quinta-feira, 8 de maio de 2008

CASA DO POVO DA LONGRA PROMOVE CONCURSO INFANTO-JUVENIL DE ESCRITA CRIATIVA E DE POESIA FAUSTO QUINTAS (2008)


Iniciativa integra-se na Feira do Livro Infanto-Juvenil da Vila da Longra, que em cada ano decorrerá de 1 a 10 de Junho


A Casa do Povo da Longra acaba de instituir um concurso anual infanto-juvenil de Escrita Criativa e de Poesia, para crianças do concelho que frequentam os 1º e 2º ciclos do ensino básico.
A iniciativa, integrada na Feira do Livro Infanto-Juvenil da Vila da Longra – que em cada ano decorrerá de 1 a 10 de Junho –, surge em parceria com as Juntas de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande.

A entidade promotora em cada edição “baptizará” o concurso com o nome de uma figura das Artes e/ou Letras, como forma de tributo.
Este ano, na primeira edição, a homenagem é feita a Fausto Quintas – professor e escritor, principalmente de Literatura Infantil, com obra publicada e premiada a nível nacional. Assim, em 2008, o evento denomina-se “Concurso Infanto-Juvenil de Escrita Criativa e de Poesia Fausto Quintas (2008)".

O concurso é composto por dois escalões – o A e o B, distintos entre si em relação ao grau de ensino que o concorrente frequenta e ao género literário: o escalão A, para os alunos do 1.º ciclo, destina-se à Escrita Criativa; o B, para os alunos do 2.º, dirige-se a autores de Poesia.
Em cada escalão serão atribuídos prémios do 1.º ao 5.º lugar, sendo o primeiro no montante de 75 euros e os restantes quatro em livros e novidades editoriais. Todos os concorrentes receberão um diploma de participação.

Os trabalhos a concurso podem ser elaborados a título individual ou colectivamente; cada concorrente poderá enviar mais do que um trabalho, desde que cada texto seja assinado com pseudónimo diferente.

Os trabalhos terão que ser enviados pelo correio até ao próximo dia 30 de Maio. Se forem entregues em mão, os mesmos serão aceites até ao dia 1 de Junho (domingo).
Os prémios serão entregues no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, em cerimónia pública. Todos os textos do concurso serão expostos na Casa do Povo durante a já falada Feira do Livro, e as entidades promotoras colocam a possibilidade de, mais tarde, publicarem uma colectânea com os mesmos textos.

Adão Coelho, presidente da Casa do Povo da Longra, refere: “Este concurso tem como objectivo criar gostos de leitura e de escrita junto dos mais novos, incentivar a sua criatividade artística. Esta iniciativa, na parte que toca a esta associação, insere-se numa das linhas mestras da actual Direcção, que, desde a primeira hora, entendeu que a Casa deveria abrir-se à comunidade, ao concelho e até ao país. E, nesta linha, felizmente, temos sido bem sucedidos”.

Pedro Ribeiro, autarca de Rande – uma das três juntas que fazem parceria nesta e noutras iniciativas –, diz: “A Casa do Povo da Longra tem sido, cada vez mais, um parceiro importantíssimo na promoção cultural da Vila da Longra, nas mais diversas iniciativas”.

Contacto para mais informações - 91 609 00 33.


Fonte Expresso de Felgueiras (Edição online)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

JÁ ABRIU A TRADICIONAL BARRAQUINHA DOS BONS PETISCOS EM SERNANDE…


A Comissão Fabriqueira de Sernande, já deitou mãos á obra, reabrindo a já tradicional barraquinha dos petiscos. Esta iniciativa tem como fim angariar fundos de maneio para a festa do S. João, bem como, para obras a realizar na paróquia de Sernande.

Por isso, já sabe, ás sextas-feiras a partir das 20h00 e sábados a partir das 16h00, passe por Sernande para saborear uns bons petiscos, acompanhados pelo bom vinho da terra…

terça-feira, 6 de maio de 2008

EVOCAÇÃO… DUMA FIGURA LOCAL (ANTÓNIO DÂMASO)



O Sr. “Damas” em fisionomia da década de cinquenta - Cartão de Atleta do G. D. Mit

- A propósito de efeméride correspondente

Têm faltado ultimamente, entre nós, justas homenagens a quem merece, como que a dar continuidade a anteriores iniciativas que, em anos ainda frescos dum próximo passado, levaram a que fossem recordados, por exemplo, os fundadores da Casa do Povo da Longra, os criadores e primeiros funcionários do Correio da Longra, o autor da pioneira travessia aérea de Portugal à índia, etc. – entre realizações de tradição na própria Associação Casa do Povo da Longra.

Ao invés, por meio das instituições de representatividade da terra, Junta de Freguesia e Casa do Povo, recentemente têm sido mais lembrados, em homenagens, pessoas de fora e que, na prática, não têm nada a ver com a local realidade…

Pois, deve ser dado, sim, valor ao mérito.
Porque nos últimos anos também desapareceram alguns dos antigos e poucos valores humanos que ainda restavam, como António Dâmaso, autarca carismático de antigamente e desportista apaixonado; Joaquim Pinto, autor da sirene da Metalúrgica da Longra e galardoado com o Prémio da Associação Industrial Portuense (em 1959); mais Luís de Sousa Gonçalves, fundador da IMO; será já tempo de não deixar que também mais se esvaiam memórias sobre quem teve importância na nossa terra.

Para que não continue a haver memória curta, assim, aproveita-se a passagem do terceiro aniversário da morte de um destes exemplos, António Dâmaso, para tomar o todo pela parte e se fazer justiça:

Com lugar especial na memória colectiva da região, faleceu em 2005 um bom Felgueirense-Longrino: António da Silva Dâmaso.
Persona Grata da Longra, António Dâmaso deixou o número dos vivos aos 77 anos, na noite de 6 de Maio de 2005, vítima de doença prolongada do foro cardíaco, como homem de paixões que, discreta mas intensamente, vivia os valores identificativos que lhe mexiam os sentidos.

Tratando-se de um dos Homens Bons de que rezará a História local, o “senhor Damas”, como era mais conhecido, nutria aquela qualidade simpática de ser pessoa muito estimada e respeitada de todos, sendo um bairrista íntimo que muito queria a seu rincão. Facto bem patente no incentivo e apreço que sabia incutir e demonstrar a quem tivesse o mesmo denominador comum, como tantas vezes tivemos oportunidade de sentir em conversas amenas, de memórias às mãos cheias.

António da Silva Dâmaso nasceu a 12 de Julho de 1934 (data correcta, como convém justificar, já que, por gralha de impressão, não está correctamente o ano, por troca de um 5 em vez do 3, na data de nascimento que ficou impressa no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, que publicamos em 1997).

Natural da antiga povoação da Longra, António Dâmaso era oriundo de uma família tradicional da freguesia de Rande, onde foi personagem sempre muito interessado pelos assuntos da terra-mãe. Na sua juventude fora um dos melhores expoentes da equipa de basquetebol da Longra, de que já era entusiasta em pequeno como acompanhante assíduo e depois foi como praticante de eleição, passando entusiasmado com a bola ao cesto do Sport Club da Longra e sucessora equipa da Casa do Povo pelos anos quarenta e cinquenta, do séc. XX.

Mais tarde tornou-se figura carismática do Grupo Desportivo da Metalúrgica da Longra/MIT, nas décadas de cinquenta e sessenta, a cuja formação participante nos campeonatos corporativos de basquetebol dedicou muito do seu tempo, tendo sido à posteriori o responsável máximo pela sua manutenção e longevidade, enquanto foi possível. Também teve muito apreço o seu desempenho a secretário da Junta de Freguesia de Rande, função que ocupou de 1959 a 1975. Além de ainda haver sido um funcionário fiel da MIT/Metalúrgica da Longra, como quadro válido do escritório dessa histórica firma, de onde apenas saiu por aposentação, após a mesma empresa ter entrado em decadência.

António Dâmaso, mais recentemente, fez parte da genuína Comissão para a Toponímia de Rande, que desenvolveu o estudo inicial e mais sério para a denominação justa de nomes às ruas e outras vias de comunicação da freguesia, tendo ainda chegado a conhecer a ditosa notícia da elevação da Longra a vila, mas na inversa também tomou conhecimento da injustiça que veio a ser praticada na anulação daquele dito estudo toponímico, substituído que foi esse anterior trabalho por um posterior arranjo a nível municipal, de muito mau gosto e lamentável intenção, aliás até contra o que fora aprovado em Assembleia de Freguesia – derivado à criação de uma comissão oficial camarária e decisões resultantes com beneplácito de outras pessoas envolvidas na aceitação, a abanar a cabeça...

Homem íntegro, muito sincero e apaixonado pelo que lhe despertava atenções, porém pouco expansivo e algo discreto, o “sr. Damas” acabou por partir com esse desgosto consigo.

Será contudo ainda tempo, seja quando for possível, pela parte de quem teve e tem responsabilidades na matéria, de haver reconsideração oficial dos atropelos cometidos, de repor e fazer justiça; de, ao menos, se começar quantos antes a fazer a reabilitação ao que em devido tempo fora atribuído, atendendo aos valores históricos, enquanto não há lugar à colocação das respectivas placas... Aproveitando-se, então, para o homenagear também, vista a realidade do seu desaparecimento, com a atribuição de seu nome a uma das ruas da Vila da Longra, dentro da área de Rande, pois ele sim merece.

© Armando Pinto
Bib.: trechos de crónica no jornal Semanário de Felgueiras de 13-05-2005 e do livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, editado em 1997.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

JOÃO CUNHA E SILVA COMEMOROU O SEU 90º ANIVERSÁRIO

No domingo, fez 90 anos
Mais um dia feliz para João Cunha e Silva


Tal como tínhamos noticiado na anterior edição, teve lugar no passado domingo, a festa de 90º aniversário, do empresário felgueirense, João Cunha e Silva.

O primeiro acto, foi uma missa na igreja paroquial da Pedreira, ao que se seguiu, na empresa que fundou, a fábrica de calçado Pedreira, a inauguração de um busto, numa homenagem efectuada pelos seus filhos.

Na oportunidade e depois de benzido o busto pelo pároco Abílio Barbosa, a sua filha mais velha, Madalena Silva, numa breve discurso, descreveu o percurso de vida de seu pai, perante as dezenas de convidados, entre as quais, se contava a presidente de Câmara, Fátima Felgueiras, e muitos amigos e familiares de João Cunha e Silva.

De tarde, na quinta do Sobrado, em Pombeiro, teve lugar um almoço que se prolongou pela tarde, num convívio festivo, onde a figura central, como não poderia deixar de ser, foi o aniversariante.

Recorde-se, a propósito, que João Cunha e Silva é um dos pioneiros da indústria do calçado em Felgueiras. Natural de Lagares e a viver à muitos anos na Pedreira, fez 90 anos, no passado domingo. É do tempo das botas de pneu, feitas à mão e de ir levar encomendas na camioneta “laranjinha” ao Porto, ao Ribeiro do Bolhão. Na década de 50, do século passado, fundou a fábrica de Calçado Pedreira. Tem nove filhos vivos, alguns dos quais herdaram o seu gosto pelos negócios e souberam a partir da fábrica mãe, criar as suas próprias empresas, entre as quais se contam, a Sotubo, Longratex, Nobrand e a fábrica de Calçado Baía. À muitos anos afastado da indústria do calçado, dedicou-se nas quintas e terrenos que, entretanto, tinha adquirido, a construir moradias e loteamentos.

Confessa-se um homem feliz, realizado, de bem com a vida, e no domingo com saúde e boa disposição, viveu mais um dia bom, rodeado pelos filhos, esposas, netos e bisnetos, e muitos amigos, que lhe deram amizade e carinho.

Noticia - Semanário de Felgueiras

A CASA DO POVO DA LONGRA COMEMOROU A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS


A Casa do Povo da Longra, um dos únicos locais do concelho onde se comemorou a Revolução dos Cravos, que completou este ano 34 anos, foi palco de um sarau cultural na noite de 24 de Abril.

O ponto alto deste espectáculo, apoiado pelo Ministério da Cultura, foi a actuação da Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada, encenado por Capitolina Oliveira, Este Coro interpretou a parte musical da obra 25 de Abril.

Foram ainda feitas pequenas encenações introdutórias dos temas desde o Estado Novo, ao 25 de Abril e à situação actual no mundo, nomeadamente no Iraque e no Tibete.
De seguida foram cantadas músicas de Lopes-Graça, José Afonso, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, entre outros.

Na primeira parte, o evento contou com a declamação de poemas pelos actores, ainda muito jovens, Vítor Lousquinhos, Bruno Xavier, Tozé Marinho e Ana Rita, bem como por Pedro Lira (actor e pianista) e Cristiana Rodrigues (actriz e encenadora), todos do Teatro PésnaLua. De seguida, José Silva, do Porto, da geração dos cantores de Abril, cantou vários temas de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, com destaque para a parte da obra de Zeca no que respeita à grande sensibilidade afectiva que o poeta/cantor tinha por crianças e pela mãe, demonstrada em canções, como, por exemplo, Menino d'Oiro e Minha Mãe.

Noticia - Semanário de Felgueiras
www.semanariofelgueiras.pt/

quarta-feira, 30 de abril de 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

GRUPO DE TEATRO DA LONGRA CONTINUA EM PLENA ACTIVIDADE E ASCENSÃO


No passado sábado dia 26 de Abril, o Grupo de Teatro deslocou-se à Maia, para responder a mais um convite para o qual havia sido solicitado.

Cerca das 14:00 horas todos “equipados” com o novo visual, rumaram em direcção à Maia, onde foram muito bem recebidos pela representante do grupo de catequese a Vera e pelo respectivo Pároco de Vermoim, Padre Zé.

Depois de montado o cenário e de terem sido efectuados os últimos ensaios, seguiu-se um momento de convívio entre todos os elementos, onde não faltou diversão, alegria e boa disposição.

Pelas 19:00 horas, o Grupo de Teatro assistiu à celebração eucarística na Igreja local, onde tinham sido reservados os respectivos lugares. Na Eucaristia, o pároco convidou a assembleia a assistir à peça de teatro “ Cama para Outro” e fez uma pequena apresentação do Grupo de Teatro.



No final da eucaristia, o Padre Manuel Joaquim em conjunto com o “Grupo de Teatro Pé no Charco” da Filarmonia de Vermoim, e todos os elementos do Grupo de Teatro da Longra, foram degustar um delicioso e animado jantar, onde não faltou alegria como é timbre do grupo.

Pelas 21:30 horas e já com casa cheia foi a hora de dar inicio ao espectáculo, iniciado pelo Grupo de Teatro Pé no Charco com a representação de uns momentos infantis intitulados “ Alma de Clown”. Pelas 22:00 horas foi a vez do Grupo de Teatro da Longra entrar em cena. Foi recebido com um enorme aplauso e durante todo o espectáculo o riso fazia-se ouvir entre a bem composta plateia.

No final o Reverendo Padre Zé, agradeceu ao Grupo de Teatro, por ter levado aquela freguesia uma comédia de grande qualidade: “ Nos dias que correm onde ao abrir os jornais só se lêem desgraças, foi muito bom receber esta vossa comédia, um momento muito divertido, uma noite muito animada, que mesmo com as bodas de ouro no Fórum conseguiram encher o auditório e animar a noite… bem haja”


Para concluir o espectáculo, os dois grupos de teatro em palco fizeram a plateia dançar ao som de uma música bem divertida composta pelo Grupo de Teatro Pé no Charco.
Resta-nos deixar o nosso agradecimento ao Sr. Correia que amavelmente nos cedeu o transporte, às pessoas que nos cederam fatos e mobílias, e ainda à KuskoJeans, pela oferta das t-shirts que nos identificam, sem esquecer o Padre Manuel pela sua agradável presença e às pessoas que tão bem nos receberam.


Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra

segunda-feira, 28 de abril de 2008

CINEMA NA CASA DO POVO COM O FILME “O AVIADOR” - SÁBADO / 3 DE MAIO

Galardoado com mais de 40 prémios, entre os quais 5 Óscares e 3 Globos de Ouro, esta é mais uma obra-prima assinada por Martin Scorsese, que ficará para a história do cinema

No próximo sábado, 3 de Maio, pelas 21h30, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Circuito de Cinema INATEL passa o filme " O Aviador ” ("The Aviator") que conta a história de um dos personagens mais fascinantes dos Estados Unidos no século 20.

Entrada Livre


Sonhador, perturbado, sedutor – assim era Howard Hughes (1905-1976), herdeiro de uma grande fortuna familiar que advinha da exploração petrolífera. A sua habilidade com os negócios transformou-o numa das mais importantes figuras da aviação, pois as suas ideias e invenções permitiram um desenvolvimento da indústria aeronáutica. Bateu recordes de velocidade e de altitude e deu a volta ao mundo em apenas três dias. A aviação, o cinema e as mulheres eram as suas três grandes paixões. A multiplicidade do carácter deste multimilionário norte-americano despertou o interesse de Martin Scorsese que – com o argumento de John Logan – retratou as grandes paixões de Hughes, destacando a aviação e por isso chamou-lhe O Aviador.

Ficha Técnica

Título Original: The Aviator

Género: Drama

Tempo de Duração: 168 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 2004

domingo, 27 de abril de 2008

CONVÍVIO DE ACÓLITOS DE RANDE, SERNANDE E VERMOIM


Como já tem vindo a suceder-se ao longo de alguns anos, o dia 25 de Abril, é a data escolhida para o intercâmbio entre os acólitos de Rande, Sernande e Vermoim, ao qual este ano também não passou em branco.

Por volta das 11H00, chegaram os acólitos de Vermoim, recebemo-los com o “jogo do conhecimento” para descobrirmos os novos rostos dos grupos de ambas as partes, pois existem sempre novas caras todos os anos, em seguida visitamos as obras da nossa igreja, guiada pelo nosso Padre Manuel Joaquim.

Depois por volta das 12h30 dirigimo-nos para a casa do Sr. Sousa, pai do Jorge, um dos membros do nosso grupo, ao qual agradecemos desde já a comodidade e o almoço oferecido pelo mesmo.

Após o almoço fizemos nova caminhada em direcção a Sernande, realizando ao longo da mesma um jogo, espécie de “Caça ao Tesouro”, onde os acólitos de Vermoim tinham de descobrir ao longo do percurso várias pistas, seguidas de perguntas de cultura geral como complemento, alusivas a uma frase que viriam a completar mais tarde.

Meia hora depois do previsto, a qual pedimos desculpa pelo atraso, chegamos à Igreja de Sernande, onde participamos de uma Celebração Eucarística, presidida pelo Padre Zé de Vermoim e pelo nosso padre Manuel Joaquim. Já na Acção de Graças foi-nos oferecido da parte dos nossos convidados uma pequena lembrança. Finda a celebração, visitamos o centro hípico e a quinta dos gansos da freguesia, onde todos ficaram maravilhados. Agradecemos também a toda a gente que cooperou connosco na visita guiada ao mesmo.

Em seguimento a este dia dirigimo-nos novamente para a casa do Sr. Sousa, onde desfrutamos de um delicioso lanche.

Para finalizarmos este convívio oferecemos-lhe uma lembrança complemento da frase do jogo realizado da parte da tarde “Unidos a Cristo Alcançamos a Paz” essa que foi um porta-chaves feito em pele por nós com a palavra “Paz”.

Queremos agradecer a todos os que colaboraram connosco principalmente ao Sr. Sousa e família pelo agradável acolhimento que nos deram.

Gostamos muito deste intercâmbio pois tudo correu pelo melhor e esperamos que tal como dizia a lembrança oferecida da parte deles “Firmes como esta pedra, edificaremos a igreja”.


Liliana Silva
Grupo de Acólitos de Rande e Sernande

sábado, 26 de abril de 2008

JOÃO CUNHA E SILVA - FUNDADOR DA FÁBRICA DE CALÇADO PEDREIRA / EM ENTREVISTA AO SF

João Cunha e Silva é um dos pioneiros da indústria do calçado em Felgueiras.

Natural de Lagares e a viver à muitos anos na Pedreira, faz 90 anos, no próximo dia 27 de Abril. É do tempo das botas de pneu, feitas à mão e de ir levar encomendas na camioneta “laranjinha” ao Porto, ao Ribeiro do Bolhão.

Na década de 50, do século passado, fundou a fábrica de Calçado Pedreira. Tem nove filhos vivos, alguns dos quais herdaram o seu gosto pelos negócios e que souberam a partir da fábrica mãe, criar as suas próprias empresas, entre as quais se contam, a Sotubo, Longratex, Nobrand e a fábrica de Calçado Baía. Há muitos anos afastado da indústria do calçado, dedicou-se às quintas e terrenos que, entretanto, tinha adquirido, a construir moradias e loteamentos.

Apesar da idade não pára e planos não lhe faltam. Sente-se realizado, feliz e conjuntamente com convidados e os seus mais de 60 familiares no próximo domingo, vai festejar o seu aniversário com uma festa de arromba.


Semanário de Felgueiras (SF) – O Sr. Cunha e Silva é natural de Lagares, não é verdade?
João Cunha e Silva (JCS) – Sim, nasci na freguesia de Lagares no dia 27 de Abril de 1918. Por lá passei a minha infância até fazer a quarta classe, cujo exame fiz em Penacova, porque na altura não havia escola em Lagares.

SF – A seguir a fazer a primária nesse tempo era habitual começar-se a trabalhar?
JCS
- Sim, tinha mais ou menos onze anos quando fui trabalhar para Felgueiras, como caixeiro, na Casa do Lago.

SF – Quanto tempo exerceu essa profissão?
JCS
– Um ano e pouco. Tive lá um problema e vim-me embora.

SF- Que tipo de problema?
JCS – Bem, naquela altura a manteiga que lá vendíamos vinha de Paços de Ferreira, demorava o seu tempo a chegar. Um dia um cliente perguntou-me se ela era fresca e eu disse que não. O dono não gostou do que eu disse e deu-me um abanão. Era um miúdo, só tinha falado a verdade. Fiquei magoado, nunca mais lá voltei.

SF – Depois disso que emprego arranjou?
JCS
– Fui para sapateiro. Aprender com um mestre. Era duro nessa altura. Fazia-se as linhas, ensedava-se, metia-se na sovela, tinha-se que cozer as botas, lixar, etc.… eram aquelas botas de pneu.

SF – Quando começou a trabalhar por sua conta?
JCS – Por volta dos 17anos. O meu mestre Carvalho Dias um dia não aceitou umas botas que fiz alegando que tinham um defeito. Obrigou-me a pagar vinte escudos por elas. Na altura era muito dinheiro. Fiquei aborrecido.
No outro fui a Guimarães, numa bicicleta de pedal, a uma fábrica de curtumes, comprei couro e comecei a fazer botas.

SF – E para vendê-las como era?
JCS – Fui ao Porto, na “laranjinha”, que era um autocarro que levava uma eternidade a lá chegar, contactei o Ribeiro do Bolhão, que tinha uma loja que vendia botas ao pé do mercado do Bolhão e comecei a trabalhar com ele. A partir dai o que produzia ele vendia.

SF – Já trabalhava alguém consigo?
JCS
– No começo só um rapazinho. Mais tarde quando casei aos 19 anos, já tinha três pessoas a trabalhar comigo.

SF – Nessa altura morava onde?
JCS – Em Sernande, só mudei para a Pedreira em 1940, altura em que ali comprei uma casa por 12 contos e trezentos escudos.

SF – Foi nessa altura que construiu a sua fábrica de calçado?
JCS – Não, foi mais tarde. Passados cinco comprei um terreno onde mais tarde fiz uma casa e instalei a fábrica de calçado Pedreira.

SF – Essa fábrica já tinha máquinas ou as botas ainda eram feitas manualmente?
JCS – Já tínhamos umas máquinas Singer, mas era quase tudo feito à mão. Lembro-me que os moldes eram em papelão. Nessa altura já tinha a trabalhar comigo cerca de 15 pessoas.

SF – Mas foi crescendo?
JCS – O negócio correu bem, começamos a vender mais calçado para outras zonas do país, especialmente, para Lisboa.

SF – Nessa altura a fábrica ainda não exportava?
JCS – Não. A exportação de calçado na Pedreira começou no fim da década de 60. Mas quem deu esse impulso no negócio foram os meus filhos que a partir de 1968 já geriam a fábrica.

SF – Quantos filhos teve?
JCS – Treze, embora quatro tenham morrido ainda crianças. Tenho nove filhos vivos que, claro, são o meu orgulho.

SF – Com os seus filhos à frente e com a abertura de novos mercados a seguir ao 25 de Abril, a fábrica expandiu-se muito?
JCS
– Sim, a exportação de calçado para os países da Europa deu uma dimensão muito maior à fábrica e a muitas outras aqui no concelho. De facto, o sector nas décadas de 70 e 80, viveu momentos muito bons.

SF – E os seus filhos também criaram as suas próprias empresas?
JCS – É verdade. Tenho orgulho nisso. Eles a partir da fábrica de calçado da Pedreira criaram empresas como a Longratex, Sotubo, Nobrand, a Baía e outras, que ainda empregam muita gente no concelho.

SF – A partir de 1968 afasta-se do sector do calçado?

JCS – Sim, devido ao falecimento da minha esposa tivemos que fazer partilhas. Por essa altura o meu filho Mário e a minha filha Madalena assumiram a fábrica, entrando os outros mais novos mais tarde.

SF – O Sr. João a que se dedicou então?
JCS
– Eu entretanto tinha comprado terrenos e umas quintas em Sernande, Rande e Pedreira. Fiz, se bem me lembro, cinco loteamentos, construí moradias em banda em Sernande, fui mexendo, não se chega à minha idade estando muito parado.

SF – Como vê o actual momento da indústria do calçado concelhia?
JCS
– Bem, sabe que a indústria calçado baixou muito, a concorrência vinda de países como a China e outros, vieram diminuir as vendas das nossas fábricas. Mas creio que também têm fechado muitas fábricas pequenas que não tinham grandes condições. Acho que as fábricas maiores se deviam unir mais.

SF – E quanto ao concelho no geral?
JCS
– Acho que se devia dar mais atenção às freguesias.

SF – Está a falar da Câmara Municipal?
JCS – Sim, penso que se deveria investir mais nas freguesias. Por exemplo aqui ao lado em Lousada acho que se está a fazer um bom trabalho nessa área. Porém, devo dizer-lhe, que Fátima Felgueiras, é o melhor presidente de Câmara que conheci nesta terra.

SF – Sente-se um homem realizado?
JCS – Claro, sinto-me feliz, pelo que realizei e ainda quero realizar, e por ter uma família que com filhos, esposas, netos e bisnetos, já ultrapassa as 60 pessoas.

NOTÍCIA- SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A PROPÓSITO DO 25 DE ABRIL… LONGRA E FELGUEIRAS EM MOMENTOS HISTÓRICOS NACIONAIS

Em mais umas lembranças de afinidade perpétua entre brumas da cronologia, refresca-se o espírito com mais memórias por meio de recordações honrosas, anotando fastos de factos do concelho de Felgueiras também haver estado representado em momentos históricos da Pátria.

Não é despropositado nem exagerado afirmar-se esta constatação, atendendo à particularidade de ter havido contribuição Felgueirense, por meio de gente de terras da região do actual concelho, em guerras salientes dos primeiros reinados da nossa antiga Monarquia, assim como séculos volvidos no derrube desse regime, mais precisamente em 1910 na implantação da República proclamada a 5 de Outubro, tal como anos depois no golpe fatal de 13 de Fevereiro que acabou com a Monarquia do Norte, reimplantando o regime republicano em 1919, e ainda sangue descendente Felgueirense, décadas passadas, no 25 de Abril de que ressurgiu em 1974 a democracia.

Efectivamente, nos momentos mais contundentes Felgueiras lá esteve então. Para efeitos de evocação, ainda que relanceada, começa-se logo nos alvores da fundação nacional, atendendo à presença de um membro da família “dos de Sousa”, os Sousões, no acompanhamento de D. Afonso Henriques na luta pela independência do Condado Portucalense. Assim se passou com Soeiro Mendes de Sousa, “o Grosso” (irmão de D. Gonçalo Mendes de Sousa, o primeiro Sousão), tendo aquele nobre estado ao lado do então Príncipe Portucalense «no cerco de Guimarães. O seu papel de “adjuvante” do nosso primeiro rei, para utilizar uma expressão de V. Propp, surge com grande relevo na gesta de Afonso Henriques...» (conf. José Matoso-“Identificação de um País”). Também D. Gonçalo de Sousa, o Bom, foi lugar-tenente de D. Afonso Henriques, que acompanhou na batalha de Ourique, como depois esteve à conquista de Sevilha com D. Sancho I, de cuja peleja de Ajarafe tomou aos mouros algumas das bandeiras com que armou as paredes do mosteiro de Pombeiro (conf. Eduardo Freitas). Aliás são vários os exemplos de membros da família dos Sousões que se incorporaram em expedições dos primeiros reinados da nacionalidade, desde o acompanhamento na expedição contra os mouros em Elvas e na conquista de Lisboa, de que, aliás, D. Gonçalo Mendes de Sousa foi temporariamente governador, tendo o mesmo estado na conquista do Algarve, assim como D. Mendo de Sousa esteve incluído na defesa de Silves.

Dr. António Pinto Sampaio e Castro

Continuando-se o memorando, transcorrendo séculos, esquadrinhando nomes de naturais concelhios ligados a feitos antepassados, temos Felgueirenses que se destacaram na vida militar dessas eras remotas, entre os quais houve nomes de alguns componentes da família dos Lemos de Felgueiras (conf. Manuel Sampaio): «...Pedro de Lemos Ribeiro, filho de Jorge de Lemos de Andrade, esteve na batalha de Alfarrobeira, em 1449, ao lado de Pedro Coelho, filho de Gonçalo Pires Coelho (primeiro donatário de Felgueiras e Vieira). Pedro Coelho acompanhou o Infante D. Pedro nas divergências que este teve com o sobrinho, o rei D. Afonso V e aconselhou-o a que se passasse à província do Minho, aonde com seus irmãos, parentes e vassalos o defenderia. Assim aconteceu. Pedro Coelho, juntamente com Martim Coelho e João Coelho, Fernão Teles e seu pai Aires Gomes da Silva (senhores com títulos de Unhão), Luís e Lopo de Azevedo, combateu em Alfarrobeira...»

Já na era dos Descobrimentos, o “considerado Felgueirense” Nicolau Coelho esteve na descoberta do caminho marítimo para a Índia, sendo aí comandante da Nau Bérrio, da frota comandada por Vasco da Gama. A embarcação de 180 tonéis e 150 toneladas, pilotada por Pêro Escobar, sob comando do “fero Coelho” e com tripulação da zona de Entre Douro e Minho, partiu de Lisboa a 8 de Julho de 1497, e, depois de todas as peripécias da viagem, tendo as demais embarcações sido vítimas das águas de Cabo Verde em que o mau tempo assolou a armada de Gama, o Almirante encarregou Nicolau Coelho de trazer ao rei D. Manuel a novidade do sucesso da chegada ao Oriente, notícia grata que Coelho assim pôde transmitir por ter sido o primeiro a regressar a Lisboa. Depois, esse ilustre nauta participou também da descoberta do Brasil, em 1500, incluído na armada de Álvares Cabral, capitaneando navio que, inclusive, foi dos primeiros a aportar em Porto Seguro, sendo também Nicolau Coelho o primeiro a desembarcar, encarregado de se avistar com os Índios da terra de Vera Cruz.
A colonização brasileira, que se seguiu, teve ainda influência de gente de Felgueiras, através de D. António de Castelo Branco, que foi Senhor de Pombeiro. Ele foi um dos fidalgos que embarcou nos 26 navios enviados de Lisboa, Porto e Viana do Castelo para libertar a Baía da ocupação holandesa em 1625.

Após isso, depara-se mais tarde a colaboração conterrânea à transformação da Monarquia em República. Efeméride tão marcante que pelos tempos fora ficou assinalada em dia de feriado nacional do 5 de Outubro. Esse acontecimento ocorrido em 1910 representou profunda transformação na vida nacional, quer a nível político pela mudança do ceptro monárquico para o regime constitucional republicano, bem como a nível social por via do desenvolvimento surgido, segundo se nota na evolução repentina de hábitos e maneiras, além de formas de pensar e do próprio trajar, entre inúmeros casos. Felgueiras também teve, enfim, ligação a esse movimento da implantação da República: No terreno por meio da activa participação de João Sarmento Pimentel, então jovem que apesar de ser transmontano de nascimento era Felgueirense de residência, atendendo à sua estada mais regular em Felgueiras, habitante que foi na casa-mãe da sua família (solar da Torre, em Rande). E através de contribuição logística do Felgueirense Dr. António Pinto de Sampaio e Castro, político local de ideias republicanas.

João Sarmento Pimentel
(retrato pintado quando Capitão de Cavalaria militar – mais tarde promovido em General)

Com efeito João Sarmento Pimentel, como Cadete da Escola do Exército, tomou parte activa incorporando-se com armas na decisiva batalha da Rotunda, em Lisboa, dando o corpo ao manifesto da revolta do 5 de Outubro que implantou a Republica em Portugal. O Dr. António Sampaio Castro, personagem muito respeitado, contribuiu no movimento a modos que anonimamente, actuando na clandestinidade durante o último período da Monarquia. Sendo assim o Dr. António Castro grande activista político e amigo de João Sarmento Pimentel, ficou no conhecimento popular que o Cadete Militar, João da Torre, levara para Lisboa artesanais bombas feitas na Longra, na Casa do Dr. Castro, na Leira, de Rande (onde residia), pelo que se tornou lendário que algumas das primitivas cargas usadas na implantação da República foram originárias de Longra-Felgueiras!

Por tal motivo o Dr. Luís Gonzaga, figura de prestígio local e amigo dos dois personagens republicanos em apreço, escreveu no jornal de Felgueiras desse tempo a novidade, transmitida com grande ênfase a dar conta da participação do então Cadete João Pimentel no 5 de Outubro, conforme notícia inserta nesse Outono no periódico concelhio sob título “Um Bravo”. A vitória do 5 de Outubro foi mesmo aclamada publicamente em frente ao edifício onde funcionavam na época os Paços do Concelho, largo que por esse facto ficou durante longas décadas denominado como Praça 5 de Outubro (até que estranhamente o nome foi alterado em 1993 para Praça do Foral...).

Francisco Sarmento Pimentel (sendo ainda Tenente de Artilharia militar, antes de ter passado a Ten. Piloto-aviador e posteriormente ter sido autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia, em 1930 – mais tarde reabilitado como Coronel Pil.-Av.)


Depois sobre o Dr. António Castro, então Conservador concelhio, recaiu escolha para Administrador do Concelho de Felgueiras após a implantação da República, sendo ao mesmo tempo Conservador do Registo Civil de Felgueiras. Desempenhava as funções de Administrador quando, anos volvidos, se deu o levantamento oposicionista da Traulitânia que impôs a Monarquia do Norte, em finais de 1918. Então manteve-se fiel à Republica e, apesar de pressionado para se demitir, resistiu e fez com que tudo se mantivesse normalizado, pelo que foi muito vitoriado aquando da derrota desse efémero regime. Mal se soube do movimento liderado por João e Francisco Sarmento Pimentel a restaurar a República no Porto, a 13 de Fevereiro de 1919, juntou-se muito povo em Felgueiras, no Largo 5 de Outubro, em frente ao “Registo”, numa manifestação popular de júbilo pelo importante protagonismo conterrâneo no derrube do regime de Couceiro, em aplauso pela atitude firme do Dr. António Castro e pela participação dos irmãos Pimentéis (dos quais, o Francisco era mesmo natural de Felgueiras, nascido em Rande na Casa da Torre, da área da Longra).

Decorridas várias décadas de novo houve sangue Felgueirense noutra transformação político-social, com a mudança operada por meio do Movimento das Forças Armadas que realizou o 25 de Abril de 1974 - golpe que derrubou o regime totalitário saído do 28 de Maio de 1926, dando de novo a democracia à nação. Com efeito entre os oficiais da Comissão Coordenadora do M.F.A., que empreenderam a “Revolução dos Cravos”, estava o Capitão Sousa e Castro, filho de um Felgueirense-Longrino.

Rodrigo Sousa e Castro, o personagem em apreço, embora não tenha nascido em terras de Felgueiras, devido à deslocação derivada da vida profissional do progenitor, viveu na Longra grandes temporadas na sua infância, em casa do avô paterno António Sousa Gomes, pessoa de primeira linha da Longra de tempos áureos. Sendo o Capitão Sousa e Castro, depois Major, filho de Adriano Sousa e Castro, Felgueirense bairrista sempre fiel à sua naturalidade da então povoação da Longra e freguesia de Rande.

Felgueiras esteve assim com honra e glória nos grandes momentos da Grei acontecidos. E a Longra esteve incluída… e bem representada!

Trecho parcial / Pormenor visual de exposição onde constaram alguns dos referidos e outros Personagens locais da História, entre diversos temas – na Exposição “Memória Fotográfica de Rande”, realizada em 1996 na Casa do Povo da Longra…



© Armando Pinto
Bib.: Obras literárias do autor

terça-feira, 22 de abril de 2008

CASA DO POVO DA LONGRA (FELGUEIRAS) COMEMORA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS


Participações: Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada, cantor José Silva (Porto) e Teatro PésnaLua (Felgueiras)


A Casa do Povo da Longra vai assinalar o 34.º aniversário da Revolução dos Cravos, na próxima quinta-feira, dia 24, pelas 21h30, na sua sala de espectáculos.Trata-se de um sarau de música, poesia e partes cénicas sobre a Liberdade e o 25 de Abril, que terá a duração máxima de uma hora e meia. A entrada é livre. Actuarão, neste evento denominado “ Viver em Liberdade”, a Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada (que é um grupo com cerca de 30 elementos, dirigido e encenado por Capitolina Oliveira), com o tema “25 de Abril – 34 anos depois” (parte coral desta peça), bem como José Silva, do Porto, pertencente aos cantores da geração de Abril, e, na parte de declamação poética, crianças do Teatro PésnaLua, encenado por Cristiana Rodrigues.


NOTÍCIA - EXPRESSO DE FELGUEIRAS

segunda-feira, 21 de abril de 2008

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL / PSD FELGUEIRAS


1. Assembleia Municipal
1.1. Estudos e Projectos


O deputado municipal e líder do PSD Felgueiras, João Sousa, denunciou na última Sessão da Assembleia Municipal que a Câmara Municipal de Felgueiras, sob a presidência da actual presidente (1995-2007), encomendou e pagou 100 Projectos/Estudos.

A totalidade destes Projectos e Estudos teve um custo de 2 milhões 755 mil euros.
Apontou os projectos falhados e que nunca foram concretizados (alguns já com mais de dez anos!). 13 Projectos falhados/que nunca se concretizaram totalizam 1 milhão 718 mil euros!

(Todos os dados poderão ser consultados em www.psdfelgueiras.pt)

1.2. Projecto de Ampliação dos Paços do Concelho

O deputado municipal, João Sousa, em nome do PSD, insurgiu-se contra a Ampliação dos Paços do Concelho e considerou ser esta mais uma das infelizes ideias da Presidente. Reiterou a oposição frontal contra a ampliação e lembrou que o Movimento Sempre Presente apresentou ao eleitorado um programa onde nunca defendeu a ampliação do edifício da Câmara.
Defendeu que a Presidente deveria parar com esta megalomania, pois não tem legitimidade para a realizar em final de mandato e sem ter sido sufragada pela população. A eventual concretização deste projecto deverá ser apresentada ao eleitorado, para que, no próximo mandato, quem ganhar as eleições, tenha legitimidade para tomar decisões.

1.3. Conta de Gerência

O deputado municipal José Mendes enunciou as divergências do PSD em relação à prestação de contas de 2007. Alertou para o enorme desfasamento entre os valores orçamentados para o investimento e os valores realizados que se situaram, em 2007, apenas em 31% dos valores previstos. Manifestou a discordância em relação às prioridades e despesas realizadas em 2007, por não serem as mais adequadas para o desenvolvimento do concelho e para a melhoria das condições de vida dos munícipes.
Salientou, ainda, que os custos financeiros da autarquia subiram 300.000€ em 2007. A engenharia financeira para que as dívidas ao município tenham diminuído em mais de 2.037.751€ deve-se ao facto de só entrar em linha de conta os empréstimos de médio e longo prazo. Na rubrica empréstimos a curto prazo, não consta qualquer tipo de valor, apesar de no balanço aparecem 1.108.378,70€ de empréstimos bancários a curto prazo. Se tivermos em conta a rubrica “passivo”, verifica-se que aumentou cerca de 3.800.000€

O deputado municipal Inácio Ribeiro fez uma intervenção onde considerou que o executivo se socorre de operações de cosmética e de engenharia financeira, para nos brindar com contas esteticamente bem apresentáveis. Denunciou que os níveis de execução orçamental continuam muito baixos e que o PSD discorda das opções e decisões estratégicas para o município.

O deputado municipal Eduardo Teixeira lembrou que, desde que a actual presidente é a responsável pela autarquia, todas as Contas de Gerência têm um denominador comum: a baixa execução. Muitas intenções, mas poucas concretizações. Exortou a presidente a organizar passeios pelos concelhos vizinhos e a visitarem as zonas industriais, os espaços desportivos, as estradas e outros equipamentos que todos os concelhos têm. Concluiu que, perante tanta incapacidade de realizar obra e pelo mal que está a fazer ao concelho, a Presidente de Câmara deveria deixar outros governar o concelho, para que o pudessem retirar do actual marasmo.

2. Acção Sensibilização Rio Sousa – Recursos Hídricos


O PSD está preocupado com a qualidade dos recursos hídricos concelhios e realizou uma acção no Rio Sousa, no passado dia 19 de Abril. Facilmente se constatou o estado de contaminação do rio, fruto de um crescimento desorganizado da cidade, que não foi acompanhado por uma eficaz rede de saneamento básico. As espécies têm vindo a diminuir, como a truta, a enguia, a boga e o escalo, para além da diminuição de casos de nidificação do “pato-bravo” e a “galinha-d`água”, para além dos inconvenientes e frequentes maus cheiros, espumas e colorações.
É claro objectivo do PSD a despoluição do Rio Sousa e uma política específica para a valorização dos recursos hídricos concelhios, assumindo, desde já, um compromisso de responsabilidade ambiental com os felgueirenses, aplicando com eficácia uma “Agenda 21” local.

O PSD propõe-se devolver o Rio Sousa e outros recursos hídricos à população, através de medidas concretas de revitalização, promovendo um programa de despoluição e preservação (sensibilização das populações para evitar a contaminação dos recursos, limpezas periódicas dos leitos, com a ajuda de “agentes ambientais jovens”). Apostamos na recuperação de moinhos de rodízio e de beneficiação de zonas envolventes e de lazer. Entendemos prioritária a criação de um Centro de Interpretação, Educação Ambiental e Monitorização da Qualidade da Água dos Rios e Ribeiros, assim como a Classificação e Identificação da nascente do Rio Sousa (Friande), alertando e sensibilizando a população para o nosso património natural (sobretudo em idade escolar, através de programadas e persistentes acções de Educação Ambiental, complementares ao Ensino Regular). Tudo isto, obviamente, enquadrado em efectivas medidas de infraestruturação do Saneamento Básico e no tratamento de efluentes pecuários e industriais, conjugando um esforço da iniciativa pública e privada.

C.P. do PSD Felgueiras
21 de Março de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

LONGRA ASSINALA O 25 DE ABRIL

A Casa do Povo da Longra vai levar a efeito, na noite de 24 de Abril, no seu auditório, um espectáculo comemorativo do 34.º aniversário do 25 de Abril.

O evento, denominado "Viver em Liberdade", contará com a actuação de um cantor da geração dos cantores de Abril, José Silva, do Porto, bem como de outros músicos e actores.

SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“CAMA P´RA OUTRO” DIA 26 DE ABRIL NA MAIA


O Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, vai mais uma vez apresentar a peça “CAMA P´RA OUTRO” desta feita na freguesia de Vermoim, Concelho da Maia.

“CAMA P´RA OUTRO” trata-se de uma excelente comédia originalmente brasileira, adaptada para português e encenada por Ana Sousa Pinto, que foi estreada no passado dia 9 de Junho de 2007, no auditório da Casa do Povo.

O sucesso desta peça já levou a várias actuação, entre elas uma deslocação à Associação Recreativa de Pias, no Concelho de Lousada.

A actuação será no próximo dia 26 de Abril (sábado) pelas 21h00, no Salão Paroquial de Vermoim

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CORREIOS DA LONGRA DE NOVO ASSALTADO


Mais uma vez o Posto dos Correios na Vila da Longra foi assaltado. Em menos de dois meses os ladrões aproveitaram o facto de este estar sem clientes e assim consumar mais um assalto. A última acção dos ladrões foi em 22 de Fevereiro.

Ao que pudemos apurar, o assalto deu-se hoje (10 de Abril) por volta das 11h20, na qual se sabe que eram dois indivíduos que se faziam deslocar num automóvel. Desconhecendo-se até ao momento os prejuízos causados por estes.

A GNR de Felgueiras mobilizou rapidamente alguns agentes para o local, mas sem efeitos, visto que os suspeitos já tinham abandonado o posto dos correios sem deixar rastos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

VILA DA LONGRA RECEBEU A 1ª EXPO CASAMENTO


Realizou-se no último fim-de-semana (5/6 de Abril) no Restaurante d.Villa a 1ª Expo Casamentos da Vila da Longra.

Cerca de 15 empresas ofereceram serviços e produtos, como vestuário para noivos acompanhantes meninos das alianças, convites, fotografia, ourivesaria, floristas, catering, passando pelo aluguer de veículos, cabeleireiros e animação de festas, entre outros.

Os visitantes do evento, para além de puderem fazer bons negócios, puderam ainda usufruir de momentos de descontracção, com música, vídeos e até oferta de um pequeno serviço de beleza e até mesmo um desfile para todos os participantes de uma festa de casamento (noivos, convidados, e mesmo para os mais pequeno), durante o qual foi servido aos presentes um espumante doce.

A adesão para uma primeira iniciativa pode ser considerada boa, o desfile foi o auge da exposição tendo sido este, o momento que mais público reuniu. Mas segundo a organização, “para a primeira vez o balanço foi muito positivo” prometendo para a próxima fazer mais e melhor ficando já aqui a proposta em aberto para mais empresas expor na próxima edição.

Para além do que se passava a vista dos visitantes a agitação nos bastidores também era grande, muita pressão na hora, alguns imprevistos a ultima da hora. Mas no fim o resultado foi do agrado de todos. A organização desde já agradece a todos os modelos que desfilaram, visto terem prestado o serviço tão prontamente.

A organização aproveitou também para referir que acha a “expo casamento” o local perfeito para montar um casamento ou festa sem ter que correr de lado para lado á procura do melhor, onde o objectivo é mostrar que tudo está disponível num único local, permitindo que se ganhe muito tempo e poupando trabalho, com a melhor relação custo/benefício.