terça-feira, 1 de julho de 2008

COMEMORAÇÃO ANIVERSÁRIA DA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS

Como integrante no tempo de sensibilidade da região, ocorre presentemente, no calendário deste início de verão, mais um ciclo comemorativo da elevação da Longra a vila. Algo que, através de algumas realizações, ao longo de alguns dias, traz à lembrança esse acontecimento registado há já cinco anos.


Espaço na primeira página da edição de 04-07-2003 do jornal Semanário de Felgueiras, em cujas páginas centrais foi dedicado um suplemento sobre a nova realidade… da Longra já vila.

Este ano, na passagem de tal data histórica, o dia próprio, curiosamente, coincide numa terça-feira também como há precisamente cinco anos. Facto que mereceria um especial acto para assinalar o respectivo aniversário, pelo menos na senda do que foi feito nos primeiros anos, fazendo parte do programa festivo uma sessão solene alusiva no abrir das comemorações e como cabeça de cartaz. Como, até, uma exposição documental ilustrativa, aberta ao público, por exemplo (tal como ainda há um ano foi sugerido pelo autor destas notas, com disponibilidade para empréstimo de material alusivo, porém sem resposta de interesse até ao presente)… Mesmo porque um festejo do género, como quando algo ou alguém faz anos, ao que se diz em gíria popular, deve ter sinal maior no dia correspondente.

Sendo naturalmente a Vila da Longra de todos a quem diz respeito e quantos que com seu sentimento se identificam, importa, contudo, que com mais ou menos solenidade, sendo ou não dada importância ao passado, dentro do imaginário colectivo continua a ser lembrada a data, desde que aconteceu a feliz ocorrência, mantendo-se sentido desta já tradição anual na identidade local.

Feira (antiga) da Longra, no baldio do Sambeito – que durou desde meados do séc. XIX até à segunda década do séc. XX. = Foto integrante do livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras =

Aspecto da Longra em tempo da antiga festa anual do S. João, num pormenor visual do local junto ao também antigo colégio (onde mais tarde funcionou a farmácia do Arrochela e sucessores Dr. Abreu, Manuel Abreu, etc. e actualmente está a IMO) = foto pertencente ao livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras =

Largo da Longra – Aspecto do centro da antiga povoação, na década dos anos 40 – séc. XX (foto integrante dos livros: “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, ed. 1997; e “Elevação da Longra a Vila”, ed. 2003)


Largo da Longra – vista da sua fisionomia em finais da década dos anos 60, ainda com o emblemático pinheiro (depois derrubado em 1982), no triângulo de confluência das estradas, também com a delimitação central conforme existiu durante grande parte do séc. XX, numa visão para a casa da antiga Loja da Ramadinha. (Foto integrante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”).


Está pois de parabéns, por conseguinte, a Longra, localidade que congrega amplos sentimentos, como terra de afectos comuns. A actual vila, cujo centro urbano era antiga povoação representativa de identidade comum da região envolvente.


Aliás, conforme se apercebe por documentação antiga e reportagens publicistas, a Longra em épocas passadas era deveras desenvolvida, merecendo já o estatuto que foi sendo adiado, ao longo de anos. Das localidades em volta, nesses tempos de antanho, não era qualquer terra que tinha, como a Longra já possuía, uma feira, um colégio-externato, fábricas industriais, estação ferroviária (do famoso comboio do vale do Sousa), comércio abundante, casas de pasto (como antes se chamava a estabelecimentos de restauração), estação de correio, associações culturais e recreativas, um jornal local, mais Casa do Povo, Assembleia social, recintos desportivos, equipas de futebol e basquetebol, grupos de teatro e até uma tuna musical, lojas de vinhos e petiscos, etc., etc.

Como tal, sabendo-se que a elevação a vila foi aspiração antiga, como entretanto foi e está historiado, apraz recordar algo do passado, sem recuar mais aos tempos anteriores, mas simplesmente ao dia efectivo e seguintes, dos mais sentidos festejos acontecidos, da elevação da Longra a vila.


Tarde de terça-feira dia um de Julho de 2003, em Lisboa – Sala do Parlamento, durante a sessão da Assembleia da República em que foi aprovada a elevação da Longra a vila. Em cujos varandins (de um dos quais foi captada esta imagem inesquecível) estavam a assistir diversas pessoas da Longra e os corações mais entusiastas e interessados bateram forte nesse momento...


01-7.2003 - Sala do Senado, no edifício da A. R., onde ficaram a assistir, por imagem de circuito interno, os que não couberam nos espaços públicos do hemiciclo principal…


01-07-2003 - Depois da certeza da aprovação da Vila da Longra: Pose de conjunto do grupo de Longrinos, em frente à Assembleia da República.


Recordação da viagem a Lisboa, para presenciar a aprovação da vila… Panfleto com as rubricas autógrafas dos passageiros, assinadas com o autocarro em andamento, no regresso e enquanto eram cantadas canções dedicadas à Longra…!


Ora, há cinco anos, aconteceu, finalmente, o momento mais esperado – no primeiro dia de Julho de 2003.
O que, então, encheu as medidas emocionais logo em plenos varandins das alas públicas da Assembleia Nacional, como também na Sala do Senado, em pleno Palácio de S. Bento, em Lisboa … onde, nesse 1 de Julho, esteve representação da população da Longra, ida propositadamente em excursão levada a cabo pela Junta de Freguesia de Rande, num autocarro patrocinado pela Distrital do PSD-Porto, sob direcção do Presidente da JFR, Vítor Pedro Ribeiro, mais restantes elementos da respectiva equipa da autarquia local, Carlos Faria e César Ferreira, respectivamente secretário e tesoureiro da Junta da freguesia. E em cuja embaixada estiveram também presentes como convidados o Pároco de Rande e Sernande, Padre Manuel Joaquim Ferreira, o Presidente da Junta de Sernande, António Costa, o presidente da Assembleia de Sernande, Eugénio Costa, o presidente da Junta da Pedreira, Fernando Moreira, o Presidente da Assembleia da Pedreira, Joaquim Santos, o Presidente da Junta de Varziela, Jaime Pereira, o Presidente da Assembleia de Rande, António (Neca) Ferreira, além dos outros representantes da Assembleia de Freguesia de Rande, mais dirigentes e agentes associativos locais (entre os quais o autor do texto que serviu de base à dita aprovação e também destas linhas), um locutor da Rádio Felgueiras e jornalista do Semanário de Felgueiras, Pedro Alves, como o também então elemento directivo da RF e convicto Longrino Abílio Pedro Teixeira, entre os cerca de cinquenta “excursionistas” interessados, entre os quais inclusive, a nível particular, um representante (Cláudio Teixeira) de grupos da freguesia do Unhão. Sinal de que, entre outros exemplos, havia gente no Unhão com diferente ponto de vista da sua Junta (cuja posição foi do conhecimento público)...


Crónica evocativa…


Exemplos de missivas correspondentes, recebidas, a propósito da causa da elevação da Vila da Longra.


Entretanto, entre a grande maioria da gente que ficou na terra, mal foi conhecida a notícia, através sobretudo da imediata reportagem da Rádio Felgueiras, começaram a fazer-se ouvir altifalantes instalados na Casa do Povo, com música de ambiente, mediante pessoa que ficara expressamente com essa incumbência, tendo alastrado o interesse ao ponto de, pouco depois, conforme ficara antecipadamente também combinado, terem aparecido tocadores de bombos, sob cujo toque surgiram manifestações espontâneas de derivado ajunto popular crescente.

Dessa memorável jornada se deu conta em notas e imagens publicadas em livro, surgido poucos dias depois, onde se pôde narrar “à pressa” que: «O que se viveu lá, naquele dia, não será fácil descrever, assim do pé para a mão, só mesmo quem sentiu tudo aquilo o pode recordar na retina íntima. Fica na memória tudo o que foi vivido nesse dia, quer na viagem, durante a propositada estada na capital política do país, inclusive com a junção de Longrinos ali residentes que apareceram a conviver; como no regresso e, especialmente, na chegada à Longra pela noite dentro, onde os foguetes ribombaram como haviam estremecido de tarde os sentimentos...»


Faixa de boas-vindas, de imediato colocada a preceito, numa varanda junto ao Largo da Longra, conforme assim foi recebida a embaixada da terra logo à chegada, na noite de 1 para 2 de Julho. A qual depois foi transferida para a via pública e se manteve sobre a estrada durante algum tempo.


Instantâneo fotográfico da sessão de fogo-de-artifício, no Largo da Longra, a comemorar a ascensão da Longra, na noite de quarta-feira, dia 2 de Julho de 2003.


Bolo da festa comemorativa, distribuído por todos no final do espectáculo da noite de 4 de Julho/2003, na Casa do Povo da Longra.


Entretanto, tendo a comitiva bairrista, que fora a Lisboa, chegado ao Largo da Longra já por volta das duas horas e tal da madrugada, havendo mesmo assim sido lançados foguetes na Longra (onde até já estava colocada uma faixa alusiva, numa varanda), foi então decidido fazer-se os devidos festejos com a maior dose de foguetório no dia seguinte. Pelo que, no dia 2, quarta-feira, houve arraial popular no Largo da Longra, que meteu champanhe e distribuição de bolo na rua, culminando a noite com majestoso lançamento de foguetes de iluminação e fogo preso (com significativa soma angariada por subscrição pública, em peditório efectuado por Adalberto Ferreira).

Curiosamente na noite dessa festa popular do Largo notou-se, nesse centro que é o coração da localidade, a falta de um espaço onde o povo se possa juntar sem impedir a circulação do trânsito, depois que desapareceu o espaço central, substituído por pequena estrutura de cimento – vindo à baila velho anseio dos antigos bairristas da ancestral Associação Pró-Longra (a «compra do terreno lateral à Assembleia» antiga e actual quintal da casa do talho, para, com consequente desterro, ser possível construção de uma praça de lazer).

Cartaz de anúncio à festa programada com antecedência…


Cenário do palco (adaptado de anterior serviço no Festival de Folclore, então já com nova faixa alusiva), no espectáculo festivo da elevação da Longra, no salão da Casa do Povo.


Chegado o fim-de-semana, na noite de sexta-feira, dia 4, teve lugar uma festa organizada, mediante espectáculo, na Casa do Povo, onde desfilaram representações das quatro freguesias com área integrante da vila e foram entoadas canções e fados com letras dedicadas à Vila da Longra. Acontecendo aí, de surpresa para a maioria da população, a apresentação de livro alusivo (“Elevação da Longra a Vila”, por iniciativa própria do mesmo cunho deste texto e em edição de autor), que logo esgotou, antes mesmo do encerramento festivo em que foi distribuído bolo e servido champanhe pelos presentes que superlotaram a sala de espectáculos da Associação Casa do Povo da Longra, perante momentos de efusiva emoção e manifestações de regozijo.


Recortes de reportagens na imprensa concelhia.


Foi na verdade apoteótica a vivência desse acontecimento, nas diversas facetas concretizadas, incluindo a apresentação do livro alusivo que, sem qualquer promoção prévia, pela intenção de actualidade momentânea (numa tiragem limitada de 100 exemplares) resultou plenamente, premiando-se com tal edição os interessados que dizem sempre presente no que toca aos interesses locais.


Nessa ocasião foi colocada sobre a estrada principal, em frente ao Café Longra, uma apropriada faixa a dar boas vindas à vila da Longra, provisoriamente, enquanto se ficou à espera de colocação de placas indicativas da nova e actual categoria da Longra.


Festa da comemoração do 1º aniversário da vila – corte do bolo, no convívio realizado na mata da Quinta, em Rande.


2004 - No 1º aniversário da Vila da Longra – começo, no Largo da Longra, do 1º circuito de cicloturismo pela área da vila.


2004 – Realização da 1ª Feira da Vila da Longra, em recreação da antiga, com a finalidade de promoção a produtos e potencialidades locais, da área da vila: Dois instantâneos referentes ao sucesso dessa pioneira organização.


Passado tudo isso, importa focar o que ficou a valer através da parte burocrática, da qual, para a História, se enumera relação dos passos e ocorrências mais importantes:
Depois dos antecedentes que permitiram a oficialização do anseio, com entrada da documentação na Assembleia da República (A.R.), o processo culminou com a aprovação no Plenário Nacional no dia 1 de Julho de 2003. Tendo então sido atribuído o n.º 108 / IX ao Decreto oficial respectivo, assinado pelo Presidente da A.R. João Bosco Mota Amaral, pelo qual a mesma A R, nos termos da alínea c) do art.º 161.º da Constituição, decretou para valer como lei geral da República o artigo único: «A povoação da Longra, no concelho de Felgueiras, é elevada à categoria de vila».

Passados dias, após promulgação presidencial, assinada pelo Presidente da República Jorge Sampaio em 31 de Julho, e referendada a Lei com assinatura do Primeiro-Ministro José Manuel Durão Barroso a 8 de Agosto, seguiu-se por fim a publicação do Decreto-lei referido no Diário da República n.º 196 / 2003 da Série I-A, de 26 de Agosto, como Lei n.º 95 / 2003 - ficando oficializada a Vila da Longra, do concelho de Felgueiras e distrito do Porto.


O que se seguiu, nos anos imediatos, ainda carece de fermentar no tempo para uma historiografia completa. Contudo, do que entretanto teve tratamento publicista, a história vai sendo feita nas ocorrências da existência pública da Vila da Longra, por via da cronologia de factos salientes, entre o que tem sido patente no conhecimento público e ainda, extensivamente, em informação documental nas notícias e crónicas que de permeio tiveram já espaço nos jornais concelhios e nacionais, em suma pelo que tem acontecido.

© ARMANDO PINTO
Bibliografia: livros “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, ed. 1997, e “Elevação da Longra a Vila”, Jul. de 2003; mais artigos diversos no jornal Semanário de Felgueiras. ©

segunda-feira, 30 de junho de 2008

CORTEJO DAS FLORES | FELGUEIRAS


Milhares de pessoas assistiram na manhã de ontem ao tradicional cortejo das flores, momento alto das Festas de S. Pedro.

No cortejo, que partiu do centro da cidade até ao monte de Santa Quitéria, participaram centenas de pessoas, de várias freguesias do concelho, trajadas com vestes tradicionais, cantando e tocando músicas dedicadas a S. Pedro e a Santa Quitéria.Como tem acontecido em anos anteriores, a Vila da Longra esteve presente.

Este ano, coube as freguesias de Rande e Sernande, organizadas através do Rancho Infantil e Juvenil da casa do povo da Longra e a junta de Sernande, representar a nossa terra.

domingo, 29 de junho de 2008

GALINHA PRETA... | RANDE - FELGUEIRAS


Passado cerca de um mês, o cemitério de Rande volta a ser palco de rituais estranhos. Desta vez foi junto ao portão, na parte exterior do cemitério, que realizaram mais um ritual um pouco ao quanto esquisito. Foi encontrado no local uma galinha preta, morta e com sangue por ali espalhado, bem como, um alguidar, cigarrilhas, entre outro objectos.

Os actos terão acontecido este fim-de-semana (na noite de sexta para sábado), pois tal cenário foi visto na manhã de sábado, por pessoas que se deslocavam ao cemitério para visitar seus entes queridos. Assim o presidente da junta chamou ao local a GNR, para esta tomar conta da ocorrência.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

S. JOÃO ANIMOU SERNANDE | FELGUEIRAS


Sernande esteve em destaque no passado fim-de-semana, na qual a Festa em honra de S. João animou aquela freguesia.

Esta festa contou com um programa alargado, no sábado o Grupo “Nova Força” animou algumas centenas de foliões que ao som da música não deixaram de tirar dois pézinhos de dança, no final uma magnífica sessão de fogo de artifício.

No Domingo, o Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo subiu ao palco, e depois de interpretar várias modas tradicionais, foi a vez da Tuna Académica de Enfermagem de Vila Real mostrar seus dotes, proporcionando assim mais uns momentos de diversão aos presentes.

Na terça, num programa mais religioso, celebrou-se a missa solene em honra do padroeiro, S. João Baptista, seguindo-se a procissão que contou com cerca de sete andores e muitos figurantes. Esta festa foi encerrada com uma sessão de fogo de artifício.

Para terminar, uma palavra de apreço à organização (Comissão Fabriqueira) que, com muito trabalho e dedicação (mas não entrando em grandes euforias), juntaram o útil ao agradável, e mantendo a tradição conseguiram um saldo positivo (que será aplicado em futura obra na paróquia).

quarta-feira, 25 de junho de 2008

COMEMORAÇÕES DO V ANIVERSÁRIO DA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS



Como vemos será um mês repleto de actividades, o que marcará o quinto ano da elevação de Longra a vila. Sendo que algumas da actividade estão integradas neste programa, em virtude das datas destas coincidirem com o aniversário da Vila (como é o caso do festival de folclore, e da noite de teatro).

Deste programa, lamentamos o facto de no dia 1 (o verdadeiro dia do aniversário) não estar nada programado. Achamos que bastava uma simples sessão solene ou até mesmo antecipar o debate, para assim não deixar este importante dia de fora das comemorações.

É com bom grado que vemos as entidades voltarem a organizar o Churrasco da vila, após ter, no ano passado, desistido do convívio por não ter os devidos “resultados” (isto é pouca aderência).

Aproveitamos este post ainda para relembrar que também já fizeram parte destas comemorações, o Festival da Juventude, que se realizou duas vezes, mas que por também não ter os resultados esperados foi esquecido por parte das entidades deste vila (mesmo depois de no ano passado o evento ser esperado pelos jovens da terra), tentando agora a organização, compensar o perdido com a noite musical.

Assim já que o assunto é os cincos anos que Longra passou a Vila, vimos aqui lançar um desafio a todos: populações e entidades da vila, a deixar
-nos sua opinião em
blog.viladalongra@gmail.com sobre “avanços/benefícios sentidos, da elevação de Longra a Vila, bem como o que ainda faz falta à Vila”.

Ao mesmo tempo, colocamos algumas questões sobre o que pensa da Vila da Longra, para que os nossos leitores possam responder a este pequeno inquérito.
Este inquérito começa hoje, 25 Junho, prolongando-se até ao dia 21 de Julho.

terça-feira, 24 de junho de 2008

E LÁ SE CUMPRIU A TRADIÇÃO…

Reza a tradição que na véspera de S. João e S. Pedro, os rapazes cá da terra, geralmente em grupo se juntam á noite para "roubarem" vasos, carroças... entre outros objectos, com o intuito de enfeitar o largo da Longra.

Esta é uma tradição, que apesar de engraçada, tem vindo a perder o fulgor de outros tempos

quinta-feira, 19 de junho de 2008

XII FESTIVAL DE FOLCLORE DA VILA DA LONGRA | 5 DE JULHO | FELGUEIRAS

O Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, organiza no próximo dia 5 de Julho, o XII Festival de Folclore da Vila da Longra.

Este ano, os ranchos participantes são os seguintes:

Organizador:
-Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra (Felgueiras)

Convidados:
- Grupo Infantil e Juvenil Danças e Cantares Ribatejanos (Santarém)
- Rancho Folclórico e Cultural da Lavradeiras de S. Pedro do Vale (A. Valdevez)
- Rancho Infantil da Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia (Maia)
- Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Santo Estêvão de Briteiros (Guimarães)

Programa:
15H00 – Abertura de exposição pública da sala museu do Rancho na sede da Associação.
16H30 – Concentração dos ranchos convidados junto da Casa do Povo.
17H30 – Recepção aos ranchos na sede da Junta de Freguesia de Rande.
18H30 – Ida para o restaurante (Restaurante Juventude).
20H45 – Início do desfile etnográfico dos ranchos, desde do Restaurante Juventude até à Casa do Povo.
21H00 –XII Festival de Folclore da Vila da Longra, sala de Espectáculos da Casa do Povo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

BODAS DE PRATA DO PADRE ABÍLIO | FELGUEIRAS

SIMPÁTICA SOMA DE 25 ANOS DE SACERDÓCIO

Padre Abílio – Junto ao altar!

Perfaz e celebra-se proximamente, no dia 10 de Julho, a simpática soma de 25 anos de sacerdócio do senhor Padre Abílio Barbosa – actual pároco da Pedreira (e, por conseguinte da área da Vila da Longra), bem como de Várzea e Airães. Facto que leva a que seus paroquianos, sobretudo, tenham preparado a comemoração das chamadas Bodas de Prata, a realizar no domingo mais próximo, dia 13. Associando-nos à respectiva efeméride, por meio de pessoal homenagem escrita, sobre o amigo sr. P.e Abílio, publicamos desta forma uma crónica alusiva ao seu percurso entre nós e do que dele emana, na nossa opinião e do que fez pela região.


Na procissão de uma das freguesias que paroquiou (no caso reportando-se à Festa Paroquial de Rande, na década dos anos 90).


Para o efeito recordamos parte do que, há uns anos já, escrevemos sobre o mesmo sr. P.e Abílio, em crónica no jornal Semanário de Felgueiras (nº de 04-10-2002), actualizando desta feita a cronologia e inerente análise apreciativa, tornando público agora mais algum material que fará parte da História da região…

Aliás, também no referido jornal concelhio recordamos há tempos (S. F. de 07-03-2008) um antigo pároco da Pedreira, e brevemente será vez duma crónica sobre mais dois outros antigos abades da mesma paróquia, um dos quais também de Airães (artigo à espera de oportunidade no mesmo jornal, para publicação futura, que se conta que pelo menos saia no S. F. de 20-06-2008), ao que se ajusta uma linha que o P.e Abílio soube manter e até bem suplantar.


No Compasso de Rande, no ano em que na mesma paróquia, pela primeira vez, houve uma mulher a Juiz da Cruz.


Assim poderia sintetizar-se a ideia subjacente resumindo num título: Apostolado de obra edificada. Mas convirá desenvolver com legítimos predicados, mais. Nem só do passado pode rezar a história ou apenas os desaparecidos com currículo saliente serão merecedores de evocação, ainda que nunca seja excessiva perene gratidão ou justo reconhecimento constante, mais que ficar bem e se recomende, em lembrança a quem mereça. Melhor, deveria ser também em vida que se havia de fazer sempre quaisquer homenagens de preito, pela via de considerações públicas de valores, pois que os ausentes já não vêm como não ouvem quando normalmente há lugar às do peito.


Abril de 1997 – Visita Pastoral a S. Tiago de Rande do Bispo-auxiliar do Porto, D. João Miranda. Entre programa de alguns dias, visita à Casa do Povo da Longra: Recepção ao ilustre visitante, pela Direcção daquela Associação, desse tempo, na companhia do pároco P.e Abílio.


Estas loas escritas assim de supetão querem tão só justificar, se é que isso é necessário, iniciativa de alusão a uma personalidade viva, que Deus queira por muitos e bons anos, enquanto são mais comuns elogios póstumos em casos destes, salvo algumas excepções, quando há quem as possa promover, vincadas de merecimento. De tal é efectivamente o caso do sacerdote em apreço, que se tem afirmado como figura da Igreja Felgueirense – o Padre Abílio António Leal Coelho Barbosa, cuja obra à vista é motivo de mais uma das habituais incursões por apontamentos sobre temas dignos de destaque.


Em pleno Jubileu do Ano 2000 – Na igreja de S. Jorge de Várzea, Crisma de jovens das paróquias do Padre Abílio (na foto Grupo de Crismandos de Rande e Sernande)


Ora quando muita e boa gente, por muito que viva, passa pela existência terrena sem nada ter feito de especial, ainda que nem todos possam ou sejam dotados e muito menos obrigados a isso, já o Padre Abílio imprimiu sua marca. Ou seja, com muito futuro pela frente, conseguiu o Padre Abílio realizar algo bem vincado, com destaque para momentos marcantes cujo apogeu foi sendo atingido sucessivamente em 2002, 2005 e 2006, por ora. Além de outras obras, antes e depois, de restauros e conservação nas igrejas e capelas das terras de sua paroquialidade. Conseguindo então materializar realizações dignas de nota. As quais, remirando lembrança pelas mais salientes, são ocorrências que aqui se registam sem ideia de louvaminhas baratas – nem ele precisa disso para nada – mas num justo acto de reconhecimento, porque a justiça não é favor nenhum, importando no contexto focar não o homem, admirado e respeitado, mas sim a pessoa empreendedora de obra edificada. Atesta-o a consumação dos seus grandes sonhos, que eram a construção dos edifícios do Centro Paroquial da Pedreira e do congénere de Várzea. Assim, sem fazer por menos, dois de uma assentada, e inaugurados com escasso tempo de diferença, de permeio, no verão de 2002 de tal memória. A dar razão à máxima de que o sonho comanda a vida, quando essa visão mental ultrapassa o simples devaneio e se transforma em futurista desejo ardente, tornando-se anseio e fé que move realizações.


Ano 2000 – No âmbito do jubilar Ano Santo: Viagem de Peregrinação à Terra Santa, de pessoas das paróquias do P.e Abílio, nessa época (Pedreira, Rande, Sernande e Várzea). Pose de conjunto, em frente ao símbolo de Israel (candelabro judeu).


Com efeito, depois de alguns anos de movimentos liderados pelo referido pároco, contando com o generoso contributo e apoio dos seus paroquianos daquelas duas freguesias, após angariados donativos que possibilitaram o decurso das obras e passadas as diversas fases e dificuldades inerentes à construção, eis que, finalmente, o Padre Abílio viu concluídas as edificações, vindo a ter o então Bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, a presidir à inauguração desses grandiosos equipamentos. Primeiro o Centro Paroquial de Várzea a 9 de Junho de 2002 (ocasião em que o Padre Abílio aproveitou a oportunidade para publicamente lançar repto à Presidente da Câmara, Drª Fátima Felgueiras, para que acedesse a resolver ancestral problema da velha igreja local, necessitada de recuperação para que seja preservada tal relíquia e nesse sentido passe o antigo templo da freguesia à propriedade da mesma paróquia...). E depois, volvidas semanas, aconteceu idêntico cerimonial com inauguração festiva do Centro Paroquial da Pedreira em 21 de Julho. Em ambos os casos, além de entidades oficiais, com maciça presença da população que contribuiu financeiramente para as obras, correspondendo ao empenho do Padre Abílio Barbosa.


Na festa do 7º aniversário do Rancho da Casa do Povo da Longra – o P.e Abílio entre os convidados de honra, durante a cerimónia protocolar – Maio de 2001.


Este Padre do clero concelhio, pároco de Santa Marinha da Pedreira e S. Jorge de Várzea, paróquias de que tomou posse em Janeiro de 1984, também já administrou paroquialidade em S. Tiago de Rande e S. João de Sernande, durante dez anos mediados de 1990 até 2000, como também alguns anos em S. Cipriano da Refontoura, paróquias de que resignou por motivo de saúde. Situação que mais tarde se alterou, quando, por apelo do novo bispo diocesano, D. Manuel Clemente, a partir de 2008 o P.e Abílio passou a ser também pároco de Santa Maria de Airães.


Ag. 2001 - Organizador de Visita turístico-cultural e religiosa, nesse ano à Turquia (na rota dos passos de Nossa Senhora): Estudando o roteiro… compenetrado da responsabilidade. E…
… presidindo a momento de oração, num dos locais de culto proporcionado…



Oriundo do concelho de Paços de Ferreira, em que assentam os alicerces da casa paterna, porém com ligação exótica à sua naturalidade de Angola, onde nasceu em 05-12-1958, o Padre Abílio António Leal Coelho Barbosa entrou no seminário diocesano em 1970, iniciando a busca da vocação no Seminário do Bom Pastor, na Formiga-Ermesinde, passando depois em 1974, na evolução formativa, para o Seminário de Vilar, de onde transitou ao Seminário da Sé a partir de 1976, até conclusão do curso de formação canónica. Foi ordenado sacerdote a 10 de Julho de 1983, na Sé Catedral Portuense, pelo então Arcebispo-bispo do Porto D. Júlio Tavares Rebimbas.


Viagem à Turquia – Ag. 2001 – pose de conjunto, na Capadócia (o Padre Abílio ficou quase encoberto. Dão-se alvíssaras a quem o descobrir, lá ao cimo do fundo visual… estando com coreografia que se mostra na foto seguinte…)


(Em sequência da anterior e) Sem necessidade de legenda…


Outra pose conjunta de turistas / excursionistas, então no anfiteatro romano das ruínas de Éfeso… e aqui já se vê bem o P.e Abílio, em primeiro plano, entre amigos que levou a tão distantes paragens e a quem proporcionou momentos bem presentes, por demais inesquecíveis…


Voltando ao tempo desta justificada menção ao Padre Abílio Barbosa, por aquelas duas grandiosas edificações conseguidas, e o mais que se seguiu, qual empreendedor de obra que se poderá considerar como apostolado erigido, deve-se acrescentar que estamos à vontade nestes considerandos, visto já não haver afectação paroquial dele à paróquia do signatário (para que não haja interpretação indevida). Como, sequencialmente, mesmo no pressuposto de apreço pessoal pelo seu sucessor em Rande, desde 2001, pároco P.e Manuel Joaquim da Costa Ferreira. Unicamente que, no caso, a lavra do Padre Abílio, com mais tempo de serviço, faz jus a ser enaltecida sua obra em tempo oportuno, concluída que foi aquela dotação de duas freguesias de Felgueiras com forte densidade populacional, Várzea e Pedreira, por tudo o que significa no que orçou de seu esforço para engrandecimento de tais comunidades, material e espiritualmente.


Passeio a Itália – Ag. 2002 – “Grupo do Padre Abílio” em frente à Basílica de S. Pedro, no Vaticano. E, mais uma vez, adivinhe-se quem ficou meio encoberto… ?!


Em reforço do que então se verificou, e na continuidade do seu dinamismo, mais tarde o Padre Abílio veio a reconfirmar os seus dons de empreendedor guia com a edificação da capela mortuária da Pedreira. Obra essa, note-se, de original cunho arquitectónico, dentro das construções do género, que foi solenemente inaugurada a 1 de Novembro de 2005. Depois de exemplar nova campanha a que o Padre Abílio Barbosa meteu peito, desde a sua tribuna do ambão e altar paroquial, como através de contactos pessoais, mais execução e angariação de fundos por iniciativa do pároco e por via de trabalho de comissão paroquial, a que se juntou contribuição de patrocínio da Junta de Freguesia liderada por Fernando Moreira, numa junção construtiva aos interesses da terra. Dessa forma, diferenciada da generalidade das edificações similares, de casas mortuárias existentes pela maioria das paróquias do concelho de Felgueiras, por norma feitas pelas respectivas Juntas de Freguesia, com maior ou menor comparticipação da Câmara Municipal, a capela mortuária da Pedreira ficou dependente da administração paroquial, enquanto em quase todas as outras freguesias são de responsabilidade autárquica, tal como os cemitérios paroquiais.


2003 - Mais uma vez presente a manifestações culturais da região (convidado, entre representantes de entidades civis e religiosas, da área da Vila da Longra) – desta vez no Festival de Folclore da Ass. Casa do Povo da Longra.


Outro tanto se repetiu em Várzea no ano 2006, com a realização da I Feira do Livro de Várzea e a publicação do primeiro livro historiador da mesma freguesia, intitulado “S. Jorge de Várzea-História e Devoção”. Para o qual o autor destas frases teve a honra de ser convidado a escrever essa obra (tendo assim, dentro do possível e em curto espaço de tempo, sido levado a cabo o necessário estudo que tornou viável a execução de tal trabalho de investigação). Nesse outro papel esteve também o cunho do Padre Abílio, levando a cultura para fora da sacristia e alargando horizontes, numa acção mais em que o dinamismo e o poder de iniciativa do mesmo sacerdote esteve bem patente, quer nas ideias, materialização e captação de colaborações e contribuições.


O que fica implícito, releve-se, além de anotação presente e à posteridade, tem simples direcção de apreciação ao trabalho e zelo da liderança de um personagem do quotidiano da própria região, sem precisar de mais palavras, desnecessárias à perpetuação do que é bem perene.


Abril de 2006 – Na apresentação do livro “S. Jorge de Várzea-História e Devoção” (no auditório paroquial de Várzea, em abertura à I Feira do Livro e Festa dos 23 de São Jorge).


Observação: As imagens que se juntam dizem respeito apenas a uma parte da actividade do Sr. Pe. Abílio, segundo o que o autor possui, relativamente à convivência mútua. Não constando assim outras fotos, porventura de maior interesse para outras pessoas. Porém, o autor destas notas acharia interessante que houvesse participação de possíveis interessados, para colocação de outras mais fotografias neste sítio informático (com o que, por certo, o gestor deste blogue estará de acordo) – de modo a fazer-se uma galeria de gravuras relativas... noutra coluna apropriada, para o efeito em causa. Podendo até, a partir daqui, ser possível juntar um acervo digno e então com as mais ilustrativas fotografias isto poder servir para, eventualmente, ajudar a engrandecer qualquer publicação alusiva que a comissão da respectiva comemoração possa ter lembrança de fazer. Fica a explicação e o repto.

© ARMANDO PINTO