sábado, 26 de abril de 2008

JOÃO CUNHA E SILVA - FUNDADOR DA FÁBRICA DE CALÇADO PEDREIRA / EM ENTREVISTA AO SF

João Cunha e Silva é um dos pioneiros da indústria do calçado em Felgueiras.

Natural de Lagares e a viver à muitos anos na Pedreira, faz 90 anos, no próximo dia 27 de Abril. É do tempo das botas de pneu, feitas à mão e de ir levar encomendas na camioneta “laranjinha” ao Porto, ao Ribeiro do Bolhão.

Na década de 50, do século passado, fundou a fábrica de Calçado Pedreira. Tem nove filhos vivos, alguns dos quais herdaram o seu gosto pelos negócios e que souberam a partir da fábrica mãe, criar as suas próprias empresas, entre as quais se contam, a Sotubo, Longratex, Nobrand e a fábrica de Calçado Baía. Há muitos anos afastado da indústria do calçado, dedicou-se às quintas e terrenos que, entretanto, tinha adquirido, a construir moradias e loteamentos.

Apesar da idade não pára e planos não lhe faltam. Sente-se realizado, feliz e conjuntamente com convidados e os seus mais de 60 familiares no próximo domingo, vai festejar o seu aniversário com uma festa de arromba.


Semanário de Felgueiras (SF) – O Sr. Cunha e Silva é natural de Lagares, não é verdade?
João Cunha e Silva (JCS) – Sim, nasci na freguesia de Lagares no dia 27 de Abril de 1918. Por lá passei a minha infância até fazer a quarta classe, cujo exame fiz em Penacova, porque na altura não havia escola em Lagares.

SF – A seguir a fazer a primária nesse tempo era habitual começar-se a trabalhar?
JCS
- Sim, tinha mais ou menos onze anos quando fui trabalhar para Felgueiras, como caixeiro, na Casa do Lago.

SF – Quanto tempo exerceu essa profissão?
JCS
– Um ano e pouco. Tive lá um problema e vim-me embora.

SF- Que tipo de problema?
JCS – Bem, naquela altura a manteiga que lá vendíamos vinha de Paços de Ferreira, demorava o seu tempo a chegar. Um dia um cliente perguntou-me se ela era fresca e eu disse que não. O dono não gostou do que eu disse e deu-me um abanão. Era um miúdo, só tinha falado a verdade. Fiquei magoado, nunca mais lá voltei.

SF – Depois disso que emprego arranjou?
JCS
– Fui para sapateiro. Aprender com um mestre. Era duro nessa altura. Fazia-se as linhas, ensedava-se, metia-se na sovela, tinha-se que cozer as botas, lixar, etc.… eram aquelas botas de pneu.

SF – Quando começou a trabalhar por sua conta?
JCS – Por volta dos 17anos. O meu mestre Carvalho Dias um dia não aceitou umas botas que fiz alegando que tinham um defeito. Obrigou-me a pagar vinte escudos por elas. Na altura era muito dinheiro. Fiquei aborrecido.
No outro fui a Guimarães, numa bicicleta de pedal, a uma fábrica de curtumes, comprei couro e comecei a fazer botas.

SF – E para vendê-las como era?
JCS – Fui ao Porto, na “laranjinha”, que era um autocarro que levava uma eternidade a lá chegar, contactei o Ribeiro do Bolhão, que tinha uma loja que vendia botas ao pé do mercado do Bolhão e comecei a trabalhar com ele. A partir dai o que produzia ele vendia.

SF – Já trabalhava alguém consigo?
JCS
– No começo só um rapazinho. Mais tarde quando casei aos 19 anos, já tinha três pessoas a trabalhar comigo.

SF – Nessa altura morava onde?
JCS – Em Sernande, só mudei para a Pedreira em 1940, altura em que ali comprei uma casa por 12 contos e trezentos escudos.

SF – Foi nessa altura que construiu a sua fábrica de calçado?
JCS – Não, foi mais tarde. Passados cinco comprei um terreno onde mais tarde fiz uma casa e instalei a fábrica de calçado Pedreira.

SF – Essa fábrica já tinha máquinas ou as botas ainda eram feitas manualmente?
JCS – Já tínhamos umas máquinas Singer, mas era quase tudo feito à mão. Lembro-me que os moldes eram em papelão. Nessa altura já tinha a trabalhar comigo cerca de 15 pessoas.

SF – Mas foi crescendo?
JCS – O negócio correu bem, começamos a vender mais calçado para outras zonas do país, especialmente, para Lisboa.

SF – Nessa altura a fábrica ainda não exportava?
JCS – Não. A exportação de calçado na Pedreira começou no fim da década de 60. Mas quem deu esse impulso no negócio foram os meus filhos que a partir de 1968 já geriam a fábrica.

SF – Quantos filhos teve?
JCS – Treze, embora quatro tenham morrido ainda crianças. Tenho nove filhos vivos que, claro, são o meu orgulho.

SF – Com os seus filhos à frente e com a abertura de novos mercados a seguir ao 25 de Abril, a fábrica expandiu-se muito?
JCS
– Sim, a exportação de calçado para os países da Europa deu uma dimensão muito maior à fábrica e a muitas outras aqui no concelho. De facto, o sector nas décadas de 70 e 80, viveu momentos muito bons.

SF – E os seus filhos também criaram as suas próprias empresas?
JCS – É verdade. Tenho orgulho nisso. Eles a partir da fábrica de calçado da Pedreira criaram empresas como a Longratex, Sotubo, Nobrand, a Baía e outras, que ainda empregam muita gente no concelho.

SF – A partir de 1968 afasta-se do sector do calçado?

JCS – Sim, devido ao falecimento da minha esposa tivemos que fazer partilhas. Por essa altura o meu filho Mário e a minha filha Madalena assumiram a fábrica, entrando os outros mais novos mais tarde.

SF – O Sr. João a que se dedicou então?
JCS
– Eu entretanto tinha comprado terrenos e umas quintas em Sernande, Rande e Pedreira. Fiz, se bem me lembro, cinco loteamentos, construí moradias em banda em Sernande, fui mexendo, não se chega à minha idade estando muito parado.

SF – Como vê o actual momento da indústria do calçado concelhia?
JCS
– Bem, sabe que a indústria calçado baixou muito, a concorrência vinda de países como a China e outros, vieram diminuir as vendas das nossas fábricas. Mas creio que também têm fechado muitas fábricas pequenas que não tinham grandes condições. Acho que as fábricas maiores se deviam unir mais.

SF – E quanto ao concelho no geral?
JCS
– Acho que se devia dar mais atenção às freguesias.

SF – Está a falar da Câmara Municipal?
JCS – Sim, penso que se deveria investir mais nas freguesias. Por exemplo aqui ao lado em Lousada acho que se está a fazer um bom trabalho nessa área. Porém, devo dizer-lhe, que Fátima Felgueiras, é o melhor presidente de Câmara que conheci nesta terra.

SF – Sente-se um homem realizado?
JCS – Claro, sinto-me feliz, pelo que realizei e ainda quero realizar, e por ter uma família que com filhos, esposas, netos e bisnetos, já ultrapassa as 60 pessoas.

NOTÍCIA- SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A PROPÓSITO DO 25 DE ABRIL… LONGRA E FELGUEIRAS EM MOMENTOS HISTÓRICOS NACIONAIS

Em mais umas lembranças de afinidade perpétua entre brumas da cronologia, refresca-se o espírito com mais memórias por meio de recordações honrosas, anotando fastos de factos do concelho de Felgueiras também haver estado representado em momentos históricos da Pátria.

Não é despropositado nem exagerado afirmar-se esta constatação, atendendo à particularidade de ter havido contribuição Felgueirense, por meio de gente de terras da região do actual concelho, em guerras salientes dos primeiros reinados da nossa antiga Monarquia, assim como séculos volvidos no derrube desse regime, mais precisamente em 1910 na implantação da República proclamada a 5 de Outubro, tal como anos depois no golpe fatal de 13 de Fevereiro que acabou com a Monarquia do Norte, reimplantando o regime republicano em 1919, e ainda sangue descendente Felgueirense, décadas passadas, no 25 de Abril de que ressurgiu em 1974 a democracia.

Efectivamente, nos momentos mais contundentes Felgueiras lá esteve então. Para efeitos de evocação, ainda que relanceada, começa-se logo nos alvores da fundação nacional, atendendo à presença de um membro da família “dos de Sousa”, os Sousões, no acompanhamento de D. Afonso Henriques na luta pela independência do Condado Portucalense. Assim se passou com Soeiro Mendes de Sousa, “o Grosso” (irmão de D. Gonçalo Mendes de Sousa, o primeiro Sousão), tendo aquele nobre estado ao lado do então Príncipe Portucalense «no cerco de Guimarães. O seu papel de “adjuvante” do nosso primeiro rei, para utilizar uma expressão de V. Propp, surge com grande relevo na gesta de Afonso Henriques...» (conf. José Matoso-“Identificação de um País”). Também D. Gonçalo de Sousa, o Bom, foi lugar-tenente de D. Afonso Henriques, que acompanhou na batalha de Ourique, como depois esteve à conquista de Sevilha com D. Sancho I, de cuja peleja de Ajarafe tomou aos mouros algumas das bandeiras com que armou as paredes do mosteiro de Pombeiro (conf. Eduardo Freitas). Aliás são vários os exemplos de membros da família dos Sousões que se incorporaram em expedições dos primeiros reinados da nacionalidade, desde o acompanhamento na expedição contra os mouros em Elvas e na conquista de Lisboa, de que, aliás, D. Gonçalo Mendes de Sousa foi temporariamente governador, tendo o mesmo estado na conquista do Algarve, assim como D. Mendo de Sousa esteve incluído na defesa de Silves.

Dr. António Pinto Sampaio e Castro

Continuando-se o memorando, transcorrendo séculos, esquadrinhando nomes de naturais concelhios ligados a feitos antepassados, temos Felgueirenses que se destacaram na vida militar dessas eras remotas, entre os quais houve nomes de alguns componentes da família dos Lemos de Felgueiras (conf. Manuel Sampaio): «...Pedro de Lemos Ribeiro, filho de Jorge de Lemos de Andrade, esteve na batalha de Alfarrobeira, em 1449, ao lado de Pedro Coelho, filho de Gonçalo Pires Coelho (primeiro donatário de Felgueiras e Vieira). Pedro Coelho acompanhou o Infante D. Pedro nas divergências que este teve com o sobrinho, o rei D. Afonso V e aconselhou-o a que se passasse à província do Minho, aonde com seus irmãos, parentes e vassalos o defenderia. Assim aconteceu. Pedro Coelho, juntamente com Martim Coelho e João Coelho, Fernão Teles e seu pai Aires Gomes da Silva (senhores com títulos de Unhão), Luís e Lopo de Azevedo, combateu em Alfarrobeira...»

Já na era dos Descobrimentos, o “considerado Felgueirense” Nicolau Coelho esteve na descoberta do caminho marítimo para a Índia, sendo aí comandante da Nau Bérrio, da frota comandada por Vasco da Gama. A embarcação de 180 tonéis e 150 toneladas, pilotada por Pêro Escobar, sob comando do “fero Coelho” e com tripulação da zona de Entre Douro e Minho, partiu de Lisboa a 8 de Julho de 1497, e, depois de todas as peripécias da viagem, tendo as demais embarcações sido vítimas das águas de Cabo Verde em que o mau tempo assolou a armada de Gama, o Almirante encarregou Nicolau Coelho de trazer ao rei D. Manuel a novidade do sucesso da chegada ao Oriente, notícia grata que Coelho assim pôde transmitir por ter sido o primeiro a regressar a Lisboa. Depois, esse ilustre nauta participou também da descoberta do Brasil, em 1500, incluído na armada de Álvares Cabral, capitaneando navio que, inclusive, foi dos primeiros a aportar em Porto Seguro, sendo também Nicolau Coelho o primeiro a desembarcar, encarregado de se avistar com os Índios da terra de Vera Cruz.
A colonização brasileira, que se seguiu, teve ainda influência de gente de Felgueiras, através de D. António de Castelo Branco, que foi Senhor de Pombeiro. Ele foi um dos fidalgos que embarcou nos 26 navios enviados de Lisboa, Porto e Viana do Castelo para libertar a Baía da ocupação holandesa em 1625.

Após isso, depara-se mais tarde a colaboração conterrânea à transformação da Monarquia em República. Efeméride tão marcante que pelos tempos fora ficou assinalada em dia de feriado nacional do 5 de Outubro. Esse acontecimento ocorrido em 1910 representou profunda transformação na vida nacional, quer a nível político pela mudança do ceptro monárquico para o regime constitucional republicano, bem como a nível social por via do desenvolvimento surgido, segundo se nota na evolução repentina de hábitos e maneiras, além de formas de pensar e do próprio trajar, entre inúmeros casos. Felgueiras também teve, enfim, ligação a esse movimento da implantação da República: No terreno por meio da activa participação de João Sarmento Pimentel, então jovem que apesar de ser transmontano de nascimento era Felgueirense de residência, atendendo à sua estada mais regular em Felgueiras, habitante que foi na casa-mãe da sua família (solar da Torre, em Rande). E através de contribuição logística do Felgueirense Dr. António Pinto de Sampaio e Castro, político local de ideias republicanas.

João Sarmento Pimentel
(retrato pintado quando Capitão de Cavalaria militar – mais tarde promovido em General)

Com efeito João Sarmento Pimentel, como Cadete da Escola do Exército, tomou parte activa incorporando-se com armas na decisiva batalha da Rotunda, em Lisboa, dando o corpo ao manifesto da revolta do 5 de Outubro que implantou a Republica em Portugal. O Dr. António Sampaio Castro, personagem muito respeitado, contribuiu no movimento a modos que anonimamente, actuando na clandestinidade durante o último período da Monarquia. Sendo assim o Dr. António Castro grande activista político e amigo de João Sarmento Pimentel, ficou no conhecimento popular que o Cadete Militar, João da Torre, levara para Lisboa artesanais bombas feitas na Longra, na Casa do Dr. Castro, na Leira, de Rande (onde residia), pelo que se tornou lendário que algumas das primitivas cargas usadas na implantação da República foram originárias de Longra-Felgueiras!

Por tal motivo o Dr. Luís Gonzaga, figura de prestígio local e amigo dos dois personagens republicanos em apreço, escreveu no jornal de Felgueiras desse tempo a novidade, transmitida com grande ênfase a dar conta da participação do então Cadete João Pimentel no 5 de Outubro, conforme notícia inserta nesse Outono no periódico concelhio sob título “Um Bravo”. A vitória do 5 de Outubro foi mesmo aclamada publicamente em frente ao edifício onde funcionavam na época os Paços do Concelho, largo que por esse facto ficou durante longas décadas denominado como Praça 5 de Outubro (até que estranhamente o nome foi alterado em 1993 para Praça do Foral...).

Francisco Sarmento Pimentel (sendo ainda Tenente de Artilharia militar, antes de ter passado a Ten. Piloto-aviador e posteriormente ter sido autor da 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia, em 1930 – mais tarde reabilitado como Coronel Pil.-Av.)


Depois sobre o Dr. António Castro, então Conservador concelhio, recaiu escolha para Administrador do Concelho de Felgueiras após a implantação da República, sendo ao mesmo tempo Conservador do Registo Civil de Felgueiras. Desempenhava as funções de Administrador quando, anos volvidos, se deu o levantamento oposicionista da Traulitânia que impôs a Monarquia do Norte, em finais de 1918. Então manteve-se fiel à Republica e, apesar de pressionado para se demitir, resistiu e fez com que tudo se mantivesse normalizado, pelo que foi muito vitoriado aquando da derrota desse efémero regime. Mal se soube do movimento liderado por João e Francisco Sarmento Pimentel a restaurar a República no Porto, a 13 de Fevereiro de 1919, juntou-se muito povo em Felgueiras, no Largo 5 de Outubro, em frente ao “Registo”, numa manifestação popular de júbilo pelo importante protagonismo conterrâneo no derrube do regime de Couceiro, em aplauso pela atitude firme do Dr. António Castro e pela participação dos irmãos Pimentéis (dos quais, o Francisco era mesmo natural de Felgueiras, nascido em Rande na Casa da Torre, da área da Longra).

Decorridas várias décadas de novo houve sangue Felgueirense noutra transformação político-social, com a mudança operada por meio do Movimento das Forças Armadas que realizou o 25 de Abril de 1974 - golpe que derrubou o regime totalitário saído do 28 de Maio de 1926, dando de novo a democracia à nação. Com efeito entre os oficiais da Comissão Coordenadora do M.F.A., que empreenderam a “Revolução dos Cravos”, estava o Capitão Sousa e Castro, filho de um Felgueirense-Longrino.

Rodrigo Sousa e Castro, o personagem em apreço, embora não tenha nascido em terras de Felgueiras, devido à deslocação derivada da vida profissional do progenitor, viveu na Longra grandes temporadas na sua infância, em casa do avô paterno António Sousa Gomes, pessoa de primeira linha da Longra de tempos áureos. Sendo o Capitão Sousa e Castro, depois Major, filho de Adriano Sousa e Castro, Felgueirense bairrista sempre fiel à sua naturalidade da então povoação da Longra e freguesia de Rande.

Felgueiras esteve assim com honra e glória nos grandes momentos da Grei acontecidos. E a Longra esteve incluída… e bem representada!

Trecho parcial / Pormenor visual de exposição onde constaram alguns dos referidos e outros Personagens locais da História, entre diversos temas – na Exposição “Memória Fotográfica de Rande”, realizada em 1996 na Casa do Povo da Longra…



© Armando Pinto
Bib.: Obras literárias do autor

terça-feira, 22 de abril de 2008

CASA DO POVO DA LONGRA (FELGUEIRAS) COMEMORA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS


Participações: Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada, cantor José Silva (Porto) e Teatro PésnaLua (Felgueiras)


A Casa do Povo da Longra vai assinalar o 34.º aniversário da Revolução dos Cravos, na próxima quinta-feira, dia 24, pelas 21h30, na sua sala de espectáculos.Trata-se de um sarau de música, poesia e partes cénicas sobre a Liberdade e o 25 de Abril, que terá a duração máxima de uma hora e meia. A entrada é livre. Actuarão, neste evento denominado “ Viver em Liberdade”, a Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada (que é um grupo com cerca de 30 elementos, dirigido e encenado por Capitolina Oliveira), com o tema “25 de Abril – 34 anos depois” (parte coral desta peça), bem como José Silva, do Porto, pertencente aos cantores da geração de Abril, e, na parte de declamação poética, crianças do Teatro PésnaLua, encenado por Cristiana Rodrigues.


NOTÍCIA - EXPRESSO DE FELGUEIRAS

segunda-feira, 21 de abril de 2008

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL / PSD FELGUEIRAS


1. Assembleia Municipal
1.1. Estudos e Projectos


O deputado municipal e líder do PSD Felgueiras, João Sousa, denunciou na última Sessão da Assembleia Municipal que a Câmara Municipal de Felgueiras, sob a presidência da actual presidente (1995-2007), encomendou e pagou 100 Projectos/Estudos.

A totalidade destes Projectos e Estudos teve um custo de 2 milhões 755 mil euros.
Apontou os projectos falhados e que nunca foram concretizados (alguns já com mais de dez anos!). 13 Projectos falhados/que nunca se concretizaram totalizam 1 milhão 718 mil euros!

(Todos os dados poderão ser consultados em www.psdfelgueiras.pt)

1.2. Projecto de Ampliação dos Paços do Concelho

O deputado municipal, João Sousa, em nome do PSD, insurgiu-se contra a Ampliação dos Paços do Concelho e considerou ser esta mais uma das infelizes ideias da Presidente. Reiterou a oposição frontal contra a ampliação e lembrou que o Movimento Sempre Presente apresentou ao eleitorado um programa onde nunca defendeu a ampliação do edifício da Câmara.
Defendeu que a Presidente deveria parar com esta megalomania, pois não tem legitimidade para a realizar em final de mandato e sem ter sido sufragada pela população. A eventual concretização deste projecto deverá ser apresentada ao eleitorado, para que, no próximo mandato, quem ganhar as eleições, tenha legitimidade para tomar decisões.

1.3. Conta de Gerência

O deputado municipal José Mendes enunciou as divergências do PSD em relação à prestação de contas de 2007. Alertou para o enorme desfasamento entre os valores orçamentados para o investimento e os valores realizados que se situaram, em 2007, apenas em 31% dos valores previstos. Manifestou a discordância em relação às prioridades e despesas realizadas em 2007, por não serem as mais adequadas para o desenvolvimento do concelho e para a melhoria das condições de vida dos munícipes.
Salientou, ainda, que os custos financeiros da autarquia subiram 300.000€ em 2007. A engenharia financeira para que as dívidas ao município tenham diminuído em mais de 2.037.751€ deve-se ao facto de só entrar em linha de conta os empréstimos de médio e longo prazo. Na rubrica empréstimos a curto prazo, não consta qualquer tipo de valor, apesar de no balanço aparecem 1.108.378,70€ de empréstimos bancários a curto prazo. Se tivermos em conta a rubrica “passivo”, verifica-se que aumentou cerca de 3.800.000€

O deputado municipal Inácio Ribeiro fez uma intervenção onde considerou que o executivo se socorre de operações de cosmética e de engenharia financeira, para nos brindar com contas esteticamente bem apresentáveis. Denunciou que os níveis de execução orçamental continuam muito baixos e que o PSD discorda das opções e decisões estratégicas para o município.

O deputado municipal Eduardo Teixeira lembrou que, desde que a actual presidente é a responsável pela autarquia, todas as Contas de Gerência têm um denominador comum: a baixa execução. Muitas intenções, mas poucas concretizações. Exortou a presidente a organizar passeios pelos concelhos vizinhos e a visitarem as zonas industriais, os espaços desportivos, as estradas e outros equipamentos que todos os concelhos têm. Concluiu que, perante tanta incapacidade de realizar obra e pelo mal que está a fazer ao concelho, a Presidente de Câmara deveria deixar outros governar o concelho, para que o pudessem retirar do actual marasmo.

2. Acção Sensibilização Rio Sousa – Recursos Hídricos


O PSD está preocupado com a qualidade dos recursos hídricos concelhios e realizou uma acção no Rio Sousa, no passado dia 19 de Abril. Facilmente se constatou o estado de contaminação do rio, fruto de um crescimento desorganizado da cidade, que não foi acompanhado por uma eficaz rede de saneamento básico. As espécies têm vindo a diminuir, como a truta, a enguia, a boga e o escalo, para além da diminuição de casos de nidificação do “pato-bravo” e a “galinha-d`água”, para além dos inconvenientes e frequentes maus cheiros, espumas e colorações.
É claro objectivo do PSD a despoluição do Rio Sousa e uma política específica para a valorização dos recursos hídricos concelhios, assumindo, desde já, um compromisso de responsabilidade ambiental com os felgueirenses, aplicando com eficácia uma “Agenda 21” local.

O PSD propõe-se devolver o Rio Sousa e outros recursos hídricos à população, através de medidas concretas de revitalização, promovendo um programa de despoluição e preservação (sensibilização das populações para evitar a contaminação dos recursos, limpezas periódicas dos leitos, com a ajuda de “agentes ambientais jovens”). Apostamos na recuperação de moinhos de rodízio e de beneficiação de zonas envolventes e de lazer. Entendemos prioritária a criação de um Centro de Interpretação, Educação Ambiental e Monitorização da Qualidade da Água dos Rios e Ribeiros, assim como a Classificação e Identificação da nascente do Rio Sousa (Friande), alertando e sensibilizando a população para o nosso património natural (sobretudo em idade escolar, através de programadas e persistentes acções de Educação Ambiental, complementares ao Ensino Regular). Tudo isto, obviamente, enquadrado em efectivas medidas de infraestruturação do Saneamento Básico e no tratamento de efluentes pecuários e industriais, conjugando um esforço da iniciativa pública e privada.

C.P. do PSD Felgueiras
21 de Março de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

LONGRA ASSINALA O 25 DE ABRIL

A Casa do Povo da Longra vai levar a efeito, na noite de 24 de Abril, no seu auditório, um espectáculo comemorativo do 34.º aniversário do 25 de Abril.

O evento, denominado "Viver em Liberdade", contará com a actuação de um cantor da geração dos cantores de Abril, José Silva, do Porto, bem como de outros músicos e actores.

SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“CAMA P´RA OUTRO” DIA 26 DE ABRIL NA MAIA


O Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, vai mais uma vez apresentar a peça “CAMA P´RA OUTRO” desta feita na freguesia de Vermoim, Concelho da Maia.

“CAMA P´RA OUTRO” trata-se de uma excelente comédia originalmente brasileira, adaptada para português e encenada por Ana Sousa Pinto, que foi estreada no passado dia 9 de Junho de 2007, no auditório da Casa do Povo.

O sucesso desta peça já levou a várias actuação, entre elas uma deslocação à Associação Recreativa de Pias, no Concelho de Lousada.

A actuação será no próximo dia 26 de Abril (sábado) pelas 21h00, no Salão Paroquial de Vermoim

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CORREIOS DA LONGRA DE NOVO ASSALTADO


Mais uma vez o Posto dos Correios na Vila da Longra foi assaltado. Em menos de dois meses os ladrões aproveitaram o facto de este estar sem clientes e assim consumar mais um assalto. A última acção dos ladrões foi em 22 de Fevereiro.

Ao que pudemos apurar, o assalto deu-se hoje (10 de Abril) por volta das 11h20, na qual se sabe que eram dois indivíduos que se faziam deslocar num automóvel. Desconhecendo-se até ao momento os prejuízos causados por estes.

A GNR de Felgueiras mobilizou rapidamente alguns agentes para o local, mas sem efeitos, visto que os suspeitos já tinham abandonado o posto dos correios sem deixar rastos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

VILA DA LONGRA RECEBEU A 1ª EXPO CASAMENTO


Realizou-se no último fim-de-semana (5/6 de Abril) no Restaurante d.Villa a 1ª Expo Casamentos da Vila da Longra.

Cerca de 15 empresas ofereceram serviços e produtos, como vestuário para noivos acompanhantes meninos das alianças, convites, fotografia, ourivesaria, floristas, catering, passando pelo aluguer de veículos, cabeleireiros e animação de festas, entre outros.

Os visitantes do evento, para além de puderem fazer bons negócios, puderam ainda usufruir de momentos de descontracção, com música, vídeos e até oferta de um pequeno serviço de beleza e até mesmo um desfile para todos os participantes de uma festa de casamento (noivos, convidados, e mesmo para os mais pequeno), durante o qual foi servido aos presentes um espumante doce.

A adesão para uma primeira iniciativa pode ser considerada boa, o desfile foi o auge da exposição tendo sido este, o momento que mais público reuniu. Mas segundo a organização, “para a primeira vez o balanço foi muito positivo” prometendo para a próxima fazer mais e melhor ficando já aqui a proposta em aberto para mais empresas expor na próxima edição.

Para além do que se passava a vista dos visitantes a agitação nos bastidores também era grande, muita pressão na hora, alguns imprevistos a ultima da hora. Mas no fim o resultado foi do agrado de todos. A organização desde já agradece a todos os modelos que desfilaram, visto terem prestado o serviço tão prontamente.

A organização aproveitou também para referir que acha a “expo casamento” o local perfeito para montar um casamento ou festa sem ter que correr de lado para lado á procura do melhor, onde o objectivo é mostrar que tudo está disponível num único local, permitindo que se ganhe muito tempo e poupando trabalho, com a melhor relação custo/benefício.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

MAIS UMA MAGNIFICA ACTUAÇÃO DOS GRUPOS DE DANÇA DA CASA DO POVO


Realizou-se no passado sábado, 5 de Abril, no Auditório de Lousada um espectáculo de dança, que contou actuações de dança do ventre, hip-hop, dança contemporânea e danças latinas.

Presentes, para alem de Grupos de Lousada, estiveram os Grupos de dança da Professora Cristina Lopes, onde não poderíamos deixar de dar destaque paro os grupos da Casa do Povo, que mais uma vez se destacaram pela positiva com excelentes actuações.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

1ª EXPO CASAMENTO REALIZA-SE ESTE FIM-DE-SEMANA NA VILA DA LONGRA, EM FELGUEIRAS



A 5 e 6 de Abril, realiza-se no Restaurante d´Villa, na Longra, a primeira Expo Casamento de Felgueiras, um evento destinado a reunir num só lugar ofertas e amostras de serviços destinados a eventos como casamentos, baptizados e comunhões.


A ideia partiu de vários comerciantes locais da freguesia, ligados ao ramo de serviços para noivos e casamentos, que decidiram unir esforços para organizar este evento inédito no concelho de Felgueiras. Entre os expositores inscritos vão estar ao dispor do público um vasto leque de serviços, incluindo fotografia, ourivesaria, floristas, catering e vestuário, passando pelo aluguer de veículos, cabeleireiros e animação de festas, entre outros.

Carlos Faria, um dos organizadores, justifica a realização do certame apontando o “ clima económico desfavorável em que vivemos hoje, facto que afecta o ramo. Vemos que há menos casamentos, mas mesmo assim, nota-se que é nesta altura em que as pessoas gastam mais.” O organizador destaca as vantagens de um evento deste género para quem vai “dar o nó”. Porque os serviços estarão todos concentrados num só lugar, o objectivo é tornar a experiência de adquirir bens relacionados com o casamento mais agradável. Carlos Faria, um comerciante na área do vestuário, refere que “ comprar produtos e serviços para um casamento é muito diferente de ir ás compras ao shopping.”

Promover a região e superar a crise que o sector atravessa são igualmente as razões que levam Joaquim Faria a participar no certame. O comerciante da Santiago Noivos, que se especializa em fatos, explica que “a parte dos noivos podia estar melhor”, notando que, tradicionalmente, ele é menos organizado do que ela. “Por exemplo já tive noivos que apareceram cá na mesma semana do casamento, quando grande parte das noivas já trataram do assunto muito antes. Mas mesmo assim, nós ajudamos sempre o cliente e tentamos responder às suas necessidades, dentro do prazo desejado”, conclui. Este comerciante compreende que esta é a primeira tentativa numa organização deste tipo no concelho, mas realça a sua importância para o ramo. Acredita que “a ideia venha a animar um pouco este sector, que anda um bocado triste.”

O ourives Jorge Pacheco, da Ourivesaria Pacheco, espera angariar mais clientes durante a exposição, notando que “ nestes eventos há sempre alguém que compra qualquer coisa.” Decidiu participar porque, antes de tudo, quer ser parte activa nesta acção de comerciantes locais, reconhecendo que o sector que “sofreu quebras nas vendas, mas que mesmo assim, continua rentável.” Salienta que a ourivesaria “ é sempre o primeiro negócio a sofrer durante uma crise económica” mas avisa que “ também é o primeiro a recuperar.” Facto curioso, nota que a venda de acessórios associados aos casamentos e baptizados desceu bastante, mas em contrapartida, há uma tendência para um maior investimento em anéis de noivado e casamento. Para o evento, vai expor cerca de 300 modelos de alianças, “com uma garantia vitalícia contra todos os defeitos.”

A maioria dos participantes reconhecem o valor de uma acção que os leve de encontro aos seus clientes e que, ao mesmo tempo, promova a imagem de Felgueiras e do seu comércio local. “ Este evento é muito importante para projectar ao público e para o exterior a nossa imagem. É importante mostrar os serviços que oferecemos aos noivos, que vêm sempre ver o que existe no mercado”, salienta o gerente da Reflexos, uma empresa de reportagem fotográfica, que adiantou sortear metade do valor de uma reportagem entre os noivos que contratualizem o serviço de fotografia e vídeo durante aquele evento.

De igual modo, Fátima e Agostinho Costa, comerciantes de vestidos de noivas na empresa Agofa, acreditam nas vantagens em ir ao encontro do cliente, oposto a uma postura estática, que explicam como “menos personalizada. Vamos mostrar às pessoas que não precisam de ir aos grandes centros para adquirir bens para o casamento”, salienta Fátima Costa, notando que “ é importante que as pessoas percebam que o comércio tradicional é mais humano, mais personalizado.” O casal justifica que “há um nível de especialização no comércio local que não existe nas grandes superfícies”. Já no seu vigésimo ano no ramo, os empresários notam que já estão “ a atender as filhas de algumas das nossas antigas clientes. Vamos promover um desconto durante o evento e alguns dos vestidos vão ser parte de um desfile de moda, durante a tarde de Domingo”, conclui Agostinho Costa.

Para além de empresas de Felgueiras, o certame acolhe alguns expositores de concelhos limítrofes, tal como Lousada e Amarante. Deste último vem Hélder Coimbra, da Inventos, uma empresa especializada em animação, tal como uma oferta que passa pelas “decorações e esculturas de balões e palhaços, entre outros serviços”, explica o empresário, que espera conquistar novos clientes. Nota que “ muita gente, tanto clientes como expositores, não têm a possibilidade de ir às grandes feiras do género, que normalmente ocorrem nas grandes cidades, como o Porto. Estes eventos, mais pequenos, oferecem as condições para as pequenas e médias empresas mostrar o que têm”, conclui.

De olho no futuro, organização e participantes lamentam a falta de um espaço adequado para realizar eventos deste género em Felgueiras. O Restaurante d´Villa vai ceder três salões para o certame, segundo a sua gerente, Vânia Torres, que justifica a escolha porque “para além de um hotel, não há outro lugar onde se possa organizar um evento deste tipo”, explica. Os casamentos são, nesta altura do ano, parte importante do negócio para o restaurante. Por isso, a prata da casa vai estar igualmente em exposição, com três mesas representativas do tipo de produtos que oferecem, passando pelos vinhos de alta qualidade e as frutas cristalizadas. Não obstante o facto desta exposição ser a primeira do género em Felgueiras, tanto os empresários como a organização expressam o desejo que se realizem futuras edições deste certame, usufruindo das lições do evento deste ano. Como Carlos Faria explica “ sei que no final, vamos ter uma visão diferente, depois desta primeira iniciativa.”

Noticia- Expresso de Felgueiras

quarta-feira, 2 de abril de 2008

AH POIS É! NO ''POST'' ANTERIOR ENCONTRAM UMA MENTIRA DO DIA 1 DE ABRIL...


Fica aqui o desmentido da vinda de versão musical «Jesus Cristo Superstar» de Filipe de Lá Féria para o III Encontro de Teatro da Casa do Povo da Longra.

Foi uma pequena partida do dia 1 de Abril que fizemos aos nossos leitores, que certamente não levaram a mal. Também á organização do III Encontro de Teatro da Casa do Povo, que vai contar certamente com grandes peças de teatro, desejamos os maiores sucessos.

Assim sendo, pedimos as nossas sinceras desculpas pelo engano propositado.

terça-feira, 1 de abril de 2008

ULTIMA HORA / JESUS CRISTO SUPERSTAR NO III ENCONTRO DE TEATRO.


O Vila da Longra soube que um directo colaborador da Casa do povo da Longra esteve reunido com Filipe de LA Féria até já de madrugada, tendo chegando acordo para que a versão musical “Jesus Cristo Superstar” esteja presente no III Encontro de Teatro.

Após o grande êxito alcançado nas cidades de Lisboa e Porto de «Jesus Cristo Superstar» tendo no ultimo atingindo os cem mil espectadores numa temporada de quatro meses, Filipe La Féria irá estar assim no próximo mês de Maio (falta acertar o dia) na Vila da Longra.

«Jesus Cristo Superstar» é uma nova e surpreendente versão de La Féria do musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, tendo os empresários britânicos dos autores classificado como «a mais moderna e contemporânea encenação de Jesus Cristo Superstar, de uma força, originalidade e beleza plástica que supera todas as antigas versões da mais famosa opera-rock de todos os tempos». (...)

O III Encontro de Teatro da Casa do Povo, que se realiza entre Maio e Julho, vai receber várias companhias de teatro, para alem de Filipe de La Féria, também o Grupo Pés na Lua, o Grupo da Paroquia da Pedreira, o Grupo de Teatro da Casa do Povo, este, irá encerrar com a peça “Ladra que furta ladra, não merece pancada” .

Mais informação será dada muito brevemente em conferência de imprensa.

sábado, 29 de março de 2008

1º EXPO CASAMENTO NA VILA DA LONGRA


A Vila da Longra vai acolher mais um evento, destas feita, a primeira edição da Expo Casamento que se vai realizar nos próximos dias 5 e 6 de Abril no restaurante D´Villa.

Trata-se de uma exposição vocacionada para noivos com todos os serviços associados ao casamento desde do vestido da noiva ou o fato do noivo, o fotógrafo, a florista, entre outros.

A Expo Casamento abre as portas no dia 5 (sábado) pelas 15h00 até ás 22h00, no dia 6 (Domingo) abre ás 13h00 e encerra ás 22h00.
Ainda no domingo, pelas 16h00 será realizado um desfile de noivos.

As empresas que estejam interessadas em mostrar os seus serviços nesta exposição devem contactar a organização pelos telefones: 255 921 048 ou 964 393 470.

sexta-feira, 28 de março de 2008

JORGE SOUSA EM "GENTE NOSSA" DO SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS


Jorge Sousa, 25 anos, responsável pelo Grupo de Teatro da Associação da Casa do Povo da Longra em GENTE NOSSA, fala da actividade do grupo de teatro amador na semana em que se assinalou mais um Dia Mundial do Teatro.

"Estamos ainda a preparar a peça “Ladra que furta ladra, não merece pancada”, do Autor Paulo Jorge Dumaresq, que irá estrear e encerrar o III Encontro de Teatro."

O teatro amador é feito por “amor à camisola”. É isso que faz com que a Longra continue a ter um grupo de teatro?
Sim, é o amor à camisola e o gosto por representar, porque é tudo o que ganhamos e não esperamos mais nada.

Que “feed-back” têm do público que assiste aos vossos espectáculos?
Muito bom, felizmente, sempre a aplaudir e à espera de mais da nossa parte. (E já agora que continuem assim…)
Quais são as principais dificuldades e constrangimentos com que se debate o Grupo de Teatro?
Neste momento é a falta de elementos, sobretudo femininos.

Ano após ano continuam a aparecer “talentos”? Como é que “recrutam” actores e actrizes para o vosso elenco?
Não aparecem tantos como gostaríamos e desejávamos, mas estamos felizes com os elementos que temos.
Felizmente, através das representações, conseguimos cativar sempre o público em geral e algumas pessoas acabam por querer pertencer ao Grupo.
Também conseguimos cativar o seu interesse falando directamente ao mesmo tempo que mostrámos um pouco mais o que é na realidade o Teatro.

O Grupo de Teatro da Longra está aberto a todos os que desejem iniciar a sua actividade nesta arte de palco?
Sim, a todas as pessoas em geral que queiram fazer parte deste Grupo. Serão sempre bem-vindas e serão uma mais valia para o mesmo.

Qual é o maior desafio que se coloca ao vosso Grupo de Teatro?
Preparar o III Encontro de Teatro juntamente com outros Grupos de Teatro, pertencentes à Vila da Longra.

Que peça estão a preparar neste momento?
Continuamos em digressão com a peça “Cama para Outro”.Estamos ainda a preparar a peça “Ladra que furta ladra, não merece pancada”, do Autor Paulo Jorge Dumaresq, que irá estrear e encerrar o III Encontro de Teatro.

Principais projectos ou ambições. Quais são?
Fazer teatro de revista, retratando a vida da Longra antiga até à Longra actual. É um dos nossos objectivos.

PERFIL
Que talento pagavas para ter? O de Ruy de Carvalho.

Em que situações mentes? No caso de evitar conflitos, ou discórdias.

Quem é a modelo portuguesa mais sexy? Diana Chaves.

Quando foi a última vez que rezaste? Hoje.

Qual é o teu maior vício? Satisfação, estar feliz.

És a favor… Da felicidade, simplicidade, honestidade, harmonia…

És contra… Violência, furtos, entre outros

O teu sonho é: Ser Feliz

Qual o teu maior medo? Ser incapaz.

Qual o livro da tua vida? The Secret

Qual a compra mais cara que fizeste? Um carro

Que cidade mais gostaste de visitar? Mirandela

Aceitarias um cargo político? Qual? Não sei…

Se tivesses que escolher, preferias amor sem sexo ou sexo sem amor? Nenhumas, porque uma nega a outra, e ambas são necessárias

Há pessoas insubornáveis ou todos temos um preço? Acredito que existam

Uma ideia para Felgueiras… Protecção ambiental, mais evolução em geral

Como vês Felgueiras daqui a 10 anos? Diferente, melhor...espero!


Noticia - Semanário de Felgueiras

www.semanariofelgueiras.pt/

quinta-feira, 27 de março de 2008

DIA MUNDIAL DO TEATRO

Neste Dia Mundial do Teatro, e sendo a Vila da Longra uma terra por tradição ligada ao teatro, vimos manifestar a admiração por todos aqueles que ao longo dos tempos dignificaram e fizeram desta arte um exemplo de vida e de manifestação artística.
A todos aqueles que neste momento são gente de teatro, vai uma palavra de amizade, de solidariedade e confiança num futuro próximo.

Por último, deixamos uma palavra muito especial, um aplauso diferente para o Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, que vive, ri, sofre... e tudo porque amam profundamente o teatro.

terça-feira, 25 de março de 2008

CINEMA NA CASA DO POVO COM O FILME “ALI” - SÁBADO / 5 DE ABRIL

Um excelente filme sobre o grande lutador de boxe Muhammad Ali.


No próximo 5 de Abril, pelas 21h30, no auditório da Casa do Povo da Longra, o Circuito de Cinema INATEL passa o filme " ALI ” um excelente filme sobre Muhammad Ali , um grande lutador nos ringues de boxe e uma pessoa inteligente fora deles, onde impressionava pelo seu fácil palavreado.

Entrada livre.







Cassius Clay/Muhammad Ali é uma das personagens mais afectuosas da História dos EUA: campeão, líder e grande figura mediática. Com determinação, resistência física, e inteligência, Ali transformou para sempre a vida de muitos americanos. Os seus combates, tanto fora como dentro do ringue, deram a conhecer todos os aspectos da sua vida. Um épico sobre o desportista mais querido e polémico de todos os tempos. Um homem cuja influência se estendeu muito para além das quatro linhas.

Ficha Técnica

Título Original: Ali
De: Michael Mann
Com: Will Smith
151 min./2001/E.U.A. - M/12
Gênero: Drama

segunda-feira, 24 de março de 2008

CERCA DE 500 CRUCIFIXOS ESTIVERAM EXPOSTOS NA PEDREIRA


Esteve patente até ontem (domingo de Páscoa) no salão paroquial da Pedreira a exposição de Crucifixos, organizado pelos Grupos de Catequese.

Esta exposição, contou com cerca de 500 crucifixos, muitos dos quais criados pelos alunos da catequese, outros pelos colaboradores, que assim mostraram todo o seu entusiasmo e criatividade nesta exposição… para além de obras criadas para esta exposição, também foi possível ver outros pertences de particulares: alguns de grande valor, sendo peças bastantes antigas, ou de materiais preciosos que as compunha (como ouro e até uma toda ela em bronze).

Segundo membros da organização, a exposição teve uma boa afluência de visitantes, que, pelo que pudemos avaliar, puderam dar por bem empregue o tempo.

Assim resta-nos felicitar o Grupos de Catequese, pelo magnifico trabalho, tanto pela quantidade dos crucifixos, como pela forma que foram expostas, mas acima de tudo pela atenção e simpatia cedido aos visitantes, que assim ficaram mais elucidados sobre a origem e valor das peças ali expostas.

sexta-feira, 21 de março de 2008

MEMÓRIAS DA PÁSCOA

Compasso de Rande, anos 20 do Século XX – ao tempo do Padre Augusto
(foto da colecção de A. P. e inserta no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”)


Chegada a época pascal, da semana maior do ano cristão, apraz recordar algo do que identifica a memória local, quanto a costumes de recuadas afeições na alma popular. Sem se pretender inventar nada, que as tradições vêm de tempos remotos – e não com menos de qualquer uma dúzia de anos…

Procurando assim transmitir mais uns laivos de carácter apologista, a reminiscências histórico-etnográficas do passado conterrâneo, de temática quanto possível em conformidade ao calendário, chega a vez de dedicar umas linhas evocativas de algumas práticas tradicionais antepassadas relativas à Páscoa, como festa anual de semblante especial no imaginário popular, com saliência ao Folar e Compasso Pascal.

Em eras recuadas a quadra consubstanciava certos hábitos, de ritual, no povo da nossa zona. Entre os quais se pode aludir o caso de ser costume nesta região fazer-se limpezas gerais às casas pela Páscoa, devido à festividade coincidir em tempo primaveril, convidativo a arejar o mofo provocado pela humidade do inverno ultrapassado. Sem se dissociar, contudo, o respeito devido à vinda da Cruz Paroquial às casas, que eram preparadas a preceito. Por isso mesmo, entre as limpezas, também era usual esfregar-se o soalho, em árdua tarefa a que as mulheres se dedicavam, ajoelhadas dentro de “caixoto” apropriado a resguardar os joelhos, enquanto passavam na madeira uma escova-esfregona, embebida em água através de balde de folheta esmaltada ali à mão, raspando as tábuas ensaboadas, através da esfregona agarrada a duas mãos na propositada pega, tal o esforço necessário, de cócoras; sendo depois a água que não escorrera do soalho, pelas friestas, apanhada com pano absorvente, torcido de permeio.

Ao mesmo tempo que era função masculina, para arejar o ambiente, dar então uma anual caiadela às paredes, sobre o granito exterior branqueado de cal, contrastando ao rodapé pintado de preto, como era costume nas habitações típicas; em que ainda os antigos tapamentos de divisórias interiores recebiam de igual modo nova demão de caliça; e quando as portadas e até alguns dos “trastes” da mobília tinham a tinta estalada também lhes eram aplicadas umas pinceladas na ocasião, usualmente de azul anilado.

No ano em que pela primeira vez uma mulher foi “Juiz da Cruz” em Rande, no Compasso de 1997.
(foto da colecção de A. P. e integrante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”)

Chegado o dia, com os sinos paroquiais a repenicarem, quase a par com foguetes atroando os ares do horizonte e a campainha anunciadora do Compasso a ouvir-se nos arredores, era altura do folar – algo esperado sobretudo pelas crianças. Havendo o antigo, de âmago gastronómico, como posteriormente a rosca grande de prenda (oferta mais tarde alterada por peça de roupa, brinquedos ou utilidades). Ao passo que o dia produzia um sentido anímico diferente nas gentes locais, num manancial de tradições.

Neste ponto, como para ordenar as partes (embora alterando a feição destas notas de material sobejante ao que escrevemos anteriormente em livro), transcreve-se, agora em forma adaptada, juntando com partes antes inéditas, pequenas parcelas distintas, transportadas juntas para aqui, com pequenos trechos do capítulo da Memória Etnográfica inserta no referido livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, em alusão ao tema:

Folar antigo da Páscoa era um bolo de pão de massa de farinha milha, feito em forno doméstico, com um ovo cozido no meio, sobre o qual havia cobertura em forma apropriada ao revestimento do mesmo ovo, como que a dar efeito côncavo de tampa em massa de pão também... Enquanto o sucessor folar de prenda, posteriormente entrado nos costumes, consistia numa grande rosca (regueifa de trigo), com enfeites de massa sobreposta, que era dada aos afilhados na manhã do dia de Páscoa. Para gáudio da pequenada que, quantas vezes, passava a manhã a acompanhar o Compasso com a rosca metida pela cabeça a tiracolo, antes de ser servida à mesa no almoço da festa de ano – repasto farto que, como tal, além das batatas assadas do forno e arroz alourado, metia cabrito como prato forte, ou ovelha, galo, coelho e outras carnes, sem faltar o salpicão às rodelas na travessa do arroz.

Páscoa de 1998 – quando o Compasso foi realizado através do Grupo Coral de S. Tiago de Rande
(fotos da colecção particular de A. P. e destinada a um futuro livro…)


Na visita do pároco da freguesia e da respectiva cruz paroquial, toda enfeitada, o chefe de família punha na mesa alguns ovos, para folar do padre, que eram recolhidos por um dos membros do Compasso, homem que andava com a saca. O qual de permeio, com ajudas de outros, tinha de quando em vez que mandar à residência do abade despejar cestas com os ovos angariados. Onde o folar fosse maior que o normal era deitado um ou mais foguetes, enquanto a banda acompanhante executava uma das peças do seu reportório, a ajudar ao ambiente festivo, abrilhantado por tradicional tapete de flores ou simples ajunto de pétalas de flores espalhadas no chão, a assinalar o local da entrada.

Todas as despesas do Compasso, passados os antigos tempos dos juízes da Comissão do Subsino, eram por conta do juiz da cruz, incluindo o almoço a toda a comitiva, com excepção de algum ”fogo” pois que era costume haverem apaixonados em marcar desse modo a chegada da Visita, em cujas casas eram deitadas dúzias de foguetes por promessa do chefe de família ou apenas por sua vontade entusiasta.
Algumas destas tradições ainda se têm mantido, em menor escala e com diferenças...


© Armando Pinto
Bibliografia: “Memorial Histórico…”, mais crónica no jornal “Semanário de Felgueiras” e parte de um texto de futuro livro…

FELGUEIRAS É O CONCELHO COM MAIOR SUBIDA DE DESEMPREGO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

http://www.publico.clix.pt/

Responsável por metade das exportações nacionais de calçado, Felgueiras é seguido pelos concelhos de Resende e Cinfães. Uma viagem ao país do desemprego real.

A madrugada é o período mais difícil dos dias que Rui está a viver. “Foram 35 ou 36 anos a levantar-me às cinco e meia da manhã. Chega aquela hora e fico exaltado.” “Aquela” era a hora a que Rui Martins, tintureiro de Felgueiras, saía para trabalhar na Fábrica da Bouça. A chegar aos 50, com contrato de trabalho suspenso, à espera de uma definição sobre o futuro da empresa, mata os dias com a actividade de radioamador a que há muito se dedica. Mas já está a ficar saturado de estar em casa.


Rui, 35 anos na Bouça, o nome porque ainda é mais conhecida a têxtil Antero Teixeira da Cunha, para onde entrou aos 14, está em casa há mês e meio, desde 28 de Janeiro. Há mais tempo desempregada está Maria de Lurdes, a mulher, 50 anos, que perdeu o emprego quando a empresa de calçado Pinfel faliu em Julho de 2006, deixando cerca 120 pessoas sem trabalho. Têm ambos a quarta classe, ambos passaram a vida inteira com ordenados na fasquia do salário mínimo.


Olhar para a família de Rui e Maria de Lurdes – que também trabalhou nos têxteis até há uns doze anos, e após uma primeira fase de desemprego se mudou para o calçado – é ver um retrato social e empresarial do concelho do país onde o rácio do desemprego mais subiu nos últimos cinco anos, de acordo com uma análise do PÚBLICO sobre a evolução do desemprego entre o início de 2002 e finais de 2007.

Rui está fora do têxtil, Maria de Lurdes do calçado, o mais importante sector de actividade de Felgueiras, onde um dos filhos também já trabalhou e que dá que ganhar a duas noras. Os outros dois filhos andam, como muitos de tantos concelhos do Norte, na construção civil em Espanha, para onde já se tornou comum o vaivém de carrinhas com trabalhadores no início e fim da semana. “Qualquer servente em Espanha ganha 1200 euros”, afirma Carlos José, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes.

“Começa a haver muitos casos assim, de marido e mulher em casa”, dirá José Quintela, funcionário do sindicato. Como vivem em casa cedida pelos pais de Rui, e não têm compromissos com bancos, a situação do casal de operários não será das mais dramáticas, mas “é lamentável chegar aos 50 anos e passar por estas fases”, desabafa, voz pausada, como se procurasse as melhores palavras, nesta tarde de inverno cheio de sol em que Maria de Lurdes foi a Valongo, a uma consulta com um filho.

O número de desempregados neste concelho do distrito do Porto subiu de 1846 em Janeiro de 2002 para os 3944 de Janeiro último que representam cerca de dez por cento da população entre os 15 e 64 anos. Não é que o desemprego seja muito visível a olho nu, como afirma o sindicalista Carlos José. “Se der uma volta pelo concelho vê um número muito reduzido de pessoas ‘ao alto’, as pessoas não saem muito da sua órbita, não é lugar onde as pessoas se exponham.”
João Manuel Rocha – Jornal o Publico