matinal)…

… E (do mesmo ano, 1998), se registou à posteridade, na chegada à igreja em fim de jornada, os elementos que fizeram os correspondentes percursos.

Imagem panorâmica, do imaginário visual que desperta o andamento do Compasso Pascal pela freguesia…

Chegada do Compasso Pascal de Rande a uma casa da Vila da Longra:
Imagem respeitante a 2008, em que, no caso do registo fotográfico, a Visita Pascal foi presidida por representação do Grupo de Acólitos…


© ARMANDO PINTO

domingo, 5 de abril de 2009

DIOGO MIRANDA EM "GENTE NOSSA" | SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

Nome: Diogo Miranda
Idade: 21
Profissão: Designer de Moda

www.diogomiranda.net

Diogo Miranda é um designer de moda felgueirense que tem conquistado um lugar de destaque no mundo da moda.
Aos 21 anos é uma certeza…
Tem um atelier em Felgueiras e colabora com uma empresa de Fafe.
Entre muitos feitos, já mostrou o que vale no Portugal Fashion.
Não é para todos…

Como é que esta profissão surgiu na sua vida?
Há uma tradição familiar no que diz respeito ao design. Posso dizer que nasceu comigo o gosto pela moda.
Em que projecto está a trabalhar neste momento?
Colaboro numa empresa têxtil em Fafe e tento o mais possível conciliar com o meu trabalho no Atelier, onde estou a iniciar a colecção Verão 2010.
Quais foram os momentos mais marcantes na sua carreira até hoje?
A 1º Edição do Portugal Fashion, sem dúvida!
Defina o seu estilo?
Defino como Casual, onde o conforto e o detalhe se encontram.

PERFIL


O que te desanima?
A Ignorância de algumas pessoas em relação à arte de fazer Moda
O que te dá força?
Olhar para trás e ver o que já realizei e consegui
Quais são os teu autores preferidos?
Nicholas Sparks e Paulo Coelho
Músicos?
Grace Jones e The whispers
Actores?
Scarlett Johansson e James Franco
Personagem da História que mais admiras?
Fernando Pessoa
Quem são os teus heróis na vida real?
O meu Avô Miranda e claro os meus pais
Qual a característica mais importante num homem?
Integridade
E, num amigo (a)?
Lealdade
Qual a tua maior qualidade?
Persistência
E, defeito?
Teimosia
Que talento natural gostarias de ter?
Saber Cozinhar como a minha irmã
Que outra profissão, para além da tua, gostarias de experimentar?
Veterinário
Onde gostarias de viver?
Nova Iorque

Quais as tuas férias de sonho?
Bora Bora
Prato e bebida preferida?
Lasanha de vegetais e Coca-Cola.
Qual a tua ideia de felicidade terrena?
Viver em harmonia com aqueles que mais amo.
Prognóstico para o fim da crise?
Julgo que não falar da crise ajudaria muito.

Fonte - Semanário de Felgueiras

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"FEIRA DAS SOPAS" FOI NA PEDREIRA | FELGUEIRAS


O Grupo da Catequese da Paróquia de Santa Marinha de Pedreira, organizou no passado domingo, 22 de Março, a “Feira das Sopas” que contou ainda, com um tradicional cortejo e leilão de oferendas com o intuito de angariar verbas para as obras de restauro, recentemente realizadas na Igreja Paroquial da Pedreira.

Esta iniciativa, que beneficiou de uma agradável tarde de sol, teve início com o cortejo de oferendas, formado por grupos de vários lugares da Freguesia que, sempre acompanhado da musica tradicional, levaram até à Igreja os mais diversos donativos, desde batatas a cebolas, feijão, enchidos, vinhos, bolos, pão, abóboras, calçado e não faltaram os habituais animais vivos.

Realizado o leilão das oferendas, esta iniciativa terminou com a “Feira das Sopas”, onde os populares, puderam saborear as tradicionais e deliciosas sopas caseiras, necessitando só de comprar a malga, da qual a receita contribuía também para as obras.

domingo, 29 de março de 2009

HOMENAGEM AO “RANDINENSE” PADRE LUÍS RODRIGUES

Padre Luís Rodrigues

Teve lugar, no Porto, durante o passado sábado, dia 21 de Março, mais uma homenagem a fazer memória do inesquecível Padre Luís Rodrigues, carismático antigo Reitor da Lapa – nascido a 6 de Julho de 1906 em Rande, Felgueiras; e falecido a 24 de Abril de 1979, fará brevemente 30 anos.

A realização partiu dos antigos acólitos da igreja da Lapa, grupo por ele criado, cujos membros promoveram uma jornada de preito ao Padre Luís de Sousa Rodrigues, contando com a participação especial do Coro de São Tarcísio, também por ele fundado, interpretando obras de Donizetti, Ferreira dos Santos, Karl Jenkins, Fauré e Federico Caudana.

A evocação iniciou-se a meio da manhã de sábado, em começo da Primavera, com a concentração na Sala dos Quadros da igreja da Lapa, seguida de uma visita guiada aos espaços da mesma igreja que mais recordam a memória do Padre Luís, atingindo apogeu, ao início da tarde, com uma celebração eucarística, presidida pelo actual reitor daquela igreja, o Cónego António Ferreira dos Santos.
Os antigos acólitos, na ocasião, pretenderam especialmente recordar e partilhar as vivências antigas, memórias da adolescência e juventude daqueles que hoje são pessoas maduras mas mantêm viva a memória desse tempo. Aproveitando para recordar o seu mentor, sempre.

O Padre Luís Rodrigues foi uma insigne figura de sacerdote, músico, compositor e pedagogo, tendo contribuído para a formação musical e sacerdotal de inumeráveis sacerdotes e outros que se notabilizaram também no campo da música. Das suas celebrações na igreja da Lapa muitos guardam ainda indelével recordação. Homem da Igreja e da cultura, bem merece assim ser recordado, seja a que pretexto for.

Virá a propósito referir, quanto à dimensão deste Grande Vulto da Igreja, de Rande e de Felgueiras, num exemplo do que representa, o singular caso que numa recente obra literária sobre a figura e ligações culturais de incontornável figura nortenha, o actual Presidente do F. C. Porto, no livro “Jorge Nuno Pinto da Costa – O Portador de Alegrias”, escrito por Jorge Rodrigues em Outubro de 2008, vem numa página inteira sintomático apontamento com elogiosas referências sobre o referido nosso conterrâneo – conforme imagem que se anexa:

In Livro “… O Portador de Alegrias”

Armando Pinto
(conf. artigo do Semanário de Felgueiras, de 27-03-2009)

sábado, 28 de março de 2009

DULCE NORONHA E SOUSA | ENTREVISTA AO SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

Dulce Noronha e Sousa
46 Anos
Natural da Longra
Presidente da Escola Superior de Fafe e do Instituto Superior de Tecnologias de Fafe

«Sou uma mulher lutadora e com garra. O que me move não é o dinheiro, mas os desafios e os projectos», é assim que se define Dulce Noronha e Sousa, presidente do IESF – Instituto de Estudos Superiores de Fafe Titular, da Escola Superior de Educação (ESEF) e da Escola Superior de Tecnologias de Fafe (ESTF).

Natural da Longra, onde nasceu em 1963, no seio de uma família tradicional, o pai fundou e foi proprietário de uma das maiores empresas metalúrgicas do concelho, que continua na família, e a mãe professora primária.

Naquela actual vila, faz o ensino primário, continuando os estudos até ao 9º ano na cidade de Felgueiras, acabando por completar o secundário no Colégio de S. Gonçalo, em Amarante.

Em 1980, começa no Porto, a tirar o curso de Educadoras de Infância, que viria a abandonar temporariamente, mudando para gestão de empresas, «para fazer a vontade ao meu pai» esclarece.

Volvido um ano, com apenas 18 anos, casa-se, sendo que aos 21 anos, já tinha tido três filhos: «Tive uma vida de casada muito precoce», confessa aquela empresária.

Ainda da sua juventude, fala da sua passagem pelo Grupo de Teatro da Longra e os dois anos que foi vocalista do grupo Quasar: «Era a idade da inquietude, da despreocupação, da música Disco e das festas de garagem, foram tempos bons», recorda com alguma saudade.

Depois da passagem por gestão de Empresas, acaba em 1985 o curso de Educadoras de Infância no Porto. Em 1986, tem o seu primeiro contacto com o mundo do trabalho na Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, como Educadora.

Nesse mesmo ano, é convidada para leccionar na Escola Educadores de Infância de Fafe. No ano seguinte, monta um jardim de infância piloto com a mesma escola.

Em 88, começa a caminhada empresarial que a leva a ela e à sua família, a serem detentores do IESF: «Com apenas 25 anos, o meu pai compra-me 25 por cento da Escola de Educadoras de Infância e nesse mesmo ano, entramos num processo de reconversão com vista a termos ensino superior e mais cursos», revela Dulce Noronha e Sousa.

E, aquela docente acrescenta: «Aos 31 anos, peguei neste projecto e sem medos, arrisquei. Hoje, temos dois estabelecimentos, na Escola Superior de Tecnologias, ministramos quatro licenciaturas e na Escola de Educação, cinco licenciaturas, quatro pós-graduações, um mestrado (aguardando mais cinco) e três cursos de especializações. Temos ainda desenvolvido cursos de doutoramentos com Universidades estrangeiras».

Nos últimos anos investiu vários milhões de euros, na ampliação e modernização das instalações daqueles dois estabelecimentos de ensino superior, com a finalidade de responder ao processo de Bolonha e de proporcionar boas condições de trabalho às mais 130 pessoas que ali trabalham (docentes e funcionários) e de estudo aos seus mais de 800 alunos.

Neste espaço de tempo que levou a transformar e a credibilizar estas Escolas, a par da sua gestão, nunca parou de estudar. Fez a licenciatura através de um CESE, em Supervisão Educativa, e outro CESE em Administração Escolar, um curso de dois anos de Formação de Professores e um mestrado em Tecnologia Educativa, ambos na Universidade do Minho.

Em 1997, ingressa no curso de doutoramento em Educação, da Universidade de Salamanca Espanha, tendo obtido a Suficiência Investigativa e 38 créditos em cursos curriculares entre as Escolas de Educação, Psicologia e Belas Artes da referida universidade: «Pretendo entregar ali, dentro de dias, a minha tese de doutoramento sobre “Tutórias electrónicas na supervisão de formação de professores”», informou, para em seguida afirmar, com algum orgulho, «reparem tudo isto, a somar com a docência, a investigação e a gestão das escolas, e ao mesmo tempo criar sozinha quatro filhos, convenhamos, sem falsas modéstias, é obra».

Mas apesar disso, projectos não lhe faltam: «Ando a frequentar Direito, na Católica do Porto, e ainda antes dos 60 anos, quero tirar Pintura em Belas Artes, e pelo meio continuar a preparar os meus filhos mais velhos para ficarem à frente das duas Escolas. Actualmente, o mais velho, o Hugo, já assume parte da gestão do Instituto e a Ana é docente e responsável pelo Gabinete de Psicologia», para mais tarde, quando se reformar, fica a realizar outro sonho, «gostaria de montar uma Creche com laboratório de investigação incorporado ligado com Universidades de Psicologia e de Medicina (Neurociências) de todo o Mundo. E escrever uma metodologia para a primeira infância». Nos seus tempos livres, adora ler e viajar, «já estive em quatro continentes e em dezenas de países», para além disso, tem outra grande paixão pelas artes plásticas, «pinto regularmente e nas minhas viagens, procuro comprar sempre telas». Outras áreas de que gosta são os assuntos sociais e do humano, e a política, mas refere que desta sempre soube fugir.

Sobre Felgueiras, diz ser uma terra «com prioridades muito próprias», onde, na sua opinião, «as pessoas convivem mal com o êxito dos seus conterrâneos»

sexta-feira, 27 de março de 2009

MENSAGEM INTERNACIONAL PARA O DIA MUNDIAL DO TEATRO 2009

Dia Mundial de Teatro - 27 Março, 2009

International Theatre Institute/Institut International du Théâtre ITI
iti@iti-worldwide.org /
http://www.iti-worldwide.org/

Todas as sociedades humanas são espectaculares no seu quotidiano, e produzem espectáculos em momentos especiais. São espectaculares como forma de organização social, e produzem espectáculos como este que vocês vieram ver.

Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!

Não só casamentos e funerais são espectáculos, mas também os rituais quotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.

Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espectáculos da vida diária onde os actores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida quotidiana.

Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.

Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espectáculo, eu dizia aos meus actores: - “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”.

Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.

Assistam ao espectáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!

Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!

Augusto Boal

sábado, 21 de março de 2009

TAÇA DAS NAÇÕES EM CICLISMO SUB 23 COM PASSAGEM NA LONGRA | DOMINGO, 29 DE MARÇO | PELAS 11H35


3º GP Portugal - Nations Cup 2009
Resumo das etapas
Apresentação da prova