terça-feira, 30 de setembro de 2008

"PAIXÃO DE CRISTO", ESTE SÁBADO, NA CASA DO POVO DA LONGRA | FELGUEIRAS


Trata-se de um musical de carácter religioso da responsabilidade do Padre André Ferreira, pároco das freguesias de Moure, Macieira da Lixa, Pinheiro e Refontoura


A Casa do Povo da Longra vai receber, sábado, 4 de Outubro, pelas 21h30, na sua sala de espectáculos, a peça “Paixão de Cristo”, um musical de carácter religioso da responsabilidade do Padre André Ferreira, pároco das freguesias de Moure, Macieira da Lixa, Pinheiro e Refontoura.

Esta representação, segundo fonte da organização, envolve um número muito elevado de intérpretes, principalmente adolescentes e jovens afectos às referidas paróquias.

domingo, 28 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ANO LECTIVO 2008/2009 DA USAF

Estão abertas as inscrições para o ano lectivo 2008/2009 da USAF - Universidade Senior de Felgueiras, nas seguintes disciplinas:

Artes Decorativas
Direito / Economia
Saúde
História Universal
Problemáticas do Mundo Contemporâneo
Novas Tecnologias
Psicologia / Filosofia
Literatura e Cultura Portuguesa


É OBRIGATÓRIO FREQUENTAR, PELO MENOS, TRÊS ÁREAS

DESTINATÁRIOS:
Todos os interessados, principalmente os que já terminaram a sua actividade profissional normal, sem discriminação de qualquer índole, económica, cultural ou social.

OBJECTIVOS:
Evitar o isolamento, a auto-marginalização, promovendo a aquisição, troca e actualização de conhecimentos, bem como uma certa actividade intelectual, cultural e social, em suma proporcionar a todos uma melhor qualidade de vida.

INSCRIÇÕES:
Telemóveis. 967562143 (Sr. João Silva) e 966521904 (D. Lucinda Carvalho)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

CURIOSIDADES DE RANDE – FELGUEIRAS

(a propósito da recente abertura da capela mortuária
até tempos passados do surgimento do cemitério paroquial)



Direccionando agora atenções para temas que despertem particular curiosidade, desta feita apraz incidir fixação e alguma recordação sobre dois factos que se interligam na distância de mais de um século, desde há cento e tal (mais precisamente 123) anos. Quanto aconteceu e sucede com dois marcos memoriais da paróquia e freguesia de S. Tiago de Rande, como foi antigamente na abertura do cemitério paroquial, em 1885, e presentemente com a recente entrada em funcionamento da capela mortuária da freguesia, em 2008. Duas efemérides merecedoras de mais um relance sobre factos históricos da memória colectiva.

Interesse, este, que revela quão significativo se torna o registo de curiosidades assim, qual interessante resultado deriva do conhecimento das veras notícias de alcance à posteridade, que fazem situar algo no tempo e transportam significado aos vindouros… Pelo menos, para quem tem raízes familiares e afectivas na freguesia, a quem a terra natal e / ou de residência diz muito, senão alguma coisa porventura.

Não vamos recuar aos antecedentes, escusado que será rememorar o que decorreu nos tempos em que os enterramentos eram feitos no interior e nos adros da igrejas, em todas as freguesias, até que foram sendo feitos os chamados campos santos, que no caso de Rande foi em 1885 que foi concluído o cemitério paroquial – conforme registamos no livro que narra a história da região, o “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (escrito durante vários anos e editado em 1997). Relembramos apenas, aqui, que nesse mesmo volume referimos o nome da primeira pessoa que foi sepultada no cemitério de Rande: «Rosa, da Longra – acaso conhecido por ser madrinha da avó materna do autor, a quem sua mãe contou tal curiosidade…» (conf. página 177, do referido livro). Podendo, agora, acrescentar-se mais dados relativos, descortinado que foi o respectivo registo no arquivo distrital, como prova de que a transmissão oral conta muito e a tradição vale mesmo.

Importará, para enquadramento, relembrar alguma ligação de certas famílias pioneiras e nomes sempre familiares, conforme descrevemos num conto colocado no livro “Elevação da Longra a Vila” (ed. 2003).

Ora, com essa retaguarda do passado, atente-se no que ficou anotado no inicial registo do livro de óbitos (contendo termo de abertura assinado pelo Vigário da Vara, desse tempo), que fixou o primeiro enterramento no cemitério paroquial de Rande, relatando o falecimento no dia anterior (com grafia da época): «Aos dezanove dias do mês de Agosto do anno de mil oito centos e oitenta e cinco, às oito horas da noite, no lugar da Longra desta freguezia de Sam Thiago de Rande, Concelho de Felgueiras, Dioceze do Porto, falleceu, tendo recebido os sacramentos da Santa Madre Egreja, um indeviduo do sexo femenino por nome Roza Moreira de Sampaio, da idade de trinta e três annos, solteira, fiadeira, natural desta freguezia, filha legitima de António Cardoso de Sampaio, recobeiro, (…), e de Mattilde Moreira de Amorim, lavradeira, (…), a qual foi sepultada no Cemiterio desta freguezia. E para constar lavrei em duplicado este assento, que assigno. Era ut supra. O Parocho, (P.e) António Dias Peixoto d’Azevedo.»


Cópia, em dois fragmentos (do mesmo) referido registo, do falecimento da pessoa que primeiro foi sepultada no cemitério de Rande, em Agosto de 1885 (falecida a 19 e naturalmente sepultada no seguinte dia 20 desse mês e ano).

Descrevemos o caso, e nomeadamente personalizou-se o apontamento, por ter passado todos esses anos já e não haver familiares directos, da pessoa em apreço.

Na actualidade, sabendo-se que a capela mortuária foi benzida solenemente no passado dia 18 de Maio do corrente ano 2008, é do conhecimento público que teve serventia pela primeira vez, como deposição funerária, no ainda recente dia 7 deste mês de Setembro.

Pela proximidade, e motivos óbvios, evita-se referir detalhes personalizados, mas à posteridade passa-se também a saber os respectivos dados, para constar historicamente.

Posto isto, em suma, lega-se ao conhecimento e se preserva então, nestas anotações, mais umas mercês das particularidades da terra de todos nós.

© ARMANDO PINTO

terça-feira, 9 de setembro de 2008

14 DE SETEMBRO (DOMINGO) - FEIRA POPULAR E TRADICIONAL DA VILA DA LONGRA | FELGUEIRAS



Realiza-se no próximo domingo, 14 de Setembro, mais uma edição da Feira Popular e Tradicional da Vila da Longra.

A organização desta Feira, que terá lugar nas antigas instalações da Metalúrgica da Longra, é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Rande, Pedreira e Sernande, bem como Associação Casa do Povo da Longra.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ARTUR COELHO: CICLISTA FELGUEIRENSE

Aconteceu recentemente, como foi do mediatismo público, a passagem pela Longra e chegada a Felgueiras da consagração da Volta a Portugal em bicicleta deste ano.

Sendo esta uma modalidade com ligação do povo do norte do país e particularmente desta região do interior nortenho, sobretudo no tempo em que os grandes clubes nacionais tinham equipas representativas nas acérrimas disputas do pelotão, deteve o mesmo desporto grande afectividade dos Felgueirenses em tempos idos. Mas curiosamente, não tendo sido bem compreendida a propalada despesa para que, mais uma vez, a prova-rainha do ciclismo português viesse até Felgueiras, ficou especialmente por vincar a afectuosa relação de Felgueiras com o ciclismo, por vias de ter já havido um importante ciclista que foi natural de Felgueiras – Artur Coelho… um ídolo do luso desporto dos pedais em eras recuadas.


Efectivamente, Felgueiras deve orgulhar-se de ser natural do concelho o antigo ciclista Artur Coelho, atleta famoso que se alcandorou a lugar de destaque no panorama velocipédico nacional na década de cinquenta, com carreira desportiva de alto nível entre 1955 até 1961. Tendo sido Artur Coelho na realidade um Ás do pedal, vencendo mesmo provas importantes ao serviço do F. C. Porto, do qual o referido Felgueirense foi exímio ciclista como grande “sprinter”, especialista nas chegadas em pelotão dos finais de etapas e de circuitos, como até de contra-relógios. Atleta que teve carreira saliente, entre muitas vitórias, por triunfo alcançado na Volta de São Paulo-Brasil, em ter sido camisola amarela várias vezes e vencido diversas etapas na Volta a Portugal e ter ido em dois anos consecutivos à Volta a Espanha em representação da selecção Nacional de ciclismo.

A este personagem dedicamos já, há alguns anos, umas crónicas escritas no Semanário de Felgueiras. Podendo reavivar-se mais sua memória, com algumas dessas e outras recordações… ilustrando o texto com imagens da colecção do autor.



Ora, quem foi, afinal, Artur Coelho?


Artur Coelho (em primeiro plano, à esquerda da foto) na equipa do F. C. Porto que alinhou na Volta a Portugal de 1955, em cuja participação ajudou ao triunfo colectivo da formação azul e branca. A seu lado, como companheiros de fila, pode rever-se Carlos Carvalho (grande trepador em provas de montanha e vencedor de uma “Volta”) e o famoso “sprinter” Onofre Tavares, mais Dias dos Santos (anteriormente vencedor de duas edições da “Volta”), Sousa Santos (vencedor no mesmo ano da “clássica” Porto-Lisboa), Emídio Pinto, Luciano Sá e Alberto Moreira Copi.

Neto de Roberto da Lixa, como era popularmente conhecido o patriarca da família, e filho de José Luís Coelho, “garagista” muito popular dos tempos românticos da vila de Felgueiras de meio do século XX, em que o ambiente era propício a que toda a gente se sentisse familiar no remanso da então pacata sede concelhia, Artur Coelho nasceu a quatro de Julho de 1934, no lugar dos Carvalhinhos, de Margaride. E passava os dias no centro da então vila de Felgueiras, onde seu progenitor possuía uma oficina, vulgo garagem de bicicletas, vindo-lhe daí no seio da própria família a vocação de ciclista. Tendo, mais tarde, sido levado para o Porto pela informação de Adriano Sampaio Castro, Longrino e figura do desporto felgueirense com ligações ao mundo do F. C. Porto.

Participou desde então Artur Coelho em muitas provas do calendário de ciclismo nacional e além-fronteiras, das quais se salientaram prestações brilhantes nalgumas Voltas a Portugal, como noutras provas federadas nacionais e “clássicas” internacionais. Será bom recordar fases marcantes do seu currículo:

Artur Coelho, noutra formação do F. C. Porto, ao lado dos grandes monstros sagrados desse tempo (alguns dos quais haviam sido seus ídolos, enquanto entusiasta), quando o Porto detinha hegemonia assinalável no panorama velocipédico nacional.

Logo no ano do seu aparecimento, em 1955, incluiu a equipa do FCP que venceu colectivamente a clássica Porto-Lisboa, na “classificação por equipas” (prova a nível individual vencida também por um atleta das Antas) e, depois, na sua “Volta” de estreia, também em 1955, teve vitória em célebre etapa Tomar-Figueira da 18ª edição da “Volta a Portugal, obtendo Artur Coelho, nessa Volta/55 ainda dois terceiros lugares noutras duas etapas, na segunda entre Porto e Vila do Conde e na sétima entre Viseu e Porto, alcançando por fim, na classificação geral final o 4º lugar (atrás do vencedor Ribeiro da Silva, do Académico, e dos 2º e 3º, respectivamente, Sousa Santos, do Porto, e Alves Barbosa, do Sangalhos), tal qual ainda foi 4º na classificação especial do Prémio da Montanha. Além de se ter sagrado vencedor colectivamente, pois que o conjunto do F. C. Porto venceu na classificação por equipas, como venceu a Taça A Bola. No ano seguinte, alcançou também a quarta posição no Campeonato Nacional de Fundo e, na “Volta” de 1956 foi Artur Coelho o primeiro dono da camisola amarela, mediante vitória no circuito portuense da etapa inicial (na pista do Estádio do Lima), envergando aquele símbolo da liderança logo à partida do Porto. Posição de primeiro classificado que manteve até à 3ª etapa, tendo nos correspondentes percursos, das ligações em que envergonhou o “maiot” amarelo, sido quinto na chegada à meta. E, nessa 19ª edição da Volta, Artur Coelho teve mesmo um activo papel, posicionando-se sempre entre os melhores, tanto aconteceu por duas vezes em que fez o 2º lugar noutras duas etapas, mais um 3º lugar em quatro etapas, foi 4º numa outra e 5º por duas vezes em igual número de etapas (numa das quais de contra-relógio), terminando essa Volta na 9ª posição geral.

Artur Coelho (com a camisola do F.C.Porto e ostentando dístico de Portugal), no final da clássica 9 de Julho-Volta a São Paulo, a receber apoteose popular, vitoriado em ombros, como vencedor da grande prova brasileira, corria o ano de 1957 – em cuja foto consta legenda autografada, com dedicatória aos felgueirenses (reproduzida em seguinte ampliação).


Aumentando a pedalada, obteve depois a brilhante vitória no Brasil, em 1957, na clássica chamada “9 de Julho” de São Paulo, a Volta ao Estado de São Paulo, terminada vitoriosamente a 11 de Julho de 1957. Tal como, no mesmo ano, em França, conquistou honroso 2º lugar, a 6 segundos do triunfador, no “Paris-Evreux”. Tendo assim dado nas vistas, no mesmo ano integrou a selecção nacional que participou na Volta a Espanha de 1957. E, nessa época de 1957 foi ainda o triunfador do Circuito dos Campeões, disputado na Figueira da Foz. Depois, em 1958 foi vencedor da Volta ao Porto (prova que então era famosa, e noutros anos mais recentes teve denominação de Grande Prémio do Porto, com edições desde 1926 até 1994, por ora). Ano aquele de 1958 que foi até deveras frutuoso, perante vitórias sucessivas, sendo vencedor do Circuito de Garcia, do Circuito de Grândola e do Grande Prémio Vilar. Como voltou a participar na Volta a Espanha, integrado na selecção portuguesa que alinhou em 1958 na importante prova do calendário internacional. Tal como em 1959, repetiu vitória na seguinte edição anual do Grande Prémio Vilar. Ao passo que, na Volta a Portugal desse ano 1959, somou saborosas vitórias em duas etapas, tendo Artur Coelho triunfado na meta da etapa Estremoz-Castelo Branco e vencido o contra-relógio individual entre Covilhã-Guarda, obtendo ainda por duas vezes o 3º lugar noutras tantas etapas e o 2º posto numa; com a curiosidade de nessa etapa, saída de Pedras Salgadas e chegada a Braga, durante o correspondente percurso com passagem por Felgueiras, Coelho ter “forçado” para se mostrar na terra onde nascera, vila de Felgueiras… e com isso ter ajudado o colega portista Carlos Carvalho a ganhar distância para ser o vencedor dessa mesma Volta/59.

Artur Coelho a chegar primeiro à meta, vitoriado pela multidão assistente, como vencedor de uma etapa da Volta a Portugal…


Mantendo a pedalada ainda em bom ritmo, em 1960 Artur Coelho venceu uma etapa do Grande Prémio Vilar, enquanto na Volta/60 conseguiu ser 4º à segunda etapa, tendo depois servido mais a equipa, ajudando Sousa Cardoso a manter a amarela de primeiro desde a 5ª até à 15ª etapas, chegando ao final esse sorridente ciclista azul e branco, colega de Coelho, como destacado vencedor. Por fim, em final de trajecto, Artur Coelho deu bem um ar de sua graça na Volta a Portugal de 1961, vencendo uma etapa, ao segundo dia de corrida, na etapa disputada em circuito à volta de Espinho, nessa Volta de que foi vencedor final seu colega de equipa Mário Silva.

Além da colaboração referida, durante essas vistosas participações, Artur Coelho teve também sua quota-parte no trabalho de equipa contributivo para outros triunfos individuais de colegas, bem como colectivos do F. C. Porto alcançados nas classificações de equipas nas Voltas de 1955, 58 e 59.

Excerto de crónica, do autor, com foto da colecção do autor também, publicada no Semanário de Felgueiras de 23 de Fevereiro de 2001.

Nesse tempo foi tal a projecção alcançada por Artur Coelho nos jornais e rádio (já que a sua carreira abarcou tempos em que não havia ainda TV em Portugal e depois atingiu os primeiros passos da televisão portuguesa), que o seu nome se tornou algo lendário, tornado ídolo de muita gente. Facto que no concelho natal teve repercussão, sendo responsável por muito do entusiasmo surgido pelas corridas de ciclismo na região, com a organização de populares competições ciclistas realizadas em festas tradicionais, através de circuitos percorridos em dias de feira de Felgueiras, pela Feira de Maio, nos 23 de S. Jorge e no S. João da Longra, entre outras. O cartel que Artur Coelho granjeou teve ainda consequência de ter havido uma equipa de ciclismo da Metalúrgica da Longra, nos finais da década de cinquenta, a qual esteve inscrita na FNAT participando em provas de desporto corporativo e competiu em circuitos locais. Assim como, de permeio, a admiração que o povo teve pelo conterrâneo famoso teve alguma influência sequencial em um outro ciclista Felgueirense, Joaquim Costa, passados anos, já no princípio dos anos sessenta, ter participado também na Volta a Portugal em bicicleta, ao serviço do Académico do Porto, tendo esse Joaquim Luís Costa seu nome nos jornais durante as Voltas de 1961 e 62, em que alinhou.

Artur Coelho explorara, de permeio, por conta própria o negócio da garagem de bicicletas que fora do pai, na vila de Felgueiras, situada quase em frente de uma então conhecida Tasca do Pilo. Mudou-se posteriormente para Vizela, onde se radicou até sair depois do país. Havendo, por fim, emigrado para França, tendo entretanto falecido em terra gaulesa a 17 de Fevereiro de 1983 – motivo de ter tido homenagens noticiosas nos maiores jornais franceses da especialidade aquando do seu desaparecimento, inclusive no famoso “L’Equipe” que lhe tributou merecido destaque de grande vedeta, que foi na verdade, glória do F. C. Porto e do desporto português, para orgulho de Felgueiras, berço natal, e honra de Vizela, sua segunda terra.

Artur Coelho, numa fisionomia de seus últimos tempos, segundo reportagem inserta no nº de 09-3-2001 do jornal Notícias de Vizela, fazendo referências e transcrições sobre artigo, do autor, anteriormente com lugar no Semanário de Felgueiras em Fevereiro anterior…


Ora, passado tanto tempo, ainda está por acontecer uma devida homenagem de Felgueiras a este seu campeão e internacional de renome, nomeadamente com a atribuição de seu nome a uma rua, ou seja honrando este ilustre felgueirense na toponímia da sua terra-mãe… Ou é que Felgueiras merece ter ciclismo ou então como é?!

Entretanto, outras ocorrências têm servido para reavivar a memória deste valoroso desportista do passado. Assim, embora em Vizela, já no ano de 2008, numa iniciativa da Associação Cultural e Desportiva Os Vizelenses, a realização da anual corrida de cicloturismo organizada por aquela colectividade teve denominação de “Prémio Artur Coelho”, em homenagem ao célebre ciclista, aí na qualidade de recordado antigo habitante vizelense… Enquanto Felgueiras (onde, além de corridas de cicloturismo e diversas provas de ciclismo a nível nacional e internacional, houve já três etapas da Volta a Portugal aqui finalizadas, em espaçados outros tantos anos, por ora, e inclusive em 2008 finalizou a mesma Volta com a etapa final de consagração a acabar no alto de Santa Quitéria), pois Felgueiras, através do poder instituído, tem perdido soberanas oportunidades de homenagear esse seu filho que foi Artur Coelho e, primordialmente, de justificar a sua ligação efectiva ao mundo do ciclismo e à visibilidade que proporciona… Como até as próprias instituições culturais e associações desportivas do concelho de Felgueiras se têm alheado, se é que ainda sabem que existiu esse ciclista no passado, o Felgueirense Artur Coelho.

© ARMANDO PINTO

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

XI EDIÇÃO DA FEIRA DAS TRADIÇÕES | 7 DE SETEMBRO | ALAMEDA DE SANTA QUITÉRIA

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Nesta edição pode encontrar e desfrutar:

- Encontro de Tocadores de Concertinas
- Cantares ao Desafio (Domingos Soalheira e Adília de Arouca)
- Trajes Regionais
- Jogo do Pau e outros jogos tradicionais
- Vinho Verde
- Doçaria
- Artesanato

Organização: Câmara Municipal de Felgueiras

Apoio: Rancho Folclórico de Varziela