terça-feira, 15 de julho de 2008

ASSALTANTES VANDALIZARAM CENTRO DE SAÚDE DA LONGRA | FELGUEIRAS

O Centro de saúde da Longra, foi esta madrugada, vandalizado por assaltantes.

Segundo apuramos, os assaltantes, partiram o vidro de uma das janelas para se introduzirem dentro do Centro de saúde, onde supostamente numa tentativa de encontrarem dinheiro, o que não sucedeu, vandalizando tudo por onde passavam, estando ainda por contabilizar os prejuízos.

A GNR já esteve no local, e a investigação irá agora passar para as mãos da Polícia Judiciária que, ao fim da manhã esteve no centro de saúde a recolher provas.

domingo, 13 de julho de 2008

FALTA DE PÚBLICO ACABA COM O CINEMA NA LONGRA | FELGUEIRAS


A Casa do povo da Longra deixou de ter cinema, pelo menos até final do ano. Esta decisão da direcção da Associação da Casa do Povo da Longra, que apuramos junto dos responsáveis do INATEL, deve-se á pouca adesão do público, que nunca foi a esperada.

Assim, tal como acordado com o INATEL, relativamente ao circuito de cinema, a Associação da CPL chegou a esta conclusão, visto que estava a suportar algumas despesas, principalmente de deslocações, não sendo vantajoso nem compensador tal trabalho.

Este foi um projecto que a direcção da casa do povo apostou. Supostamente esta iniciativa deveria ser do bom grado de todos, mas rapidamente se percebeu que a população não recebera do modo esperado esta iniciativa. Talvez pelo facto de hoje em dia as pessoas terem fácil acesso ao cinema e esperarem sempre pelas estreias (sendo que os filmes do circuito INATEL já eram muitas vezes conhecidos do público); ou pelo facto dos downoalds grátis na net levarem a que muitos já tivessem o filme em casa, podendo ver o filme no conforto do seu lar…

Pena o projecto ter desaparecido, mas compreendemos que é difícil trabalhar quando vemos que a adesão é reduzida. Esperemos pelo desenrolar, quem sabe se para o ano voltaremos a ter cinema na Vila.

sábado, 12 de julho de 2008

OPINIÃO SOBRE A ELEVAÇÃO DE LONGRA A VILA

Venho aqui dar minha opinião sobre o tema proposto pelo blog.Vivo na "vila" se é k assim se pode chamar, e tenho a lamentar que pouco ou nada tenha mudado desde a 5 anos pra cá. Ganhamos o estatuto, festejamos a aniversário da elevação de Longra a vila... mas se pararmos para ver o quanto isto evoluiu, pouco ou nada se vê.

Sou jovem, e olho para esta terra como algo que parou no tempo. Pouco ou nada se faz para tornar esta terra mais atractiva. Sei que nem sempre se consegue fazer o que se queria, ou o que se idealiza, mas achava que as juntas unidas podiam fazer mais. Pensava eu que com o estatuto, iríamos progredir, uma vez que a união faz a força, achava que juntas as três freguesias iriam conseguir fazerem-se ouvir na câmara. Mas o que posso dizer que elas têm feito juntas, passa basicamente pelo apoio a eventos culturais. Será que a passagem de Longra a vila se baseia só nisso?

É assim, os eventos têm tido, no meu ponto de vista, cada vez menos gente a aderir, porque não inovar? Tentar chamar a atenção dos jovens para esta terra, tentar olhar mais pra eles. E não só saber fazer festas para os idosos e para os mais pequenos no natal... porque no meu entender, as juntas de freguesia devem ter como preocupação dinamizar, e neste momento acho que esta tarefa foi posta de lado.

Achava que com a elevação de Longra a vila, as juntas iriam unirem-se e tentarem ver Longra como um só. Mas ao k m parece, continua tudo igual, cada junta luta pela sua população. Eu via, isto de ser vila como algo do tipo que se completassem (cada freguesia dava algo a vila de modo a completar o que a outra já teria dado).

Por isso, concluo que para nós habitantes da vila, pouco ou nada mudou (falo por mim, pelo menos eu não senti diferença); por isso nem avanços nem recuos se fizeram sentir com esta elevação de estatuto.Quanto ao que ainda faz falta, acho que o que ressalta mais a vista de todos, será mesmo um espaço verde onde se possam realizar várias actividades (caminhar, andar de bicicleta, jogar futebol...)e passar umas boas tardes.

E.R. (Pedreira)
Texto enviado por e-mail

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DESCALÇO 2008 | FELGUEIRAS

Para mais informação clique no cartaz

quarta-feira, 9 de julho de 2008

CONVÍVIO DA VILA DA LONGRA


Realizou-se, no passado domingo (06 de Julho de 2008), mais um churrasco da Vila da Longra, organizado pelas juntas de freguesia que compõem a Vila em conjunto com a Associação da CPL.

Este evento realizou-se na “Quinta do Passal” e juntou mais de 3 centenas de pessoas num convívio, onde foi servido o tradicional churrasco misto (frango, entrecosto…), acompanhado com saladas e arroz, já ao fim da tarde e depois de servido o caldo verde, foi a vez do bolo de aniversário e de cantar os parabéns à Vila, assinalando-se assim, o 5º aniversário da Vila da Longra.

É de notar, que a iniciativa de juntar a população não se resumiu apenas ao convívio/churrasco. É que ao pensar também no bem-estar da população, a organização em colaboração da Associação de Cicloturistas de Felgueiras, proporcionaram também a já tradicional prova de cicloturismo. Eram perto de meia centena os participantes, sendo muitos os jovens que quiseram marcar presença nesta iniciativa, que este ano também viu seu percurso renovado.

terça-feira, 8 de julho de 2008

BODAS DE PRATA SACERDOTAIS DO PADRE ABÍLIO BARBOSA | FELGUEIRAS


Nota à Comunicação Social

Por ocasião da comemoração das Bodas de Prata Sacerdotais do Padre Abílio Barbosa, as Paróquias de Santa Maria de Airães, Santa Marinha da Pedreira e São Jorge de Várzea propõem-se realizar, no próximo domingo, dia 13 de Julho, um Programa Festivo de Celebração, de louvor e acção de graças pela efeméride.

Assim, às 11H, celebrar-se-á uma Eucaristia Solene, na Igreja de Várzea, seguida de um almoço convívio, que reunirá amigos, familiares e paroquianos.

O Padre Abílio Barbosa tem desenvolvido importante obra paroquial, social e cultural, nestes seus 25 anos de sacerdócio, quase todos vividos em Felgueiras, em especial nas paróquias da Pedreira e de Várzea (desde Janeiro de 1984), a que muito recentemente se juntou a paróquia de Airães.

Num passado recente teve também a responsabilidade da paroquialidade das freguesias de Rande, Sernande e Refontoura.

Toda a sua acção pastoral, pontuada por significativas melhorias de condições de infra-estruturas paroquiais, tem, contudo, como principal timbre, a preocupação de alicerçar e reforçar as vivências comunitárias em Igreja, numa contínua inquietação por um crescimento em comunhão dos seus paroquianos, sedimentado numa entrega devota à Fé.

Natural de Paços de Ferreira, ingressou no Seminário Menor do Bom Pastor (Ermesinde) em 1970, tendo sido ordenado Sacerdote a 10 de Julho de 1983, por D. Júlio Tavares Rebimbas, na Sé Catedral do Porto.

A Comissão Organizadora aproveita a oportunidade para convidar todos os interessados a associarem-se a este tributo inter-paroquial.


Contacto para mais informações: 919716146
(Sr. Fernando, do Conselho Paroquial de Pastoral de Várzea)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

EXCELENTE NOITE DE FOLCLORE NA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS



Teve lugar, no passado dia 5 de Julho, o 12º Festival de Folclore da Vila da Longra, organizado pelo Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra. Este, contou para além do rancho anfitrião de mais quatro grupos folclóricos convidados:


· Grupo Infantil e Juvenil Danças e Cantares Ribatejanos (Santarém);
· Rancho Folclórico e Cultural das Lavradeiras de S. Pedro do Vale (A. Valdevez);
· Rancho Infantil da Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia (Maia); e
· Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Santo Estêvão de Briteiros (Guimarães).

Depois da recepção aos ranchos, na Junta de Freguesia de Rande, realizou-se, no Restaurante Juventude, o jantar-convívio.
Já por volta das 21h00, deu-se início ao tradicional desfile etnográfico, desde do restaurante até à Casa do Povo, lugar onde de seguida se deu início ao Festival de Folclore. Este começou com a entrega de lembranças, apanágio destes encontros culturais, seguindo-se as actuações dos respectivos grupos.

Assim, quem veio à Vila da Longra, mais propriamente à Casa do Povo, teve oportunidade de assistir a uma excelente noite de folclore. Proporcionando muita alegria, transportada por toda esta boa gente do folclore, que trabalham para que eventos desta natureza continuem a realizar-se na nossa terra, para bem da nossa cultura.

terça-feira, 1 de julho de 2008

COMEMORAÇÃO ANIVERSÁRIA DA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS

Como integrante no tempo de sensibilidade da região, ocorre presentemente, no calendário deste início de verão, mais um ciclo comemorativo da elevação da Longra a vila. Algo que, através de algumas realizações, ao longo de alguns dias, traz à lembrança esse acontecimento registado há já cinco anos.


Espaço na primeira página da edição de 04-07-2003 do jornal Semanário de Felgueiras, em cujas páginas centrais foi dedicado um suplemento sobre a nova realidade… da Longra já vila.

Este ano, na passagem de tal data histórica, o dia próprio, curiosamente, coincide numa terça-feira também como há precisamente cinco anos. Facto que mereceria um especial acto para assinalar o respectivo aniversário, pelo menos na senda do que foi feito nos primeiros anos, fazendo parte do programa festivo uma sessão solene alusiva no abrir das comemorações e como cabeça de cartaz. Como, até, uma exposição documental ilustrativa, aberta ao público, por exemplo (tal como ainda há um ano foi sugerido pelo autor destas notas, com disponibilidade para empréstimo de material alusivo, porém sem resposta de interesse até ao presente)… Mesmo porque um festejo do género, como quando algo ou alguém faz anos, ao que se diz em gíria popular, deve ter sinal maior no dia correspondente.

Sendo naturalmente a Vila da Longra de todos a quem diz respeito e quantos que com seu sentimento se identificam, importa, contudo, que com mais ou menos solenidade, sendo ou não dada importância ao passado, dentro do imaginário colectivo continua a ser lembrada a data, desde que aconteceu a feliz ocorrência, mantendo-se sentido desta já tradição anual na identidade local.

Feira (antiga) da Longra, no baldio do Sambeito – que durou desde meados do séc. XIX até à segunda década do séc. XX. = Foto integrante do livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras =

Aspecto da Longra em tempo da antiga festa anual do S. João, num pormenor visual do local junto ao também antigo colégio (onde mais tarde funcionou a farmácia do Arrochela e sucessores Dr. Abreu, Manuel Abreu, etc. e actualmente está a IMO) = foto pertencente ao livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras =

Largo da Longra – Aspecto do centro da antiga povoação, na década dos anos 40 – séc. XX (foto integrante dos livros: “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, ed. 1997; e “Elevação da Longra a Vila”, ed. 2003)


Largo da Longra – vista da sua fisionomia em finais da década dos anos 60, ainda com o emblemático pinheiro (depois derrubado em 1982), no triângulo de confluência das estradas, também com a delimitação central conforme existiu durante grande parte do séc. XX, numa visão para a casa da antiga Loja da Ramadinha. (Foto integrante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”).


Está pois de parabéns, por conseguinte, a Longra, localidade que congrega amplos sentimentos, como terra de afectos comuns. A actual vila, cujo centro urbano era antiga povoação representativa de identidade comum da região envolvente.


Aliás, conforme se apercebe por documentação antiga e reportagens publicistas, a Longra em épocas passadas era deveras desenvolvida, merecendo já o estatuto que foi sendo adiado, ao longo de anos. Das localidades em volta, nesses tempos de antanho, não era qualquer terra que tinha, como a Longra já possuía, uma feira, um colégio-externato, fábricas industriais, estação ferroviária (do famoso comboio do vale do Sousa), comércio abundante, casas de pasto (como antes se chamava a estabelecimentos de restauração), estação de correio, associações culturais e recreativas, um jornal local, mais Casa do Povo, Assembleia social, recintos desportivos, equipas de futebol e basquetebol, grupos de teatro e até uma tuna musical, lojas de vinhos e petiscos, etc., etc.

Como tal, sabendo-se que a elevação a vila foi aspiração antiga, como entretanto foi e está historiado, apraz recordar algo do passado, sem recuar mais aos tempos anteriores, mas simplesmente ao dia efectivo e seguintes, dos mais sentidos festejos acontecidos, da elevação da Longra a vila.


Tarde de terça-feira dia um de Julho de 2003, em Lisboa – Sala do Parlamento, durante a sessão da Assembleia da República em que foi aprovada a elevação da Longra a vila. Em cujos varandins (de um dos quais foi captada esta imagem inesquecível) estavam a assistir diversas pessoas da Longra e os corações mais entusiastas e interessados bateram forte nesse momento...


01-7.2003 - Sala do Senado, no edifício da A. R., onde ficaram a assistir, por imagem de circuito interno, os que não couberam nos espaços públicos do hemiciclo principal…


01-07-2003 - Depois da certeza da aprovação da Vila da Longra: Pose de conjunto do grupo de Longrinos, em frente à Assembleia da República.


Recordação da viagem a Lisboa, para presenciar a aprovação da vila… Panfleto com as rubricas autógrafas dos passageiros, assinadas com o autocarro em andamento, no regresso e enquanto eram cantadas canções dedicadas à Longra…!


Ora, há cinco anos, aconteceu, finalmente, o momento mais esperado – no primeiro dia de Julho de 2003.
O que, então, encheu as medidas emocionais logo em plenos varandins das alas públicas da Assembleia Nacional, como também na Sala do Senado, em pleno Palácio de S. Bento, em Lisboa … onde, nesse 1 de Julho, esteve representação da população da Longra, ida propositadamente em excursão levada a cabo pela Junta de Freguesia de Rande, num autocarro patrocinado pela Distrital do PSD-Porto, sob direcção do Presidente da JFR, Vítor Pedro Ribeiro, mais restantes elementos da respectiva equipa da autarquia local, Carlos Faria e César Ferreira, respectivamente secretário e tesoureiro da Junta da freguesia. E em cuja embaixada estiveram também presentes como convidados o Pároco de Rande e Sernande, Padre Manuel Joaquim Ferreira, o Presidente da Junta de Sernande, António Costa, o presidente da Assembleia de Sernande, Eugénio Costa, o presidente da Junta da Pedreira, Fernando Moreira, o Presidente da Assembleia da Pedreira, Joaquim Santos, o Presidente da Junta de Varziela, Jaime Pereira, o Presidente da Assembleia de Rande, António (Neca) Ferreira, além dos outros representantes da Assembleia de Freguesia de Rande, mais dirigentes e agentes associativos locais (entre os quais o autor do texto que serviu de base à dita aprovação e também destas linhas), um locutor da Rádio Felgueiras e jornalista do Semanário de Felgueiras, Pedro Alves, como o também então elemento directivo da RF e convicto Longrino Abílio Pedro Teixeira, entre os cerca de cinquenta “excursionistas” interessados, entre os quais inclusive, a nível particular, um representante (Cláudio Teixeira) de grupos da freguesia do Unhão. Sinal de que, entre outros exemplos, havia gente no Unhão com diferente ponto de vista da sua Junta (cuja posição foi do conhecimento público)...


Crónica evocativa…


Exemplos de missivas correspondentes, recebidas, a propósito da causa da elevação da Vila da Longra.


Entretanto, entre a grande maioria da gente que ficou na terra, mal foi conhecida a notícia, através sobretudo da imediata reportagem da Rádio Felgueiras, começaram a fazer-se ouvir altifalantes instalados na Casa do Povo, com música de ambiente, mediante pessoa que ficara expressamente com essa incumbência, tendo alastrado o interesse ao ponto de, pouco depois, conforme ficara antecipadamente também combinado, terem aparecido tocadores de bombos, sob cujo toque surgiram manifestações espontâneas de derivado ajunto popular crescente.

Dessa memorável jornada se deu conta em notas e imagens publicadas em livro, surgido poucos dias depois, onde se pôde narrar “à pressa” que: «O que se viveu lá, naquele dia, não será fácil descrever, assim do pé para a mão, só mesmo quem sentiu tudo aquilo o pode recordar na retina íntima. Fica na memória tudo o que foi vivido nesse dia, quer na viagem, durante a propositada estada na capital política do país, inclusive com a junção de Longrinos ali residentes que apareceram a conviver; como no regresso e, especialmente, na chegada à Longra pela noite dentro, onde os foguetes ribombaram como haviam estremecido de tarde os sentimentos...»


Faixa de boas-vindas, de imediato colocada a preceito, numa varanda junto ao Largo da Longra, conforme assim foi recebida a embaixada da terra logo à chegada, na noite de 1 para 2 de Julho. A qual depois foi transferida para a via pública e se manteve sobre a estrada durante algum tempo.


Instantâneo fotográfico da sessão de fogo-de-artifício, no Largo da Longra, a comemorar a ascensão da Longra, na noite de quarta-feira, dia 2 de Julho de 2003.


Bolo da festa comemorativa, distribuído por todos no final do espectáculo da noite de 4 de Julho/2003, na Casa do Povo da Longra.


Entretanto, tendo a comitiva bairrista, que fora a Lisboa, chegado ao Largo da Longra já por volta das duas horas e tal da madrugada, havendo mesmo assim sido lançados foguetes na Longra (onde até já estava colocada uma faixa alusiva, numa varanda), foi então decidido fazer-se os devidos festejos com a maior dose de foguetório no dia seguinte. Pelo que, no dia 2, quarta-feira, houve arraial popular no Largo da Longra, que meteu champanhe e distribuição de bolo na rua, culminando a noite com majestoso lançamento de foguetes de iluminação e fogo preso (com significativa soma angariada por subscrição pública, em peditório efectuado por Adalberto Ferreira).

Curiosamente na noite dessa festa popular do Largo notou-se, nesse centro que é o coração da localidade, a falta de um espaço onde o povo se possa juntar sem impedir a circulação do trânsito, depois que desapareceu o espaço central, substituído por pequena estrutura de cimento – vindo à baila velho anseio dos antigos bairristas da ancestral Associação Pró-Longra (a «compra do terreno lateral à Assembleia» antiga e actual quintal da casa do talho, para, com consequente desterro, ser possível construção de uma praça de lazer).

Cartaz de anúncio à festa programada com antecedência…


Cenário do palco (adaptado de anterior serviço no Festival de Folclore, então já com nova faixa alusiva), no espectáculo festivo da elevação da Longra, no salão da Casa do Povo.


Chegado o fim-de-semana, na noite de sexta-feira, dia 4, teve lugar uma festa organizada, mediante espectáculo, na Casa do Povo, onde desfilaram representações das quatro freguesias com área integrante da vila e foram entoadas canções e fados com letras dedicadas à Vila da Longra. Acontecendo aí, de surpresa para a maioria da população, a apresentação de livro alusivo (“Elevação da Longra a Vila”, por iniciativa própria do mesmo cunho deste texto e em edição de autor), que logo esgotou, antes mesmo do encerramento festivo em que foi distribuído bolo e servido champanhe pelos presentes que superlotaram a sala de espectáculos da Associação Casa do Povo da Longra, perante momentos de efusiva emoção e manifestações de regozijo.


Recortes de reportagens na imprensa concelhia.


Foi na verdade apoteótica a vivência desse acontecimento, nas diversas facetas concretizadas, incluindo a apresentação do livro alusivo que, sem qualquer promoção prévia, pela intenção de actualidade momentânea (numa tiragem limitada de 100 exemplares) resultou plenamente, premiando-se com tal edição os interessados que dizem sempre presente no que toca aos interesses locais.


Nessa ocasião foi colocada sobre a estrada principal, em frente ao Café Longra, uma apropriada faixa a dar boas vindas à vila da Longra, provisoriamente, enquanto se ficou à espera de colocação de placas indicativas da nova e actual categoria da Longra.


Festa da comemoração do 1º aniversário da vila – corte do bolo, no convívio realizado na mata da Quinta, em Rande.


2004 - No 1º aniversário da Vila da Longra – começo, no Largo da Longra, do 1º circuito de cicloturismo pela área da vila.


2004 – Realização da 1ª Feira da Vila da Longra, em recreação da antiga, com a finalidade de promoção a produtos e potencialidades locais, da área da vila: Dois instantâneos referentes ao sucesso dessa pioneira organização.


Passado tudo isso, importa focar o que ficou a valer através da parte burocrática, da qual, para a História, se enumera relação dos passos e ocorrências mais importantes:
Depois dos antecedentes que permitiram a oficialização do anseio, com entrada da documentação na Assembleia da República (A.R.), o processo culminou com a aprovação no Plenário Nacional no dia 1 de Julho de 2003. Tendo então sido atribuído o n.º 108 / IX ao Decreto oficial respectivo, assinado pelo Presidente da A.R. João Bosco Mota Amaral, pelo qual a mesma A R, nos termos da alínea c) do art.º 161.º da Constituição, decretou para valer como lei geral da República o artigo único: «A povoação da Longra, no concelho de Felgueiras, é elevada à categoria de vila».

Passados dias, após promulgação presidencial, assinada pelo Presidente da República Jorge Sampaio em 31 de Julho, e referendada a Lei com assinatura do Primeiro-Ministro José Manuel Durão Barroso a 8 de Agosto, seguiu-se por fim a publicação do Decreto-lei referido no Diário da República n.º 196 / 2003 da Série I-A, de 26 de Agosto, como Lei n.º 95 / 2003 - ficando oficializada a Vila da Longra, do concelho de Felgueiras e distrito do Porto.


O que se seguiu, nos anos imediatos, ainda carece de fermentar no tempo para uma historiografia completa. Contudo, do que entretanto teve tratamento publicista, a história vai sendo feita nas ocorrências da existência pública da Vila da Longra, por via da cronologia de factos salientes, entre o que tem sido patente no conhecimento público e ainda, extensivamente, em informação documental nas notícias e crónicas que de permeio tiveram já espaço nos jornais concelhios e nacionais, em suma pelo que tem acontecido.

© ARMANDO PINTO
Bibliografia: livros “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, ed. 1997, e “Elevação da Longra a Vila”, Jul. de 2003; mais artigos diversos no jornal Semanário de Felgueiras. ©

segunda-feira, 30 de junho de 2008

CORTEJO DAS FLORES | FELGUEIRAS


Milhares de pessoas assistiram na manhã de ontem ao tradicional cortejo das flores, momento alto das Festas de S. Pedro.

No cortejo, que partiu do centro da cidade até ao monte de Santa Quitéria, participaram centenas de pessoas, de várias freguesias do concelho, trajadas com vestes tradicionais, cantando e tocando músicas dedicadas a S. Pedro e a Santa Quitéria.Como tem acontecido em anos anteriores, a Vila da Longra esteve presente.

Este ano, coube as freguesias de Rande e Sernande, organizadas através do Rancho Infantil e Juvenil da casa do povo da Longra e a junta de Sernande, representar a nossa terra.

domingo, 29 de junho de 2008

GALINHA PRETA... | RANDE - FELGUEIRAS


Passado cerca de um mês, o cemitério de Rande volta a ser palco de rituais estranhos. Desta vez foi junto ao portão, na parte exterior do cemitério, que realizaram mais um ritual um pouco ao quanto esquisito. Foi encontrado no local uma galinha preta, morta e com sangue por ali espalhado, bem como, um alguidar, cigarrilhas, entre outro objectos.

Os actos terão acontecido este fim-de-semana (na noite de sexta para sábado), pois tal cenário foi visto na manhã de sábado, por pessoas que se deslocavam ao cemitério para visitar seus entes queridos. Assim o presidente da junta chamou ao local a GNR, para esta tomar conta da ocorrência.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

S. JOÃO ANIMOU SERNANDE | FELGUEIRAS


Sernande esteve em destaque no passado fim-de-semana, na qual a Festa em honra de S. João animou aquela freguesia.

Esta festa contou com um programa alargado, no sábado o Grupo “Nova Força” animou algumas centenas de foliões que ao som da música não deixaram de tirar dois pézinhos de dança, no final uma magnífica sessão de fogo de artifício.

No Domingo, o Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo subiu ao palco, e depois de interpretar várias modas tradicionais, foi a vez da Tuna Académica de Enfermagem de Vila Real mostrar seus dotes, proporcionando assim mais uns momentos de diversão aos presentes.

Na terça, num programa mais religioso, celebrou-se a missa solene em honra do padroeiro, S. João Baptista, seguindo-se a procissão que contou com cerca de sete andores e muitos figurantes. Esta festa foi encerrada com uma sessão de fogo de artifício.

Para terminar, uma palavra de apreço à organização (Comissão Fabriqueira) que, com muito trabalho e dedicação (mas não entrando em grandes euforias), juntaram o útil ao agradável, e mantendo a tradição conseguiram um saldo positivo (que será aplicado em futura obra na paróquia).

quarta-feira, 25 de junho de 2008

COMEMORAÇÕES DO V ANIVERSÁRIO DA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS



Como vemos será um mês repleto de actividades, o que marcará o quinto ano da elevação de Longra a vila. Sendo que algumas da actividade estão integradas neste programa, em virtude das datas destas coincidirem com o aniversário da Vila (como é o caso do festival de folclore, e da noite de teatro).

Deste programa, lamentamos o facto de no dia 1 (o verdadeiro dia do aniversário) não estar nada programado. Achamos que bastava uma simples sessão solene ou até mesmo antecipar o debate, para assim não deixar este importante dia de fora das comemorações.

É com bom grado que vemos as entidades voltarem a organizar o Churrasco da vila, após ter, no ano passado, desistido do convívio por não ter os devidos “resultados” (isto é pouca aderência).

Aproveitamos este post ainda para relembrar que também já fizeram parte destas comemorações, o Festival da Juventude, que se realizou duas vezes, mas que por também não ter os resultados esperados foi esquecido por parte das entidades deste vila (mesmo depois de no ano passado o evento ser esperado pelos jovens da terra), tentando agora a organização, compensar o perdido com a noite musical.

Assim já que o assunto é os cincos anos que Longra passou a Vila, vimos aqui lançar um desafio a todos: populações e entidades da vila, a deixar
-nos sua opinião em
blog.viladalongra@gmail.com sobre “avanços/benefícios sentidos, da elevação de Longra a Vila, bem como o que ainda faz falta à Vila”.

Ao mesmo tempo, colocamos algumas questões sobre o que pensa da Vila da Longra, para que os nossos leitores possam responder a este pequeno inquérito.
Este inquérito começa hoje, 25 Junho, prolongando-se até ao dia 21 de Julho.

terça-feira, 24 de junho de 2008

E LÁ SE CUMPRIU A TRADIÇÃO…

Reza a tradição que na véspera de S. João e S. Pedro, os rapazes cá da terra, geralmente em grupo se juntam á noite para "roubarem" vasos, carroças... entre outros objectos, com o intuito de enfeitar o largo da Longra.

Esta é uma tradição, que apesar de engraçada, tem vindo a perder o fulgor de outros tempos