quarta-feira, 28 de maio de 2008

TÁ A CHEGAR O DIA... COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA | VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS



Prazo de entrega dos textos para o Concurso de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas 2008, promovido pela Casa do Povo da Longra, termina no domingo


Termina no próximo domingo, dia 1, na abertura das Comemorações do Dia Mundial da Criança, na Vila da Longra, o prazo de entrega dos textos para o Concurso de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas 2008, destinado aos alunos do 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico do concelho de Felgueiras.

A data da entrega dos prémios – do 1.º ao 5.º lugares em cada escalão – foi alterada para 8 de Junho, dia da Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra, nas antigas instalações da “Metalúrgica”, em acto cerimonial.

A abertura das referidas comemorações está prevista para este domingo, dia 1, pelas 15h30, no parque de estacionamento da Junta de Rande, com a inauguração da Feira do Livro Infanto-Juvenil, num ambiente festivo, com animação de rua pelo Teatro PesnaLua, ilustrações gigantes, encontro das crianças com escritores, um editor e um tradutor.

Segundo a organização, caso o dia esteja chuvoso, a Feira será efectuada dentro das amplas instalações da Casa do Povo.

Uma hora depois, na Sala de Espectáculos desta associação, assistir-se-á ao espectáculo de evocação do 10.º aniversário da vida artística de Ana Rita Ribeiro (Ritinha), cantora de Felgueiras, actualmente, com 17 anos de idade.

Vão actuar a Academia de Dança de Felgueiras, dirigido por Cristina Correia, José Carlos Pereira (com um conto infantil) e a homenageada, que encerrará o espectáculo com actuações musicais.

No final, a organização oferecerá às crianças um bolo-gigante.

Fonte - Expresso de Felgueiras

segunda-feira, 26 de maio de 2008

CINEMA NA C.P. LONGRA COM O FILME “BIRT - O MISTÉRIO” - TERÇA 10 DE JUNHO | 16H30


Na próxima terça-feira, 10 Junho, pelas 16h30, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Circuito de Cinema INATEL passa o filme " BIRTH – O MISTÉRIO ” um filme sobre o tema mais prolífico do cinema e das artes em geral - os mistérios do amor.

Este filme inicialmente previsto para o dia 7, passou para o dia 10 para assim encerrar as comemorações do Dia Mundial da Criança
que, quanto nos parece, foi uma infeliz escolha em englobar este filme num programa destinada a crianças, uma vez tratar-se de um drama/mistério o que não será adequado a crianças, mais quando o mesmo é aconselhado para maiores de 16 anos.

Entrada Livre



Uma história misteriosa mergulhada num thriller psicológico

Num dia de Inverno, um homem morre enquanto corria no parque. Nesse preciso momento, um bebé nasce. Poderá a morte ter alguma ligação com um novo começo?

Anna Morgan (Nicole Kidman) é uma mulher que perde toda a vontade e alegria de viver após a morte do seu marido, Sean... Dez anos depois, esta mulher está finalmente pronta para emergir da sombra de todo o seu sofrimento, e decide casar novamente.Mas na véspera do casamento, conhece Sean (Cameron Bright), um rapaz de dez anos que afirma ser a reencarnação do seu marido. Anna inicialmente considera a história absurda, mas o facto da criança conhecer pormenores de situações ocorridas entre ela e o seu falecido marido, deixam-na intrigada. Aos poucos, Anna começa a recordar o seu passado e a questionar se deve seguir com a sua vida ou agarrar-se a uma recordação do passado, o que provoca diferentes reações na família e amigos.

Realizador: Jonathan Glazer

Actores: Nicole Kidman; Cameron Bright; Lauren Bacall; Alison Elliott; Anne Heche.

Ano: 2004

Idade: M/16

Duração: 100 minutos

Género: Drama / Mistério


quinta-feira, 22 de maio de 2008

CASA DO POVO DA LONGRA VAI ASSINALAR O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


Do programa destaca-se um espectáculo de tributo a Ana Rita Ribeiro (Ritinha), logo no primeiro dia, a assinalar os 10 anos de vida artística desta cantora felgueirense


A Casa do Povo da Longra (CP Longra), em parceria com as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande, vai assinalar, pela primeira vez este ano, o Dia Mundial da Criança, através de um conjunto de comemorações, que irão decorrer entre 1 e 10 de Junho. Segundo os organizadores, esta iniciativa será repetida em anos futuros, de modo a criar-se naquela região a tradição de se comemorar tão importante dia para as crianças.

Entre os vários pontos do programa, destaca-se um espectáculo de tributo a Ana Rita Ribeiro (Ritinha), logo no primeiro dia, a assinalar os 10 anos de vida artística desta cantora felgueirense, actualmente, com 15 anos de idade. Destacar-se-á ainda a realização da I Feira do Livro Infanto-juvenil da Vila da Longra, no qual as crianças terão a oportunidade de falar com escritores; a abertura do III Encontro de Teatro, que este ano é alargado em número de espectáculos e de grupos participantes, encontro que irá decorrer entre Junho e Outubro e sobre o qual daremos informação mais detalhada em edição posterior; e a entrega dos prémios do Concurso Infanto-Juvenil de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas 2008, iniciativa que este jornal já deu destaque.

É o seguinte o programa das comemorações:

1 Junho (domingo)

15,30 horas: Abertura da I Feira do Livro Infanto-juvenil, com a presença de escritores em contactos com as crianças, no parque de estacionamento da sede da Junta de Rande. Terá animação de rua pelo Teatro PesnaLua.

16,30 horas: Espectáculo de Tributo a Ana Rita Ribeiro, com actuação da cantora e da Academia de Dança de Felgueiras, na Sala de Espectáculos da CP Longra.

17,30 horas: Oferta de bolo-gigante e sumos para as crianças

7 de Junho (sábado)

21,30 horas: Abertura do III Encontro de Teatro da Vila da Longra, com instalação de bancas de livros no corredor de entrada da CP Longra.

Junho (domingo)

16,00 horas: Entrega dos prémios do concurso Fausto Quinta 2008, na ex-Fábrica “Metalúrgica da Longra, durante a Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra. Realizada uma exposição dos originais do concurso.


10 Junho (3.ª feira)

16,30 horas: Encerramento da Feira do Livro antes do início do filme “Birth – O Mistério”, na CP Longra.


Notícia Expresso de Felgueiras

SE É MULHER APAREÇA!!!


SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE SAÚDE NA LONGRA

Na tarde do próximo dia 6 de Junho, pelas 15h00 irá ser realizada uma sessão de esclarecimento às jovens com idades compreendidas entre os 15 e 20anos, acerca da prevenção do cancro da mama e colo do útero.

Esta acção, numa iniciativa da Extensão de Saúde da Longra, terá lugar nas instalações da Casa do Povo da Longra

quarta-feira, 21 de maio de 2008

SEMANA CULTURAL DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE FELGUEIRAS

No âmbito da Semana Cultural, que durante esta semana decorre na Escola Secundaria de Felgueiras, foi convidado para uma iniciativa ligada á Historia o nosso conterrâneo Armando Pinto, da Vila da Longra, na qualidade de escritor e historiador.

Na referida sessão, realizada hoje, quarta-feira, foram apresentadas comunicações sobre o Românico no concelho de Felgueiras.

Presidiu à ideia a intenção de dar a conhecer exemplos relativos com casos de pessoas do concelho que, fora dos meios escolares e por puro amadorismo, se dedicam a causas pública e culturais.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

BENZIDA A CAPELA DA RESSURREIÇÃO DE RANDE


Decorreu na tarde de ontem, domingo (18 de Maio), pelas 16h00, a Bênção da Capela da Ressurreição (capela Mortuária) de Rande.

A bênção da Capela foi presidida pelo o Pároco local, Padre Manuel Joaquim, no final foi dada a palavra ao Sr. Presidente da Junta, Pedro Ribeiro, na qual proferiu algumas palavras aos presente, para terminar e pelo mesmo, procedeu-se ao descerramento da Placa evocativa ao momento.

Trata-se sem dúvidas, de uma importante e excelente obra, que vem apetrechar a freguesia de Rande com uma infra-estrutura que garante assim o bom ambiente, reservado e digno, para acolher as pessoas enlutadas, uma vez que á medida da evolução das mentalidades tem vindo a excluir o costume tradicional de velar os mortos em casa.

Esta é uma obra como foi referida aqui neste blog, de uma “obra, que ficará para sempre como um marco das edificações na freguesia, pelo que representa, como pela própria utilidade e especialmente pelo enriquecimento do património desta nossa terra”.

sábado, 17 de maio de 2008

CONCURSO DE QUADRAS POPULARES - USAF


A USAF e o Rotary Club de Felgueiras promovem o seu I Concurso de Quadras Populares que é regulado pelo respectivo Regulamento. Todas as quadras deverão referir obrigatoriamente o nome “S. Pedro”, em homenagem ao Padroeiro do nosso concelho. Os trabalhos deverão ser enviados pelo correio ou entregues em mão na sede do Rotary (por cima da Rádio). Serão atribuídos 3 prémios e menções honrosas.
Apelamos à participação nesta homenagem ao nosso Padroeiro.


Consulte o Regulamento do Concurso:


USAF – UNIVERSIDADE SÉNIOR E DO AUTODIDACTA DE FELGUEIRAS

Uma Obra do Rotary Club de Felgueiras
Concurso de Quadras Populares da USAF


REGULAMENTO

Art. 1ª
O Rotary Club de Felgueiras e a USAF-Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras, promovem o seu I Concurso de Quadras Populares, sendo que para poder concorrer é obrigatório aceitar e cumprir o presente Regulamento.

Art. 2º
A inscrição é gratuita e o concurso é aberto a todas as pessoas singulares residentes ou naturais do concelho de Felgueiras, que se exprimam em Português.

Art. 3º
Entende-se por quadra popular a composição poética de quatro versos heptassílabos, de sentido completo, rimando o 1º com o 3º e o 2º com o 4º verso (ABAB).

Art. 4º
Todas as quadras deverão obrigatoriamente referir o nome “S. Pedro”.

Art. 5º
Todos os textos deverão ser inéditos, dactilografados a dois espaços em papel A-4 (ou com letra Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5) numa só face e em quadruplicado.

Art. 6º
Cada concorrente só poderá apresentar até três produções.

Art. 7º
Cada concorrente anexará às suas produções, assinadas só com pseudónimo, um envelope fechado contendo uma folha com: nome completo, idade, morada, contacto telefónico. No exterior deste envelope farão menção exclusivamente do pseudónimo.

Art. 8º
As produções e o envelope contendo a identificação deverão ser colocados, por sua vez, num outro envelope fechado e sem indicação do remetente e enviados pelo correio até 7 de Junho de 2008 (data do carimbo) para:

USAF – Universidade Sénior e do Autodidacta de Felgueiras
I Concurso de Quadras Populares
Av. Dr. Ribeiro de Magalhães, 925 – 1º Esq.
4610-108 Felgueiras

Os concorrentes, se preferirem, poderão fazer entrega em mão dos envelopes com os seus trabalhos na Sede do Rotary Club de Felgueiras (por cima da Rádio Felgueiras, Rua Dr. Basílio R. Leite de Vasconcelos) de 2ª a 5ª feira, das 14h30 às 17h00, até 7 de Junho de 2008

Art. 9º
O não cumprimento do disposto nos artigos nº2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 implica a não admissão dos trabalhos a concurso.

Art. 10º
A classificação dos trabalhos será atribuição de um júri constituído por pessoas de reconhecida idoneidade e competência, de cujas decisões não haverá recurso, salvo em caso de plágio ou de trabalhos não inéditos, quando devidamente comprovado.

Art. 11º
Não poderão participar neste concurso os membros do Júri nem seus familiares directos.

Art. 12º
O Júri atribuirá três prémios, podendo deixar de atribuir algum se as produções não tiverem qualidade, podendo também atribuir as menções honrosas que julgar merecidas.

Art. 13º
Os trabalhos premiados ficam na posse do Rotary Club de Felgueiras e da USAF, que os utilizará conforme a sua conveniência e interesse. Os trabalhos não premiados poderão ser devolvidos desde que o seu autor os procure pessoalmente (no horário indicado no art. 8º), no prazo de seis meses a contar da data de entrega, findos os quais as entidades organizadoras poderão dispor deles como lhes aprouver.

Art. 14º
A entrega dos prémios será feita no dia de S. Pedro em local e hora a designar, ou na sua impossibilidade em acto solene a realizar pela USAF e Rotary Club de Felgueiras.

Art. 15º
Apenas os concorrentes premiados serão avisados pessoalmente, a fim de tomarem parte na cerimónia de atribuição dos prémios. No entanto, o concurso e os seus resultados serão divulgados na comunicação social do concelho de Felgueiras.

Art. 16º
Qualquer omissão neste Regulamento será resolvida pelo Júri do concurso.

USAF – UNIVERSIDADE SÉNIOR E DO AUTODIDACTA DE FELGUEIRAS

EXPOSIÇÃO | IMPRENSA LOCAL: MEMÓRIA E PATRIMÓNIO DE FELGUEIRAS

Amostra que pretende evidenciar a riqueza patrimonial e a relevante fonte histórica dos Jornais editais em Felgueiras.

Exposição patente:

- Na Casa da Cultura Leonardo Coimbra 19 a 24 de Maio
- No Pólo de Idães 26 a 31 de Maio
- Na Biblioteca de Felgueiras 2 a 7 de Junho

sexta-feira, 16 de maio de 2008

RUBEN - 19 ANOS / UM JOVEM FUTEBOLISTA DA VILA DA LONGRA AO SERVIÇO DO LOUSADA


Depois de teres passado pelo Lixa, rumaste a Lousada, uma equipa com outros objectivos. Como está a correr a época?
Está a correr bem. Conseguimos atingir os objectivos inicialmente propostos e agora estamos a disputar a subida. Com a chegada do mister Luís Miguel, em Janeiro, as coisas melhoraram pois chegamos a estar a sete pontos do lugar que nos apurava para disputar a subida quando faltavam apenas seis jogos.
Em termos individuais tem sido uma época gratificante. Tenho evoluído em todos os sentidos, tenho jogado regularmente, estou contente por continuar a trabalhar com o mister Luís Miguel pois já me conhecia do Lixa e sei que me vai fazer evoluir mais.

Quais são as metas que traçaste para esta época?
Propus-me jogar com mais regularidade que na época anterior e evoluir em vários aspectos, mais naqueles que tinha mais dificuldade ou seja em termos defensivos e de posicionamento. Sinto que melhorei bastante e consegui fazer um número de jogos até agora muito bom.

Como foi o teu percurso desde as camadas jovens até aos seniores?
Com onze anos fiz a primeira época no Felgueiras e já nessa altura as coisas não estavam bem no clube. As condições pioravam de ano para ano. Fiz cinco épocas até júnior de primeiro ano. Ao todo em cinco temporadas marquei 107 golos o que é muito bom pois não era um jogador de área. Evoluí bastante em termos físicos e técnicos com o treinador Ricardo Soares, de iniciado promoveu-me a júnior e apostou em mim. Cresci muito com ele. Ainda como júnior fui chamado a prestar provas no Sporting. Regressei e assinei pelo Lixa mesmo sendo ainda júnior.

É difícil singrar no futebol?
Sim, muito difícil e cada vez será mais. É preciso ter muita força de vontade ser muito lutador e muito humilde. Hoje em dia não faltam bons jogadores é preciso ter sorte mas também é preciso fazer por a ter.

Ser profissional de futebol, sempre foi um objectivo que perseguiste?
Sim, desde as camadas jovens que o meu objectivo era chegar aos seniores do Felgueiras e seguir as pisadas de jogadores como o Filipe Teixeira, entre outros. Foi uma desilusão muito grande a notícia que o Felgueiras iria deixar de competir. Era uma coisa com que sempre sonhei jogar no Felgueiras. Felizmente consegui um bom clube na altura mas muitos colegas meus não tiveram a mesma sorte. O trabalho com jovens em Felgueiras tem que evoluir bastante para poderem aproveitar os jogadores daqui senão saem muito cedo para outros clubes.

Qual é o teu grande sonho no futebol?
Gostava de chegar ao Sporting clube do meu coração. Para já quero chegar á primeira liga e ser cada vez melhor.

Define-te como futebolista?
Jogo como médio ofensivo ou extremo-esquerdo. O meu forte é o drible e o remate. Gosto de aparecer nas zonas de finalização pois tenho um remate fácil.


Noticia - Semanário de Felgueiras
www.semanariofelgueiras.pt/

quarta-feira, 14 de maio de 2008

CAPELA DA RESSURREIÇÃO DE RANDE



Quando na sociedade, em geral, se apodera notória crise de interesse na chamada Coisa Pública, através de certa nostalgia por valores desaparecidos, quanto por esta região Felgueirense se nota especialmente descrédito nas instituições detentores do poder de decisão e de realizações, ainda surgem obras que fazem ressurgir alterações visíveis no meio ambiente em que vivemos, originando novas esperanças num progresso ainda possível no porvir.

Então, contrariando a modorra que se apoderou das sensibilidades, em grande percentagem das gentes locais, à falta de incentivos e motivos de atracção no horizonte regional, nesta terra felizmente que ainda vão aparecendo alguns casos de interesse, como acontece presentemente com a conclusão da capela mortuária da freguesia de S. Tiago de Rande.

Assim, depois de ler a notícia sobre a bênção da capela mortuária de Rande, gostaria de mostrar o meu apreço pela concretização desta obra, que ficará para sempre como um marco das edificações na freguesia, pelo que representa, como pela própria utilidade e especialmente pelo enriquecimento do património desta nossa terra.

Como sempre, quando tive que criticar, critiquei, construtivamente é óbvio; também quando se tem de louvar devemos manifestar o nosso apreço e publicitar o que é digno de louvor. Assim, é de parabenizar esta acção da Junta de Freguesia de Rande que, como já aconteceu na construção do Nicho, também desta feita conseguiu fazer algo engrandecedor.

Tomo esta iniciativa, neste blog (com o qual não tenho nada a ver no sentido de responsabilidade e autoria, mas onde de quando em vez tenho colaborado e espero continuar a participar, pontualmente, por não me rever noutros similares locais informáticos), porque o que me interessa é o bem da minha terra e aprecio tudo o que seja para o progresso local.

Tal como não gostei inicialmente do que aconteceu aquando do começo das obras da nossa igreja, mas depois, quando comecei a ver e acompanhei a evolução e embelezamento ali operado, passei a gostar; bem como discordei de quando na Casa do Povo da Longra destruíram o museu (minimizado que foi para um pequeno compartimento o que antes estava exposto em duas amplas salas, inclusive com desmancho do espigueiro típico que aí se guardava), contudo quando lá fizerem qualquer acção que interesse à terra lá estarei, desde que olhem de verdade para a nossa terra (pois nos outros lados não há ninguém a fazer o que se faz para os outros…), como ainda estranhei e reprovo sempre que são feitas homenagens a pessoas que nada de especial fizeram pela freguesia ou nem sequer dizem nada às pessoas de cá, enquanto já reconheci outras iniciativas válidas… Também neste caso, da construção da capela, não posso ficar indiferente, porque para mim o que conta é a minha terra.

Será esta uma boa oportunidade de haver uma visão mais colectiva.

Nicho de Rande benzido em 4-05-2003

Ora, no próximo Domingo, como de outras vezes, felizmente, contamos estar presentes em mais um acontecimento da nossa freguesia. Neste próximo dia 18, do corrente mês de Maio, cerca de cinco anos depois de, no mesmo mês, ter sido benzido o Nicho de Nossa Senhora, em Rande, o povo desta freguesia das cruzes trilobadas, sob protecção do Orago S. Tiago, marcará de novo presença a testemunhar um solene acto histórico, como será com a bênção da Capela Mortuária, denominada da Ressurreição, da freguesia e paróquia de S. Tiago de Rande.

Armando Pinto

terça-feira, 13 de maio de 2008

"FEIRA POPULAR E TRADICIONAL DA VILA DA LONGRA" 8 DE JUNHO


Tal como avançamos neste blog no passado mês e Março, a próxima edição da Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra, vai realizar-se no dia 8 de Junho.

A organização desta Feira, que terá lugar nas antigas instalações da Metalúrgica da Longra, é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande, bem como Associação Casa do Povo da Longra.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

VERSOS DE CUNHO LONGRINO – FELGUEIRENSE


Entre manhãs de luz já ténue no conhecimento e soalheiras tardes mais presentes nas letras vindas a público na área da Vila da Longra, sempre existiu gente com veia para a poesia, conhecida sobretudo através de composições poéticas, nomeadamente sonetos clássicos, mas também versos de outros géneros, saídos nos jornais locais, sob a influência da musa Felgueirense e Ninfas do rio Sousa.

Parte dessa colheita ainda poderá ser procurada nas colecções existentes de jornais concelhios, porém muito de tal acervo estará desaparecido com os próprios autores, à falta de exemplares que tenham sobrevivido à erosão do tempo. Embora haja algumas colecções preservadas, por via de conjuntos particulares de periódicos ofertados à biblioteca municipal, por exemplo, mas sem que esteja completa a existência dos jornais que existiram por terras de Felgueiras, note-se.

Assim sendo, são pois os livros que melhor guardam a escrita. Na falta de mais material, à mão, salva-se o que está impresso em livro, também no que toca aos poetas ou versadores de poesia, localmente.
Contentamo-nos, assim, em registar os que deram testemunho ou tiveram oportunidade de ser incluídos em testemunhos publicados dessa arte de trabalhar as frases por meio de publicações encadernadas, em livros próprios ou publicações encapadas em que foram inseridos. Englobando-se, aqui e agora, apenas gente das freguesias da zona da Vila da Longra, do que há conhecimento público e particular.

Sem alardes de correntes de estilo poético, até porque apenas somos apreciadores de versos rimados de tendência e mensagem melodiosa, cingimo-nos aqui a uma apresentação simples, em traços muito sucintos das obras ou edições em que essas estéticas composições literárias foram publicadas.


Lucas Teixeira – Poeta e Iluminurista


Articulando tais valores enfeixados em livros, passa-se a um memorando de possível rol. Surgindo logo em destaque Lucas Teixeira, um Felgueirense natural de Varziela (nascido em 1918, tendo completado 90 anos em Março passado), o qual obteve grande saliência nas artes e nas letras, sobressaindo como poeta no Brasil, onde se fixou no exercício da arte do desenho iluminista a partir de 1954, depois de abandonar a vida monástica. Ele que fora Monge Beneditino, quando se chamava Frei D. Lucas Teixeira e se tornara famoso como autor de iluminuras. Foi mesmo honrado na toponímia da sede concelhia, desde 1993, tendo a cidade de Felgueiras uma artéria denominada Rua Frei Lucas Teixeira. Esse nome, tirando o título de sua profissão religiosa, de que abdicara de permeio, acabou por ficar como nome artístico, pois que por nascimento era Armando Teixeira, conforme seu nome de registo civil. Natural de Varziela, foi um Felgueirense proeminente quer como autor de iluminuras e como poeta, capaz de ilustrar obras literárias através de «milagres de pergaminho, ouro e tintas da sua arte paciente e piedosa» quais «verdadeiros poemas as suas iluminuras» eram, tal qual em dom poético foram considerados «verdadeiras iluminuras os seus poemas»! De sua lavra saíram lindos versos enfeixados em livros cujas capas foram ilustradas por si na veia do artista de mãos e pensamento que foi Lucas Teixeira, tendo escrito em verso as obras intituladas “Na Mão de Deus”, cuja publicação ocorreu no Brasil em 1958, como também “O Teu Retrato, Mãe”, edição de 1960 (contendo igualmente ilustração própria das páginas), “Portugal Que Não Se Esquece”, com duas edições em 1965, e “Portugal Pecado e Graça”, saído em São Paulo no ano de 1984.


Padre Luís Rodrigues – Musicólogo e Poeta


Poeta foi também o natural de Rande Padre Luís de Sousa Rodrigues, compositor musical e sacerdote carismático, celebrizado como Reitor da igreja da Lapa, do Porto. O qual, de verdade, foi poeta com mensagens belas em versos de encanto místico, quer em letras de seus cânticos religiosos, como em escrita pessoal. Chegou o P.e Luís Rodrigues até a enviar mensagens de Boas Festas a personalidades e pessoas amigas em verso. De seu versejar, patenteando esmerada veia poética, conhecem-se diversos excertos dispersos, dos quais ficaram publicados exemplares sintomáticos com inclusão em obras que postumamente lhe foram dedicadas – “In Memoriam do P.e Luís Rodrigues”, edição de 1981, no Porto, organizada pelo Dr. Ângelo Alves; “Do Evangelho para a Vida”, com 1ª edição em 2004 e 2ª em 2006, de António Manuel Casimiro e José António Araújo Pereira; e “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”, de Armando Pinto, ed. 2004.

Estes e outros expoentes locais do género, contudo, não foram incluídos na “Primeira Colectânea de Poetas Felgueirenses”… mas isso é outra história. Como outras seguintes…


António Sousa Gomes
– Poeta e Activista das antigas Forças Vivas da Longra


Também não foi incluído na referida colectânea um exemplo como A. Sousa Gomes, a quem procuramos fazer justiça, surgindo esta referência por, ao menos desta forma, aparecer publicado, com uma das suas composições (letra da Marcha de Rande) inserta no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Ficou assim também registada a veia poética de António Sousa Gomes, poeta de grande lavra trovadora, de composições em verso que, apenas, tiveram luz em jornais de Felgueiras do seu tempo e cantos entoados publicamente na Longra, tendo ficado com a família seu espólio literário inédito. Aliás outros modelos do género apenas por idêntica via tiveram preservação referencial de algo da sua obra, como igualmente aconteceu com António Ferreira, incluído também no referido “Memorial Histórico...” (com a letra da Marcha da Longra) e seu filho Carlos Ferreira (com o famoso poema “Roteiro da Longra”). Como outros, a que adiante se faz menção.

Entretanto, na década de noventa, do século XX, de fecunda actividade literária de autores concelhios, apareceram livros de alguns poetas Felgueirenses, entre os quais Artur Barros, Longrino que fez, em 1994, “Dez Sonetos para Felgueiras”.

Outros géneros de publicações igualmente guardam exemplos, como é o caso da revista do Centro Cultural e Recreativo da Longra, de Dezembro de 1978 (“Educação na Antiga Grécia”, publicada no Natal desse ano), onde estão versos de Artur Barros, Fernando da Costa Pinto e Porfírio Sampaio, Felgueirenses da Longra. Bem como idêntica revista publicada em Março de 1979, do “1º Aniversário do Real Clube dos Carvalhinhos”, na qual ficou impresso poema do anteriormente referido Fernando C. Pinto.

Francisco Sarmento Pimentel - Poeta e Aviador histórico


Assim como no nosso “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997, ficaram guardados para sempre alguns poemas de inspiração bairrista, dos quais alguns se referenciaram anteriormente, mas será de alongar, agora para destacar mais. Num leque de, entre poetas não publicados noutras edições, haver cantos legados à sua terra de Rande e concelho de Felgueiras por António Sousa Gomes, Francisco Sarmento Pimentel, António Ferreira e Carlos Nunes Ferreira, além de um exemplo de quadra popular de Leonídio Sampaio. E, contando também no mesmo trabalho monográfico, ainda o poema Amém Felgueiras, um dos poucos textos em verso do próprio autor destas anotações – que fora anteriormente incluído na revista “Poetas de Todos os Tempos”, no seu n.º 14, ano 7, de Junho de 1996; e em 1998, aquando da Feira do Livro de Felgueiras desse ano, numa brochura denominada “Pão-de-Ló com Poesia”).

Ainda no mesmo “Memorial Histórico” ficou registado como curiosidade os nomes de Rita Verdial Ribeiro e Nuno Cristiano Pinto, dois jovens que venceram “ex-aequo” o «I Concurso de Poesia Francisco Sarmento Pimentel», levado a cabo pelo Futebol Clube da Longra em 1992. Cujos versos igualmente ficaram impressos no mesmo livro.

António Ferreira – Poeta e Fundador do Rancho das Quatro Barrocas da Longra (anos 60 - séc. XX)


Entre tudo isso, também se pode referir que em 2005, numa feição diferente, em vertente etnográfica, teve vez uma composição de “Cantigas do Campo” (quadras soltas, para cantares ao desafio) da autoria de António Maria Pinto RibeiroMoreira”, versos que ficaram registados no livro do “9.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra-Comunhão de Tradição Associativa”, volume esse da lavra do autor destas linhas.

Por fim e por enquanto, já em 2008 teve luz uma interessante brochura sob título “Odes Félgicas”, com versos da autoria do Dr. Ernesto Rodrigues, residente de Varziela, no 2.º aniversário da Confraria do Vinho de Felgueiras e reunindo poemas dedicados a momentos relacionados a entronizações da mesma, em homenagem ao vinho e gastronomia felgueirenses.

À imagem graciosa de velho rifão, também na Vila da Longra... grande poeta é o povo!


© ARMANDO PINTO
Bib.: Excertos de um texto, para inserir num capítulo de futuro livro (onde serão incluídos todos os poetas do concelho de Felgueiras).

sábado, 10 de maio de 2008

BÊNÇÃO DA CAPELA MORTUÁRIA / 18 DE MAIO


Vai decorrer na tarde do próximo domingo dia 18 de Maio, pelas 16h00, a Bênção da Capela da Ressurreição (capela Mortuária) de Rande.

Esta é uma obra edificada pela Junta de Freguesia de Rande, que contou com a colaboração da Fábrica da Igreja (cedência do Terreno), com a Câmara Municipal (Atribuição de 15 mil euros), bem como da população da freguesia (através de donativos).

A bênção da Capela é presidida pelo o Pároco local, Padre Manuel Joaquim, seguindo-se o descerramento da Placa Comemorativa pelo Sr. Presidente da Junta, Pedro Ribeiro.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

CASA DO POVO DA LONGRA PROMOVE CONCURSO INFANTO-JUVENIL DE ESCRITA CRIATIVA E DE POESIA FAUSTO QUINTAS (2008)


Iniciativa integra-se na Feira do Livro Infanto-Juvenil da Vila da Longra, que em cada ano decorrerá de 1 a 10 de Junho


A Casa do Povo da Longra acaba de instituir um concurso anual infanto-juvenil de Escrita Criativa e de Poesia, para crianças do concelho que frequentam os 1º e 2º ciclos do ensino básico.
A iniciativa, integrada na Feira do Livro Infanto-Juvenil da Vila da Longra – que em cada ano decorrerá de 1 a 10 de Junho –, surge em parceria com as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande.

A entidade promotora em cada edição “baptizará” o concurso com o nome de uma figura das Artes e/ou Letras, como forma de tributo.
Este ano, na primeira edição, a homenagem é feita a Fausto Quintas – professor e escritor, principalmente de Literatura Infantil, com obra publicada e premiada a nível nacional. Assim, em 2008, o evento denomina-se “Concurso Infanto-Juvenil de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas (2008)".

O concurso é composto por dois escalões – o A e o B, distintos entre si em relação ao grau de ensino que o concorrente frequenta e ao género literário: o escalão A, para os alunos do 1.º ciclo, destina-se à Escrita Criativa; o B, para os alunos do 2.º, dirige-se a autores de Poesia.
Em cada escalão serão atribuídos prémios do 1.º ao 5.º lugar, sendo o primeiro no montante de 75 euros e os restantes quatro em livros e novidades editoriais. Todos os concorrentes receberão um diploma de participação.

Os trabalhos a concurso podem ser elaborados a título individual ou colectivamente; cada concorrente poderá enviar mais do que um trabalho, desde que cada texto seja assinado com pseudónimo diferente.

Os trabalhos terão que ser enviados pelo correio até ao próximo dia 30 de Maio. Se forem entregues em mão, os mesmos serão aceites até ao dia 1 de Junho (domingo).
Os prémios serão entregues no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, em cerimónia pública. Todos os textos do concurso serão expostos na Casa do Povo durante a já falada Feira do Livro, e as entidades promotoras colocam a possibilidade de, mais tarde, publicarem uma colectânea com os mesmos textos.

Adão Coelho, presidente da Casa do Povo da Longra, refere: “Este concurso tem como objectivo criar gostos de leitura e de escrita junto dos mais novos, incentivar a sua criatividade artística. Esta iniciativa, na parte que toca a esta associação, insere-se numa das linhas mestras da actual Direcção, que, desde a primeira hora, entendeu que a Casa deveria abrir-se à comunidade, ao concelho e até ao país. E, nesta linha, felizmente, temos sido bem sucedidos”.

Pedro Ribeiro, autarca de Rande – uma das três juntas que fazem parceria nesta e noutras iniciativas –, diz: “A Casa do Povo da Longra tem sido, cada vez mais, um parceiro importantíssimo na promoção cultural da Vila da Longra, nas mais diversas iniciativas”.

Contacto para mais informações - 91 609 00 33.


Fonte Expresso de Felgueiras (Edição online)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

JÁ ABRIU A TRADICIONAL BARRAQUINHA DOS BONS PETISCOS EM SERNANDE…


A Comissão Fabriqueira de Sernande, já deitou mãos á obra, reabrindo a já tradicional barraquinha dos petiscos. Esta iniciativa tem como fim angariar fundos de maneio para a festa do S. João, bem como, para obras a realizar na paróquia de Sernande.

Por isso, já sabe, ás sextas-feiras a partir das 20h00 e sábados a partir das 16h00, passe por Sernande para saborear uns bons petiscos, acompanhados pelo bom vinho da terra…

terça-feira, 6 de maio de 2008

EVOCAÇÃO… DUMA FIGURA LOCAL (ANTÓNIO DÂMASO)



O Sr. “Damas” em fisionomia da década de cinquenta - Cartão de Atleta do G. D. Mit

- A propósito de efeméride correspondente

Têm faltado ultimamente, entre nós, justas homenagens a quem merece, como que a dar continuidade a anteriores iniciativas que, em anos ainda frescos dum próximo passado, levaram a que fossem recordados, por exemplo, os fundadores da Casa do Povo da Longra, os criadores e primeiros funcionários do Correio da Longra, o autor da pioneira travessia aérea de Portugal à índia, etc. – entre realizações de tradição na própria Associação Casa do Povo da Longra.

Ao invés, por meio das instituições de representatividade da terra, Junta de Freguesia e Casa do Povo, recentemente têm sido mais lembrados, em homenagens, pessoas de fora e que, na prática, não têm nada a ver com a local realidade…

Pois, deve ser dado, sim, valor ao mérito.
Porque nos últimos anos também desapareceram alguns dos antigos e poucos valores humanos que ainda restavam, como António Dâmaso, autarca carismático de antigamente e desportista apaixonado; Joaquim Pinto, autor da sirene da Metalúrgica da Longra e galardoado com o Prémio da Associação Industrial Portuense (em 1959); mais Luís de Sousa Gonçalves, fundador da IMO; será já tempo de não deixar que também mais se esvaiam memórias sobre quem teve importância na nossa terra.

Para que não continue a haver memória curta, assim, aproveita-se a passagem do terceiro aniversário da morte de um destes exemplos, António Dâmaso, para tomar o todo pela parte e se fazer justiça:

Com lugar especial na memória colectiva da região, faleceu em 2005 um bom Felgueirense-Longrino: António da Silva Dâmaso.
Persona Grata da Longra, António Dâmaso deixou o número dos vivos aos 77 anos, na noite de 6 de Maio de 2005, vítima de doença prolongada do foro cardíaco, como homem de paixões que, discreta mas intensamente, vivia os valores identificativos que lhe mexiam os sentidos.

Tratando-se de um dos Homens Bons de que rezará a História local, o “senhor Damas”, como era mais conhecido, nutria aquela qualidade simpática de ser pessoa muito estimada e respeitada de todos, sendo um bairrista íntimo que muito queria a seu rincão. Facto bem patente no incentivo e apreço que sabia incutir e demonstrar a quem tivesse o mesmo denominador comum, como tantas vezes tivemos oportunidade de sentir em conversas amenas, de memórias às mãos cheias.

António da Silva Dâmaso nasceu a 12 de Julho de 1934 (data correcta, como convém justificar, já que, por gralha de impressão, não está correctamente o ano, por troca de um 5 em vez do 3, na data de nascimento que ficou impressa no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, que publicamos em 1997).

Natural da antiga povoação da Longra, António Dâmaso era oriundo de uma família tradicional da freguesia de Rande, onde foi personagem sempre muito interessado pelos assuntos da terra-mãe. Na sua juventude fora um dos melhores expoentes da equipa de basquetebol da Longra, de que já era entusiasta em pequeno como acompanhante assíduo e depois foi como praticante de eleição, passando entusiasmado com a bola ao cesto do Sport Club da Longra e sucessora equipa da Casa do Povo pelos anos quarenta e cinquenta, do séc. XX.

Mais tarde tornou-se figura carismática do Grupo Desportivo da Metalúrgica da Longra/MIT, nas décadas de cinquenta e sessenta, a cuja formação participante nos campeonatos corporativos de basquetebol dedicou muito do seu tempo, tendo sido à posteriori o responsável máximo pela sua manutenção e longevidade, enquanto foi possível. Também teve muito apreço o seu desempenho a secretário da Junta de Freguesia de Rande, função que ocupou de 1959 a 1975. Além de ainda haver sido um funcionário fiel da MIT/Metalúrgica da Longra, como quadro válido do escritório dessa histórica firma, de onde apenas saiu por aposentação, após a mesma empresa ter entrado em decadência.

António Dâmaso, mais recentemente, fez parte da genuína Comissão para a Toponímia de Rande, que desenvolveu o estudo inicial e mais sério para a denominação justa de nomes às ruas e outras vias de comunicação da freguesia, tendo ainda chegado a conhecer a ditosa notícia da elevação da Longra a vila, mas na inversa também tomou conhecimento da injustiça que veio a ser praticada na anulação daquele dito estudo toponímico, substituído que foi esse anterior trabalho por um posterior arranjo a nível municipal, de muito mau gosto e lamentável intenção, aliás até contra o que fora aprovado em Assembleia de Freguesia – derivado à criação de uma comissão oficial camarária e decisões resultantes com beneplácito de outras pessoas envolvidas na aceitação, a abanar a cabeça...

Homem íntegro, muito sincero e apaixonado pelo que lhe despertava atenções, porém pouco expansivo e algo discreto, o “sr. Damas” acabou por partir com esse desgosto consigo.

Será contudo ainda tempo, seja quando for possível, pela parte de quem teve e tem responsabilidades na matéria, de haver reconsideração oficial dos atropelos cometidos, de repor e fazer justiça; de, ao menos, se começar quantos antes a fazer a reabilitação ao que em devido tempo fora atribuído, atendendo aos valores históricos, enquanto não há lugar à colocação das respectivas placas... Aproveitando-se, então, para o homenagear também, vista a realidade do seu desaparecimento, com a atribuição de seu nome a uma das ruas da Vila da Longra, dentro da área de Rande, pois ele sim merece.

© Armando Pinto
Bib.: trechos de crónica no jornal Semanário de Felgueiras de 13-05-2005 e do livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, editado em 1997.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

JOÃO CUNHA E SILVA COMEMOROU O SEU 90º ANIVERSÁRIO

No domingo, fez 90 anos
Mais um dia feliz para João Cunha e Silva


Tal como tínhamos noticiado na anterior edição, teve lugar no passado domingo, a festa de 90º aniversário, do empresário felgueirense, João Cunha e Silva.

O primeiro acto, foi uma missa na igreja paroquial da Pedreira, ao que se seguiu, na empresa que fundou, a fábrica de calçado Pedreira, a inauguração de um busto, numa homenagem efectuada pelos seus filhos.

Na oportunidade e depois de benzido o busto pelo pároco Abílio Barbosa, a sua filha mais velha, Madalena Silva, numa breve discurso, descreveu o percurso de vida de seu pai, perante as dezenas de convidados, entre as quais, se contava a presidente de Câmara, Fátima Felgueiras, e muitos amigos e familiares de João Cunha e Silva.

De tarde, na quinta do Sobrado, em Pombeiro, teve lugar um almoço que se prolongou pela tarde, num convívio festivo, onde a figura central, como não poderia deixar de ser, foi o aniversariante.

Recorde-se, a propósito, que João Cunha e Silva é um dos pioneiros da indústria do calçado em Felgueiras. Natural de Lagares e a viver à muitos anos na Pedreira, fez 90 anos, no passado domingo. É do tempo das botas de pneu, feitas à mão e de ir levar encomendas na camioneta “laranjinha” ao Porto, ao Ribeiro do Bolhão. Na década de 50, do século passado, fundou a fábrica de Calçado Pedreira. Tem nove filhos vivos, alguns dos quais herdaram o seu gosto pelos negócios e souberam a partir da fábrica mãe, criar as suas próprias empresas, entre as quais se contam, a Sotubo, Longratex, Nobrand e a fábrica de Calçado Baía. À muitos anos afastado da indústria do calçado, dedicou-se nas quintas e terrenos que, entretanto, tinha adquirido, a construir moradias e loteamentos.

Confessa-se um homem feliz, realizado, de bem com a vida, e no domingo com saúde e boa disposição, viveu mais um dia bom, rodeado pelos filhos, esposas, netos e bisnetos, e muitos amigos, que lhe deram amizade e carinho.

Noticia - Semanário de Felgueiras

A CASA DO POVO DA LONGRA COMEMOROU A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS


A Casa do Povo da Longra, um dos únicos locais do concelho onde se comemorou a Revolução dos Cravos, que completou este ano 34 anos, foi palco de um sarau cultural na noite de 24 de Abril.

O ponto alto deste espectáculo, apoiado pelo Ministério da Cultura, foi a actuação da Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada, encenado por Capitolina Oliveira, Este Coro interpretou a parte musical da obra 25 de Abril.

Foram ainda feitas pequenas encenações introdutórias dos temas desde o Estado Novo, ao 25 de Abril e à situação actual no mundo, nomeadamente no Iraque e no Tibete.
De seguida foram cantadas músicas de Lopes-Graça, José Afonso, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, entre outros.

Na primeira parte, o evento contou com a declamação de poemas pelos actores, ainda muito jovens, Vítor Lousquinhos, Bruno Xavier, Tozé Marinho e Ana Rita, bem como por Pedro Lira (actor e pianista) e Cristiana Rodrigues (actriz e encenadora), todos do Teatro PésnaLua. De seguida, José Silva, do Porto, da geração dos cantores de Abril, cantou vários temas de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, com destaque para a parte da obra de Zeca no que respeita à grande sensibilidade afectiva que o poeta/cantor tinha por crianças e pela mãe, demonstrada em canções, como, por exemplo, Menino d'Oiro e Minha Mãe.

Noticia - Semanário de Felgueiras
www.semanariofelgueiras.pt/

quarta-feira, 30 de abril de 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

GRUPO DE TEATRO DA LONGRA CONTINUA EM PLENA ACTIVIDADE E ASCENSÃO


No passado sábado dia 26 de Abril, o Grupo de Teatro deslocou-se à Maia, para responder a mais um convite para o qual havia sido solicitado.

Cerca das 14:00 horas todos “equipados” com o novo visual, rumaram em direcção à Maia, onde foram muito bem recebidos pela representante do grupo de catequese a Vera e pelo respectivo Pároco de Vermoim, Padre Zé.

Depois de montado o cenário e de terem sido efectuados os últimos ensaios, seguiu-se um momento de convívio entre todos os elementos, onde não faltou diversão, alegria e boa disposição.

Pelas 19:00 horas, o Grupo de Teatro assistiu à celebração eucarística na Igreja local, onde tinham sido reservados os respectivos lugares. Na Eucaristia, o pároco convidou a assembleia a assistir à peça de teatro “ Cama para Outro” e fez uma pequena apresentação do Grupo de Teatro.



No final da eucaristia, o Padre Manuel Joaquim em conjunto com o “Grupo de Teatro Pé no Charco” da Filarmonia de Vermoim, e todos os elementos do Grupo de Teatro da Longra, foram degustar um delicioso e animado jantar, onde não faltou alegria como é timbre do grupo.

Pelas 21:30 horas e já com casa cheia foi a hora de dar inicio ao espectáculo, iniciado pelo Grupo de Teatro Pé no Charco com a representação de uns momentos infantis intitulados “ Alma de Clown”. Pelas 22:00 horas foi a vez do Grupo de Teatro da Longra entrar em cena. Foi recebido com um enorme aplauso e durante todo o espectáculo o riso fazia-se ouvir entre a bem composta plateia.

No final o Reverendo Padre Zé, agradeceu ao Grupo de Teatro, por ter levado aquela freguesia uma comédia de grande qualidade: “ Nos dias que correm onde ao abrir os jornais só se lêem desgraças, foi muito bom receber esta vossa comédia, um momento muito divertido, uma noite muito animada, que mesmo com as bodas de ouro no Fórum conseguiram encher o auditório e animar a noite… bem haja”


Para concluir o espectáculo, os dois grupos de teatro em palco fizeram a plateia dançar ao som de uma música bem divertida composta pelo Grupo de Teatro Pé no Charco.
Resta-nos deixar o nosso agradecimento ao Sr. Correia que amavelmente nos cedeu o transporte, às pessoas que nos cederam fatos e mobílias, e ainda à KuskoJeans, pela oferta das t-shirts que nos identificam, sem esquecer o Padre Manuel pela sua agradável presença e às pessoas que tão bem nos receberam.


Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra

segunda-feira, 28 de abril de 2008

CINEMA NA CASA DO POVO COM O FILME “O AVIADOR” - SÁBADO / 3 DE MAIO

Galardoado com mais de 40 prémios, entre os quais 5 Óscares e 3 Globos de Ouro, esta é mais uma obra-prima assinada por Martin Scorsese, que ficará para a história do cinema

No próximo sábado, 3 de Maio, pelas 21h30, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Circuito de Cinema INATEL passa o filme " O Aviador ” ("The Aviator") que conta a história de um dos personagens mais fascinantes dos Estados Unidos no século 20.

Entrada Livre


Sonhador, perturbado, sedutor – assim era Howard Hughes (1905-1976), herdeiro de uma grande fortuna familiar que advinha da exploração petrolífera. A sua habilidade com os negócios transformou-o numa das mais importantes figuras da aviação, pois as suas ideias e invenções permitiram um desenvolvimento da indústria aeronáutica. Bateu recordes de velocidade e de altitude e deu a volta ao mundo em apenas três dias. A aviação, o cinema e as mulheres eram as suas três grandes paixões. A multiplicidade do carácter deste multimilionário norte-americano despertou o interesse de Martin Scorsese que – com o argumento de John Logan – retratou as grandes paixões de Hughes, destacando a aviação e por isso chamou-lhe O Aviador.

Ficha Técnica

Título Original: The Aviator

Género: Drama

Tempo de Duração: 168 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 2004

domingo, 27 de abril de 2008

CONVÍVIO DE ACÓLITOS DE RANDE, SERNANDE E VERMOIM


Como já tem vindo a suceder-se ao longo de alguns anos, o dia 25 de Abril, é a data escolhida para o intercâmbio entre os acólitos de Rande, Sernande e Vermoim, ao qual este ano também não passou em branco.

Por volta das 11H00, chegaram os acólitos de Vermoim, recebemo-los com o “jogo do conhecimento” para descobrirmos os novos rostos dos grupos de ambas as partes, pois existem sempre novas caras todos os anos, em seguida visitamos as obras da nossa igreja, guiada pelo nosso Padre Manuel Joaquim.

Depois por volta das 12h30 dirigimo-nos para a casa do Sr. Sousa, pai do Jorge, um dos membros do nosso grupo, ao qual agradecemos desde já a comodidade e o almoço oferecido pelo mesmo.

Após o almoço fizemos nova caminhada em direcção a Sernande, realizando ao longo da mesma um jogo, espécie de “Caça ao Tesouro”, onde os acólitos de Vermoim tinham de descobrir ao longo do percurso várias pistas, seguidas de perguntas de cultura geral como complemento, alusivas a uma frase que viriam a completar mais tarde.

Meia hora depois do previsto, a qual pedimos desculpa pelo atraso, chegamos à Igreja de Sernande, onde participamos de uma Celebração Eucarística, presidida pelo Padre Zé de Vermoim e pelo nosso padre Manuel Joaquim. Já na Acção de Graças foi-nos oferecido da parte dos nossos convidados uma pequena lembrança. Finda a celebração, visitamos o centro hípico e a quinta dos gansos da freguesia, onde todos ficaram maravilhados. Agradecemos também a toda a gente que cooperou connosco na visita guiada ao mesmo.

Em seguimento a este dia dirigimo-nos novamente para a casa do Sr. Sousa, onde desfrutamos de um delicioso lanche.

Para finalizarmos este convívio oferecemos-lhe uma lembrança complemento da frase do jogo realizado da parte da tarde “Unidos a Cristo Alcançamos a Paz” essa que foi um porta-chaves feito em pele por nós com a palavra “Paz”.

Queremos agradecer a todos os que colaboraram connosco principalmente ao Sr. Sousa e família pelo agradável acolhimento que nos deram.

Gostamos muito deste intercâmbio pois tudo correu pelo melhor e esperamos que tal como dizia a lembrança oferecida da parte deles “Firmes como esta pedra, edificaremos a igreja”.


Liliana Silva
Grupo de Acólitos de Rande e Sernande

sábado, 26 de abril de 2008

JOÃO CUNHA E SILVA - FUNDADOR DA FÁBRICA DE CALÇADO PEDREIRA / EM ENTREVISTA AO SF

João Cunha e Silva é um dos pioneiros da indústria do calçado em Felgueiras.

Natural de Lagares e a viver à muitos anos na Pedreira, faz 90 anos, no próximo dia 27 de Abril. É do tempo das botas de pneu, feitas à mão e de ir levar encomendas na camioneta “laranjinha” ao Porto, ao Ribeiro do Bolhão.

Na década de 50, do século passado, fundou a fábrica de Calçado Pedreira. Tem nove filhos vivos, alguns dos quais herdaram o seu gosto pelos negócios e que souberam a partir da fábrica mãe, criar as suas próprias empresas, entre as quais se contam, a Sotubo, Longratex, Nobrand e a fábrica de Calçado Baía. Há muitos anos afastado da indústria do calçado, dedicou-se às quintas e terrenos que, entretanto, tinha adquirido, a construir moradias e loteamentos.

Apesar da idade não pára e planos não lhe faltam. Sente-se realizado, feliz e conjuntamente com convidados e os seus mais de 60 familiares no próximo domingo, vai festejar o seu aniversário com uma festa de arromba.


Semanário de Felgueiras (SF) – O Sr. Cunha e Silva é natural de Lagares, não é verdade?
João Cunha e Silva (JCS) – Sim, nasci na freguesia de Lagares no dia 27 de Abril de 1918. Por lá passei a minha infância até fazer a quarta classe, cujo exame fiz em Penacova, porque na altura não havia escola em Lagares.

SF – A seguir a fazer a primária nesse tempo era habitual começar-se a trabalhar?
JCS
- Sim, tinha mais ou menos onze anos quando fui trabalhar para Felgueiras, como caixeiro, na Casa do Lago.

SF – Quanto tempo exerceu essa profissão?
JCS
– Um ano e pouco. Tive lá um problema e vim-me embora.

SF- Que tipo de problema?
JCS – Bem, naquela altura a manteiga que lá vendíamos vinha de Paços de Ferreira, demorava o seu tempo a chegar. Um dia um cliente perguntou-me se ela era fresca e eu disse que não. O dono não gostou do que eu disse e deu-me um abanão. Era um miúdo, só tinha falado a verdade. Fiquei magoado, nunca mais lá voltei.

SF – Depois disso que emprego arranjou?
JCS
– Fui para sapateiro. Aprender com um mestre. Era duro nessa altura. Fazia-se as linhas, ensedava-se, metia-se na sovela, tinha-se que cozer as botas, lixar, etc.… eram aquelas botas de pneu.

SF – Quando começou a trabalhar por sua conta?
JCS – Por volta dos 17anos. O meu mestre Carvalho Dias um dia não aceitou umas botas que fiz alegando que tinham um defeito. Obrigou-me a pagar vinte escudos por elas. Na altura era muito dinheiro. Fiquei aborrecido.
No outro fui a Guimarães, numa bicicleta de pedal, a uma fábrica de curtumes, comprei couro e comecei a fazer botas.

SF – E para vendê-las como era?
JCS – Fui ao Porto, na “laranjinha”, que era um autocarro que levava uma eternidade a lá chegar, contactei o Ribeiro do Bolhão, que tinha uma loja que vendia botas ao pé do mercado do Bolhão e comecei a trabalhar com ele. A partir dai o que produzia ele vendia.

SF – Já trabalhava alguém consigo?
JCS
– No começo só um rapazinho. Mais tarde quando casei aos 19 anos, já tinha três pessoas a trabalhar comigo.

SF – Nessa altura morava onde?
JCS – Em Sernande, só mudei para a Pedreira em 1940, altura em que ali comprei uma casa por 12 contos e trezentos escudos.

SF – Foi nessa altura que construiu a sua fábrica de calçado?
JCS – Não, foi mais tarde. Passados cinco comprei um terreno onde mais tarde fiz uma casa e instalei a fábrica de calçado Pedreira.

SF – Essa fábrica já tinha máquinas ou as botas ainda eram feitas manualmente?
JCS – Já tínhamos umas máquinas Singer, mas era quase tudo feito à mão. Lembro-me que os moldes eram em papelão. Nessa altura já tinha a trabalhar comigo cerca de 15 pessoas.

SF – Mas foi crescendo?
JCS – O negócio correu bem, começamos a vender mais calçado para outras zonas do país, especialmente, para Lisboa.

SF – Nessa altura a fábrica ainda não exportava?
JCS – Não. A exportação de calçado na Pedreira começou no fim da década de 60. Mas quem deu esse impulso no negócio foram os meus filhos que a partir de 1968 já geriam a fábrica.

SF – Quantos filhos teve?
JCS – Treze, embora quatro tenham morrido ainda crianças. Tenho nove filhos vivos que, claro, são o meu orgulho.

SF – Com os seus filhos à frente e com a abertura de novos mercados a seguir ao 25 de Abril, a fábrica expandiu-se muito?
JCS
– Sim, a exportação de calçado para os países da Europa deu uma dimensão muito maior à fábrica e a muitas outras aqui no concelho. De facto, o sector nas décadas de 70 e 80, viveu momentos muito bons.

SF – E os seus filhos também criaram as suas próprias empresas?
JCS – É verdade. Tenho orgulho nisso. Eles a partir da fábrica de calçado da Pedreira criaram empresas como a Longratex, Sotubo, Nobrand, a Baía e outras, que ainda empregam muita gente no concelho.

SF – A partir de 1968 afasta-se do sector do calçado?

JCS – Sim, devido ao falecimento da minha esposa tivemos que fazer partilhas. Por essa altura o meu filho Mário e a minha filha Madalena assumiram a fábrica, entrando os outros mais novos mais tarde.

SF – O Sr. João a que se dedicou então?
JCS
– Eu entretanto tinha comprado terrenos e umas quintas em Sernande, Rande e Pedreira. Fiz, se bem me lembro, cinco loteamentos, construí moradias em banda em Sernande, fui mexendo, não se chega à minha idade estando muito parado.

SF – Como vê o actual momento da indústria do calçado concelhia?
JCS
– Bem, sabe que a indústria calçado baixou muito, a concorrência vinda de países como a China e outros, vieram diminuir as vendas das nossas fábricas. Mas creio que também têm fechado muitas fábricas pequenas que não tinham grandes condições. Acho que as fábricas maiores se deviam unir mais.

SF – E quanto ao concelho no geral?
JCS
– Acho que se devia dar mais atenção às freguesias.

SF – Está a falar da Câmara Municipal?
JCS – Sim, penso que se deveria investir mais nas freguesias. Por exemplo aqui ao lado em Lousada acho que se está a fazer um bom trabalho nessa área. Porém, devo dizer-lhe, que Fátima Felgueiras, é o melhor presidente de Câmara que conheci nesta terra.

SF – Sente-se um homem realizado?
JCS – Claro, sinto-me feliz, pelo que realizei e ainda quero realizar, e por ter uma família que com filhos, esposas, netos e bisnetos, já ultrapassa as 60 pessoas.

NOTÍCIA- SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS